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POR QUE CARISMÁTICOS E CALVINISTAS PRECISAM UNS DOS OUTROS?



Advogados presbiterianos de cabelos grisalhos e terno não costumam reunir fã clubes de adolescentes, mas o sr. Z reunia. Toda semana, dezenas de nós nos reuníamos em sua casa.  Ele nos alimentava, deixava que acabássemos com sua casa, nos deixava assistir filmes e jogar basquete. Cada encontro terminava em um estudo bíblico. Conheci o sr. Z no ensino médio porque fui convidado para um estudo bíblico em sua casa e continuei voltando durante um ano. Esse mentor incomum nos ensinou Efésios. Ele explicou este belo livro para nós verso por verso. Seu amor pela Bíblia era contagiante e eu fui contagiado. Não soube até pouco depois, mas eu havia abraçado completamente as doutrinas da graça – doutrinas essas que me são caras hoje.

Conforme amadurecia, eu sempre retornava a Efésios. Como uma daquelas trilhas batidas que são amadas por caminhantes, Efésios se tornou minha trilha favorita para caminhar quando eu desejava encontrar a soberana majestade de Deus. Mas algo no livro se destacou para mim que eu nunca alcancei – algo pelo que Paulo orou. Ele orou para que os efésios pudessem conhecer a “imensurável grandeza do seu poder para conosco os que creem” (1.19). Não importa quanto eu estudasse, nunca tive poder como resultado. Não este tipo de poder. Não até eu conhecer o pastor J.

O pastor J era, de muitas maneiras, como o sr. Z. Ambos eram homens mais velhos, sábios, piedosos, tinham um profundo amor pela Escritura e uma mente aguçada. O pastor J, porém, tinha um conjunto diferente de dons. O pastor J orava pelas pessoas e as coisas para as quais ele orava realmente aconteciam. O pastor J conversava com as pessoas e dizia coisas a respeito delas que ninguém mais sabia. À medida que conhecia o pastor J, entendia que essas coisas eram dons espirituais. Mais uma vez, minha vida mudou e abracei um Deus que opera milagres.

Estes dois homens – um profundamente reformado, outro poderosamente carismático – personificam duas palavras que me descrevem. Sou um reformado carismático. Com um pé, estou firmemente plantado no mundo reformado histórico. Como graduado do Reformed Theological Seminary, sentei-me aos pés de professores renomados, como John Frame. No entanto, meu outro pé está plantado em outro lugar, ou seja, no mundo do moderno e global movimento carismático. Admiro o zelo missionário do sul e leste global juntamente com o poder espiritual e a fé miraculosa que eles incorporam. Sim, este é um lugar estranho na igreja mundial a ser ocupado.

Após nos formarmos na faculdade e nos casarmos, minha esposa e eu nos mudamos para Edimburgo, na Escócia, para fazermos parte de uma equipe de plantação de igrejas. Trabalhamos por cinco anos ao lado de algumas pessoas incríveis e naquela época passei a me tornar extremamente grato ao sr. Z e ao pastor J. Eu orava pelas pessoas e milagres aconteciam. O Espírito movia-se por meio de minhas palavras e pessoas vinham à fé. Ensinei o evangelho, adornado com todas as doutrinas da graça, e observei meus alunos apreciarem estas doutrinas da mesma maneira que eu quando me foram apresentadas, anos antes, na casa do sr. Z. Foi emocionante e esclarecedor. Então me mudei para Boston para plantar outra igreja. Novamente, a mescla do poder das doutrinas da graça e dos dons da graça produziu os frutos da graça que finalmente me convenceram que estes mundos, reformado e carismático, precisam um do outro.

Carismáticos precisam de mestres ao seu redor

Na história da igreja, coisas ruins aconteceram quando aqueles com dons de ensino foram separados relacional e estruturalmente daqueles com dons “miraculosos”. (Meu objetivo aqui, a propósito, não é convencer ninguém da continuidade de tais dons. Outros têm feito isto). Esta separação nunca foi mais aparente do que no presente. É motivo de preocupação quando pentecostais/carismáticos reúnem-se em suas conferências, leem seus livros, permanecem em suas igrejas e nunca saem de seus guetos. É em tal tribalismo que alguns dos mais graves erros surgem e são nutridos. O evangelho da prosperidade tem sido o exemplo mais óbvio. Eu ouvia por inúmeras vezes meus irmãos pentecostais/carismáticos e pensava: “Se eles apenas olhassem mais de perto para as Escrituras, poderiam ter evitado este problema”. Como um de meus mentores colocou: “Carismáticos amam o fogo do poder de Deus, mas, às vezes, queimamos as coisas com ele”.

Como tem sido frequentemente observado, a experiência carismática pode levar cristãos honestos e bem-intencionados a se desviarem para um erro terrível. A ideia absurda de que Deus deseja sempre te abençoar e te fazer grande, que surge de algumas vozes mais influentes, destrói nossa habilidade de sofrermos adequadamente. O movimento da Confissão Positiva é, por vezes, indiscernível das simpatias populares. Mas é aí que o profundo amor reformado pela Bíblia pode vir a ajudar. Isto é, se nós ajudássemos.

Calvinistas também precisam dos carismáticos

Da mesma maneira que é preocupante quando carismáticos permanecem em seus guetos, o mesmo se aplica a nós, calvinistas. Sou muito grato pela recente explosão de interesse na teologia reformada. Eu era reformado antes mesmo de isso se tornar algo descolado o suficiente para vir acompanhado de tatuagens, camisas xadrez e barbas. Contudo, é bom fazer parte da multidão, eu acho. Mas, não vamos nos enganar – o movimento reformado é pálido em tamanho em comparação ao moderno movimento pentecostal/carismático (de agora adiante tratado por MMPC). O MMPC é o movimento religioso de mais rápido crescimento na história da raça humana. Em 1900, havia um número inexpressivo desses cristãos em termos estatísticos. Atualmente, o número se situa em torno de 700 milhões (veja o recente trabalho acadêmico de Allan Anderson intitulado de “Global Pentecostalism”, apresentado na Wheaton Theology Conference em 3 de Abril de 2015), ou de 1 em cada 3 crentes. Apenas para colocar em perspectiva, isto é mais do que o número total de budistas (Cerca de 500 milhões), judeus (Cerca de 14 milhões) e todas as religiões populares (Cerca de 400 milhões) no mundo. O MMPC não está diminuindo, muito pelo contrário.

E eles não estão crescendo porque são todos hereges (muitos são, com certeza, mas nem todos). Eles estão crescendo porque estão fazendo discípulos. Por mais que nós, calvinistas, falemos, pensemos e ensinemos bem a respeito do assunto, os carismáticos parecem estar fazendo mais dessas coisas. Para usar a metáfora do mentor novamente, nós, calvinistas, construímos uma bela lareira, mas, às vezes, lutamos para manter o fogo aceso. Podemos aprender com nossos irmãos carismáticos, se conhecêssemos algum.

Amar significa ouvir, aprender e dar exemplo

Quando estou com meus amigos do MMPC, frequentemente ouço sobre o bicho-papão da obsessão doutrinária calvinista que odeia pessoas perdidas. E quando estou com meus amigos reformados, muitas vezes usa-se o argumento do espantalho da cerimônia pagã dos manipuladores de cobras, glossolalias e do oportunista Pentecostal. Esta zombaria me entristece e penso que também entristece a Deus.

Se vamos levar Jesus a sério sobre a declaração “eles saberão que sois meus discípulos pelo seu amor mútuo”, então nós, calvinistas, devemos ouvir nossos irmãos do MMPC. Não estou sugerindo Benny Hinn como palestrante em uma conferência. Estou simplesmente sugerindo que ouçamos o que nossos amigos ortodoxos do MMPC estão dizendo e não rebatamos o que eles não estão dizendo. O amor nos leva a ouvir nosso irmão, mesmo que discordemos dele. Temos que ir além de blogs, debates inflamados de Facebook e comentários impertinentes nas mídias sociais. Deus aceitou a tarefa de se relacionar com pessoas com as quais Ele discordou profundamente. Podemos considerar fazer o mesmo.

Pastor calvinista, leve seu compadre carismático para almoçar. Estabeleça uma amizade improvável. Eu reconheço que muitos leitores do TGC (The Gospel Coalition) não são continuístas. E está tudo bem. Mas, se você tem alguma abertura para o exercício destes dons hoje, eu o encorajaria a obtê-los. Ministro pentecostal, ligue para seu amigo presbiteriano e vão jogar uma partida de golfe. Pode ser estranho, mas, quando estiverem mais ou menos no 9º buraco, a atividade provavelmente ficará ótima.

Amar também significa que nos comprometemos a aprender uns com os outros. Você pode imaginar o bem exponencial que ocorreria se carismáticos aprendessem exegese tal como Don Carson? Que frutos do reino nasceriam se calvinistas aprendessem a exercitar a fé missional como a dos nossos companheiros do MMPC? Às vezes sonho sobre o que poderia acontecer se a paixão dos pentecostais pelo poder de Deus e a paixão dos calvinistas pela Palavra de Deus pudessem ser combinadas para cumprir a obra de Deus. O mundo veria a glória de Deus.

Este propósito significa que precisaremos dar exemplo. A história da Igreja Ocidental, especialmente desde a Reforma, é tão potencialmente marcada com dissoluções, cisões e divisões violentas por causa de diferenças doutrinárias de segunda e terceira ordem que não é de se admirar que nossa cultura pense que cristãos são facciosos. Nós, que estimamos as doutrinas da graça, devemos dar exemplo na prática da graça àqueles de quem discordamos. E podemos fazer isto porque o evangelho nos mostra que é precisamente esta a maneira que Cristo lidou conosco. Podemos fazer isto porque o Espírito está disponível para permitir tal graça em nós. Podemos fazer isto porque Deus sabe que cumprir a missão significa que devemos trabalhar juntos.

Carismáticos e calvinistas precisam uns dos outros. Não temos que concordar em sermos agradáveis. Não temos que comprometer nossas consciências para efetuar a mudança. Não temos que sacrificar a fidelidade bíblica por poder espiritual. Podemos ter ambos, mas, para obter ambos, provavelmente precisaremos conviver uns com os outros.

O sr. Z e o pastor J nunca se encontraram, mas eles poderiam se tornar bons amigos.

Talvez eu providencie o encontro.

Traduzido por Tiago Alexandre da Silva e revisado por Jonathan Silveira.


Texto original: WhyCharismatics and Calvinists need each other. The Gospel Coalition.
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É LEGÍTIMO UM CRISTÃO SER DIZIMISTA?

Por Hernandes Dias Lopes


O dízimo está sendo atacado em nossos dias com rigor desmesurado. Em parte, porque muitos líderes inescrupulosos usam expedientes escusos e reprováveis para arrancar do povo o último vintém, a fim de viverem no fausto e no luxo. Outros, porque em muitas igrejas falta transparência na prestação de contas e o povo não sabe quanto entra nos cofres da igreja nem onde os recursos são aplicados. Há, ainda outros, que são contra o dízimo porque não estão convencidos de que este é o claro ensino das Escrituras.

O dízimo não é uma questão meramente financeira. Trata-se do reconhecimento de que tudo o que existe é de Deus. Não trouxemos nada para o mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos de Deus e, no exercício dessa mordomia, devemos ser encontrados fiéis. O dízimo mais do que um valor, é um emblema. É um sinal de fidelidade a Deus e confiança em sua providência. A devolução dos dízimos é uma ordenança divina. Não temos licença para retê-lo, subtraí-lo nem administrá-lo.

De todas as críticas feitas à doutrina do dízimo, talvez a mais frequente seja esta: “O dízimo faz parte da lei cerimonial e esta foi abolida na cruz. Logo estou desobrigado de ser dizimista”. À esta crítica, respondemos que a prática do dízimo está presente em toda a Bíblia. No Antigo Testamento está presente nos livros da lei, nos livros históricos, nos livros poéticos e nos livros proféticos. No Novo Testamento está presente tanto nos evangelhos como nas epístolas. É importante dizer que a prática do dízimo é anterior à lei cerimonial (Gn 14.20; 28.18-22). Abrão, quatrocentos anos antes de a lei ser instituída, pagou dízimo a Melquisedeque, tipo de Cristo (Hb 7.1-10). O dízimo foi incluído na lei, pois foi a maneira de Deus prover o sustento da tribo de Levi, aqueles que trabalhavam no ministério (Lv 27.30-33; Nm 18.21-32; Dt 14.22-29; 18.1-8).

Da mesma forma, os que estão no ministério hoje, na vigência da nova aliança, devem viver do ministério. Os mesmos princípios usados na antiga aliança são também usados na nova aliança para tratar do sustento dos obreiros (1Co 9.7-14). Embora a ordem levítica tenha cessado com o advento da nova aliança, os dízimos não cessaram, porque Abraão como pai da fé pagou o dízimo a Melquisedeque, tipo de Cristo, e nós, como filhos de Abraão, pagamos o dízimo a Cristo, sacerdote da ordem de Melquisedeque (Hb 7.4-10).

Aqueles que usam Mt 23.23 para dizer que Jesus sanciona o dízimo antes da inauguração da nova aliança, mas que depois de sua morte, essa sanção não era mais válida, esquecem-se de que junto ao dízimo Jesus menciona também outros preceitos da mesma lei (a justiça, a misericórdia e a fé): “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt 23.23). Se estamos desobrigados do dízimo, por ser da lei, deveríamos também estar desobrigados desses outros preceitos da lei, ou seja, a justiça, a misericórdia e a fé. Fica evidente que Jesus reprova os escribas e fariseus pela sua prática legalista e meritória do dízimo. Pensavam que o dízimo era uma espécie de salvo conduto. Imaginavam que por serem dizimistas tinham licença para negligenciar os outros preceitos da lei. Na verdade, os escribas e fariseus, besuntados de hipocrisia, estavam superestimando o valor do dízimo e menosprezando os principais preceitos da lei. Ao mesmo tempo, porém, que Jesus reprova a visão distorcida dos escribas e fariseus, que davam uma super-ênfase ao dízimo em detrimento da justiça, da misericórdia e da fé, referenda a prática do dízimo. Apesar dos desvios de uns e das críticas de outros, devemos continuar fiéis a Deus, na devolução dos dízimos, pois este é o claro ensino das Escrituras.



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QUEM DETERMINA O CERTO E O ERRADO?

“Se tu preparares o teu coração, e estenderes as mãos para ele; se há iniquidade na tua mão, lança-a para longe de ti, e não deixes a perversidade habitar nas tuas tendas; então levantarás o teu rosto sem mácula, e estarás firme, e não temerás.” - Jó 11:13-15

Quem determina o certo e errado quando há divergências? Jesus, que exerce toda autoridade (Mateus 28:18), tem a palavra final.

O único padrão para distinguir entre certo e errado é a vontade divina revelada nas Escrituras. Devemos julgar todas as coisas e distinguir entre o bom e o mal (1 Tessalonicenses 5:21-22), sempre cientes das palavras de Jesus Cristo: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (João 12:48). A palavra final não é minha nem sua. Jesus, que exerce toda autoridade (Mateus 28:18), tem a palavra final. Por isso, a voz do Pai diz: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5). (Dennis Allan).


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A BÍBLIA É ESPIRITUAL, ACESSÍVEL A TODOS


A Bíblia é espiritual, acessível a todos, inclusive para os mais simples e iletrados (Mateus 18:3)

O sentido profundo da mensagem da Bíblia é espiritual, acessível a todos, inclusive para os mais simples e iletrados. Deus se revela a quem se dispõe a ser como criança (Mateus 18:3). É próprio da criança acreditar nos pais. Adotemos a mesma atitude diante da Palavra de Deus; sua mensagem se fará clara e viva para nós.

(Boa Semente-apaz/todo_dia/2011/Dezembro11)




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DÍZIMO - NO JUDAÍSMO E NA IGREJA CRISTÃ

Por Eliseu Antonio Gomes

Abraão e Jacó  praticaram o ato de entregar dízimos. A prática existia antes da promulgação da Lei de Moisés. Os patriarcas exerceram liberalidade, espontaneidade, fé e devoção a Deus. Não havia obrigatoriedade.

Na Dispensação da Graça, o sistema de arrecadação de dízimos nas igrejas cristãs não é ato obrigatório. A oferta e o dízimo entre os cristãos são efetuadas em arrecadações realizadas em caráter voluntário, a prática é como uma ação de amor ao próximo, também como ato de fé e atitude devocional ao Senhor. Textos no Novo Testamento não afirmam que sim e nem que não. Se não proíbem ao cristão ser um dizimista, qual a autoridade dos antidizimistas para proibir. Não existe nenhum poder para isso.

Durante a vigência da Dispensação da Lei, a arrecadação de dízimos  manteve a religião judaica operante. Na Lei, os sacerdotes recebiam dízimos para manter o templo judaico, manter os ensinamentos e liturgias do judaísmo. Recebendo dízimos, os líderes judeus fizeram um levante e crucificaram Jesus Cristo, não o reconhecendo como Filho de Deus, Senhor e Salvador, pois esperavam o Messias revolucionário. O dízimo na época da Graça, é recebido nas igrejas que anunciam o plano da salvação em Cristo. Entre cristãos, a finalidade é diferente do objetivo dos judeus. Os cristãos praticam a entrega de dez por cento por reconhecerem Jesus Cristo como Filho de Deus, Senhor e Salvador, como propósito de financiar o  anúncio do Evangelho para todas as almas ao redor do mundo.

Nas igrejas, ninguém é obrigado a ser dizimistas por força da Lei de Moisés. Contudo, estamos debaixo da Lei de Cristo. E essa Lei de Jesus manda amar mais as pessoas do que as coisas, mais ao semelhante do que ao dinheiro. Muitas almas são salvas todos os dias por meio da arrecadação sistemática do dízimo, que proporciona caixa em condições de manter o pregador em atividade.

A base bíblica para o dízimo entre cristãos

Vale lembrar que a regra da hermenêutica manda que uma doutrina se sustente em no mínimo três textos bíblicos. Apresento Gênesis 14, Gênesis 28, Salmo 110.4, Hebreus 5, e Hebreus 7 para todos os antidizimistas. Esses textos são os alicerces da doutrina do dízimo cristão, estão à parte da Lei de Moisés.

Reflexão: Melquisedeque era sacerdote de uma linhagem sacerdotal sem princípio e nem fim. O Salmo 110.4 é citado pelo escritor de Hebreus, capítulo 7, e nesta citação ele mostra que Jesus Cristo é sacerdote pertencente à mesma ordem sacerdotal. Se Cristo é da linhagem sacerdotal de Melquisequede, sacerdócio que recebia dízimos, qual o motivo de Jesus não poder receber também? Porque Melquisedeque sim e Jesus não? Por que essa diferença de tratamento? Enquanto não houver resposta com base bíblica para essa pergunta, tudo o que é dito está apenas no campo das ideias humanas, não deve ser considerado Palavra de Deus. Gostaria de ouvir ou  ler alguém responder.

Alguns antidizimistas alegam que não é possível entregar dízimos, porque Jesus Cristo não está mais em carne para recebê-lo. Ora, Ele não está em pessoa entre nós, mas disse estar sempre presente espiritualmente onde dois ou três se reúnem em nome dEle, e entre nós todos os dias, até a consumação dos séculos. Ele instituiu líderes na igreja e esses o representam (Mateus 18.20; 28.20; Efésios 4.11).

As pessoas contrárias à prática do dízimo nas igrejas isolam textos bíblicos para se posicionarem como antidizimistas. Ao responderem, costumeiramente apenas emitem opinião sem usar  a Bíblia Sagrada. E quando a usam fazem menção de textos bíblicos ligados à Lei de Moisés, referências isoladas, que não apontam para a superioridade do sacerdócio de Melquisedeque (tipo de Cristo) sobre a linhagem sacerdotal levítica. Usam partes bíblicas ligadas ao Código Mosaico com a intenção de acusar o sistema de arrecadação cristão como ato judaizante. Eles ignoram a exegese das referências bíblicas expostas no parágrafo acima.

O propósito

Através da arrecadação de dízimos é que o cristianismo se expande no mundo. A arrecadação serve para prestar socorro nos âmbitos físico e espiritual. O dinheiro é usado para possibiltar missões. Missionários brasileiros estão lá na África e outros continentes divulgando a Palavra de Deus. Eles comem, se vestem, precisam de abrigo. O custo é alto. O pregador não se alimenta de vento. É necessário custear muitas famílias estão no estrangeiro. Por meio da boa consciência de dizimistas cestas básicas são compradas e distribuídas para quem precisa delas, novos templos são erguidos.

Há pastores, em setor rural, que aceita como dízimo frutas, legumes, verduras... Repassam isso para quem necessita. Além disso, tanto em espécie como em produtos agrícolas, a finalidade é ajudar os necessitados.

Não existe quem pregue o Evangelho sem precisar das coisas materiais. Quem tem mente carnal não consegue discernir a importância que existe em usar o dinheiro para patrocinar a propagação do cristianismo ao redor do mundo.  Ah... Talvez pensem que os índios a ser evangelizados serão receptivos às necessidades de quem está em território missionário! Quem sabe cogitem que os muçulmanos do Egito entrarão em contato com as igrejas brasileiras pedindo por favor que aceitem o dinheiro deles para que possamos ir lá pregar que Jesus é o Salvador deles!

Os aproveitadores da fé cristã

Não é aceitável usar generalização. O dizimista sabe que existe líder que se desvia  do compromisso cristão ao administrar a coleta de dízimos. Gente má existe em todas as áreas da sociedade. Não é porque alguns erram conscientemente que toda a lideraça cristã faz o mesmo. A maioria dos pastores que arrecadam dízimos fazem bom uso deles, revertendo para obras sociais, missões, construções de templos. O dizimista tem condições de avaliar se o dinheiro é bem usado ou não e escolher o ministério que administra bem os valores que recebe.

Há quem seja pastor e faça mal uso da arrecadação? Sim... Todos? Não.

A importância do colaborador dizimista na propagação do Evangelho

O dinheiro é uma contribuição que possibilita aos que não conhecem a Jesus Cristo que o conheçam. Não é difícil compreeender que o dízimo arrecadado é um fundo para missões cristãs, evangelismos, contruções de templos cristãos.

A maior parte crítica sobre o tema é sem nenhuma vivência no assunto. Se o crítico vivesse a realidade do que critica, saberia que os colaboradores constantes são apenas os dizimistas. Quem dá uma oferta este mês, no próximo pode dar menos, mais, ou nada. O pastor tem facilidade de administrar dízimos porque sabe qual o valor a ser recebido a longo prazo.

A salvação é por meio da fé, que surge na pessoa que ouve a Palavra de Deus. E, perguntou Paulo, como ouvirão se não existir quem pregue. O dízimo é um método cristão muito prático de custeio aos missionários. Enviar o missionário gera custos altos. Administrar missionários no exterior não deve ser em caráter de aventura, precisa ser algo ponderado, criterioso.

Quem são os dizimistas?

A situação espiritual da prática do dízimo é essa: o dinheiro arrecadado mantém pastores e missionários, que entregam a Palavra de Deus às almas que ainda não reconheceram Cristo como Senhor e Salvador. Isso é bíblico, tem base para ser praticado. Jesus e Paulo disseram que o obreiro é digno de ser sustentado, e como o dizimista não tem tanto apego ao dinheiro como os antidizimistas, patrocinam o pregador cristão sem problema algum. Querem fazer isso, fazem com prazer e liberalidade (Lucas 10.7; 1 Timóteo 5.18 ).

O cristão ofertante e dizimista é pessoa livre para exercer sua fé no Brasil e usam essa liberdade para colaborar na igreja; é pessoa adulta, alguém responsável por seus atos; é pessoa dona de seu dinheiro. Não pergunta como deve usá-lo. No entanto, é vítima de muito preconceito, recebe constantes opiniões indesejáveis para deixar de colaborar no templo e é ofendido com declarações que o classificam como parte da massa manobrada de algum pastor desonesto.  São atacados por opositores tentando tocar o brio objetivando desanimá-los.

Existe gente dizimista fiel que é simples, mas também gente com curso superior e com mestrado. O pobre, trabalhador braçal e o rico empregador. O desembargador, o professor universitário. Existe muita gente que são dizimistas com cultura adquirida nas melhores universidades do mundo. A figura do dizimista não é representada pela imagem caricatuaral de uma pessoa bobinha.

Qual é a razão de ser um dizimista? Jamais deve ser com o propósito de buscar a salvação. O cristão é dizimista porque tem fé que é salvo por meio do sacrifício vicário de Jesus Cristo na cruz, pela substituição no sacrifício do calvario do Filho de Deus, que nunca pecou, por todos os pecadores.

O dízimo é uma contribuição voluntária, que visa proporcionar o bem ao próximo. Uma das maneiras de amar é ser dizimista. O dízimista cristão dá 10% ao mês na igreja para que o valor se reverta em ações de bem-estar do próximo. Porque é consciente que sua condição financeira é dada por Deus para compartilhamento. Sim, compartilhar é amar. Não basta dizer que ama o semelhante, é preciso exteriorizar o sentimento com ações concretas. Amar implica em se esforçar em favor do outro.

O dizimista cristão se espelha em Abraão, que volutariamente entregou dez por cento ao sacerdote Melquisedeque, apresentado pelo escritor do livro de Hebreus como sacerdote da mesma linhagem eterna de Jesus Cristo.  São crentes conscientes da necessidade de usar o dinheiro para evangelizações, missões, manutenção de assistência social e construções de novos templos cristãos.

Quem são os antidizimistas?

Muita gente é contrária ao dízimo porque sabe que ele é um sistema de arrecadação que funciona. São contra o dízimo porque são ateus, anticristãos, sabem que se o dízimo deixar de ser praticado o crescimento do cristianismo diminui sua velocidade de expansão.

Não ouso dizer que quem é antidizimista é um materialista frio. Mas recomendo que se examine, veja se não deixa de entregar o dízimo por indiferença à vontade de Deus e por amar o dinheiro, motivado por causa da ganância e do egoísmo.

É uma heresia a filosofia do cristianismo sem compromisso com o próximo. Quem vive assim já foi apelidado de "euvangélico". A pessoa se diz cristã mas só pensa nela mesma, que o mundo se exploda, não se importa com o bem-estar de ninguém. Viver o Evangelho não é isso, ser cristão é empreender ação de amor. É amar mais do que com os lábios, com ações efetivas. Ninguém pode ser cristão justo tendo e negando o dinheiro aos que precisam. Entregar 10% é promover justiça, custear a cesta básica ao desempregado, é cuidar do templo que recebe o aflito, é patrocinar missões.

Existe muitas pessoas, não digo que são todas, que são contra a prática do dízimo porque amam ao dinheiro, não se importam em abastecer o departamento de assistência social da igreja, não se importa em ajudar famílias missionárias em terras estrangeiras. Se o seu cristianismo se resume a pensar só em seu bem-estar, lamento. Se você pensa que a sua saúde, que o possibilita a levantar-se para trabalhar e ganhar seu salário, é dada por Deus a você apenas para usá-la sem pensar no próximo, lamento...

Tenho observado que grande parte das pessoas que são contrárias ao sistema de arrecadação de dinheiro nas igrejas, não são cristãs frequentadoras de templos, elas desconhecem o meio evangélico, não sabem sobre a rotina cristã nos templos. São uma espécie de evangélico não praticante... Então, falam contra dízimos e pastores por suposição. Supõem que em todos os lugares o método do dízimo é um recurso desonesto para enganar pessoas simplórias. Estão satisfeitas com um cristianismo sem igreja, sem pensar em quem precisa ouvir a Palavra de Deus. Não se importam com gente do outro lado do mundo morrendo sem conhecer Jesus, não pensam na alma perdida. Não querem suprir as necessidades do próximo. Não só a necessidade do corpo, mas também a necessidade espiritual. É paradoxal, mas existe muita gente assim.

Os antidizimistas intrometem-se no direito de ofertantes e dizimistas, cidadãos livres para fazer o que quiser com seus honorários. Vejo essa atitude como invasiva. O bom alvitre recomenda a cada um cuidar de suas vidas, e não da alheia. 

Eu fico pensando comigo o que é que há na cabeça de antidizimistas, gente que vive a entremeter na vida alheia, dar palpites sem ser convidado, opinar na vida de dizimistas e ofertantes. Será que eles sonham ser formadores de opinão? Se for isso é melhor continuar a dormir, pois quando alguém conhece a Jesus verdadeiramente, se transforma em pessoa disposta a entregar até a própria vida, não apenas uma pequena porcentagem do salário. A história apresenta muitos mártires cristãos que morreram pela fé.

São verborrágicos. Falam e escrevem bastante contra cristãos dizimistas, mas sem argumentação que desconstrua as bases da doutrina do dízimo entre os cristãos. Alguns são persistentes, talvez até capazes de brigar para fazer com que as pessoas creiam que o tom da cor preta é branco. Eles Ignoram totalmente a verdade dos fatos, no caso as referências bíblicas contextualizadas, utilizadas por hermenêutas, gente séria que abre suas Bíblias e examinam as indicações apontadas pelas Escrituras Sagradas sobre o assunto. Tudo o que fazem é produzir logorréria.

A resistência deles é teologicamente nula, não possuem argumentos bíblicos contextualizados. Contentam-se em dizer que o dízimo é judaico sem levar em consideração que Melquisedeque e os patriarcas Abraão e Jacó nunca foram judeus e eram dizimistas.

Dízimo judaico? Não existe nenhuma abordagem nas páginas bíblicas usando o termo composto dízimo judaico. O uso da composição existe porque querem atrelar o dízimo única e exclusivamente ao judaísmo  A iiciativa é uma invencionice extra-bíblica. O dízimo foi prática do judaísmo, sim, mas havendo sido praticado bem antes da promulgação da Lei de Moisés, portanto, não pode ser considerado judaico.

Conclusão

Entendo que o dízimo deve ser ensinado que é uma prática voluntária aos cristãos, nunca obrigatório, sempre em caráter de voluntariedade. Nunca com o propósito de encontrar a salvação. O dízimo não salva, o dizimista entrega o dízimo porque sabe que está salvo e precisa contribuir financeiramente para que outros alcancem a salvação. O objetivo é devocional, prática de amor a Deus e ao próximo, para custear missões, evangelismos, assistência social. A igreja brasileira continuará a crescer com essa contribuição de  fé.


Por Eliseu Antonio Gomes

Fonte do post original: Blog Belverede


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