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EXERCÍCIO SEMANAL Nº04




EXERCÍCIO SEMANAL Nº04

POLIAMOR, POLIGAMIA CONSENTIDA E OUTRAS SITUAÇÕES


Vivemos num tempo onde os valores judaicos-cristãos tem sido desconstruídos pelo relativismo. Nessa perspectiva, afirmam alguns, tudo é lícito em nome do amor. Uma das práticas que tem se tornado comum na sociedade é o "Poliamor".

Poliamor é pratica de um relacionamento poligâmico, onde três os mais pessoas pessoas se relacionam afetiva e maritalmente. A UOL tem um site relacionado a este modo de vida. (Veja Aqui). Existem comunidades virtuais que defendem este modo de vida. (Veja aqui).

O que a bíblia diz sobre isto?

► A monogamia é o padrão de Deus (Gn 1:27; 2:21-25).
► Deus estabeleceu a heterossexualidade como padrão de relacionamento marital. (Gn 1:27; 2:21-25).
► Deus proíbe a poligamia (1 Reis 11:2 - Mateus 19:4-5).
► Segundo a Bíblia a esposa deve possuir um único marido e este deve possuí-la como única esposa (1 Co 7:2 - 1 Tm 3:2; 12).

QUESTÃO PROPOSTA

Leia o texto acima e responda a questão proposta:

Considerando que determinada vertente teológica acostumada a pescar nos aquários pentecostais prega que Deus predestinou cada pecado de cada ser humano para louvor da sua glória, e nada daquilo que o homem fizer afetará a predestinação feita por Deus antes da fundação do mundo, o caro leitor acredita que este modelo teológico seja capaz de refrear o mundanismo, a bebedeira e o secularismo já praticado por seus adeptos no Brasil ou este tipo de pregação destruirá igrejas tal qual aconteceu nos EUA e na Europa? 


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POR QUE CARISMÁTICOS E CALVINISTAS PRECISAM UNS DOS OUTROS?



Advogados presbiterianos de cabelos grisalhos e terno não costumam reunir fã clubes de adolescentes, mas o sr. Z reunia. Toda semana, dezenas de nós nos reuníamos em sua casa.  Ele nos alimentava, deixava que acabássemos com sua casa, nos deixava assistir filmes e jogar basquete. Cada encontro terminava em um estudo bíblico. Conheci o sr. Z no ensino médio porque fui convidado para um estudo bíblico em sua casa e continuei voltando durante um ano. Esse mentor incomum nos ensinou Efésios. Ele explicou este belo livro para nós verso por verso. Seu amor pela Bíblia era contagiante e eu fui contagiado. Não soube até pouco depois, mas eu havia abraçado completamente as doutrinas da graça – doutrinas essas que me são caras hoje.

Conforme amadurecia, eu sempre retornava a Efésios. Como uma daquelas trilhas batidas que são amadas por caminhantes, Efésios se tornou minha trilha favorita para caminhar quando eu desejava encontrar a soberana majestade de Deus. Mas algo no livro se destacou para mim que eu nunca alcancei – algo pelo que Paulo orou. Ele orou para que os efésios pudessem conhecer a “imensurável grandeza do seu poder para conosco os que creem” (1.19). Não importa quanto eu estudasse, nunca tive poder como resultado. Não este tipo de poder. Não até eu conhecer o pastor J.

O pastor J era, de muitas maneiras, como o sr. Z. Ambos eram homens mais velhos, sábios, piedosos, tinham um profundo amor pela Escritura e uma mente aguçada. O pastor J, porém, tinha um conjunto diferente de dons. O pastor J orava pelas pessoas e as coisas para as quais ele orava realmente aconteciam. O pastor J conversava com as pessoas e dizia coisas a respeito delas que ninguém mais sabia. À medida que conhecia o pastor J, entendia que essas coisas eram dons espirituais. Mais uma vez, minha vida mudou e abracei um Deus que opera milagres.

Estes dois homens – um profundamente reformado, outro poderosamente carismático – personificam duas palavras que me descrevem. Sou um reformado carismático. Com um pé, estou firmemente plantado no mundo reformado histórico. Como graduado do Reformed Theological Seminary, sentei-me aos pés de professores renomados, como John Frame. No entanto, meu outro pé está plantado em outro lugar, ou seja, no mundo do moderno e global movimento carismático. Admiro o zelo missionário do sul e leste global juntamente com o poder espiritual e a fé miraculosa que eles incorporam. Sim, este é um lugar estranho na igreja mundial a ser ocupado.

Após nos formarmos na faculdade e nos casarmos, minha esposa e eu nos mudamos para Edimburgo, na Escócia, para fazermos parte de uma equipe de plantação de igrejas. Trabalhamos por cinco anos ao lado de algumas pessoas incríveis e naquela época passei a me tornar extremamente grato ao sr. Z e ao pastor J. Eu orava pelas pessoas e milagres aconteciam. O Espírito movia-se por meio de minhas palavras e pessoas vinham à fé. Ensinei o evangelho, adornado com todas as doutrinas da graça, e observei meus alunos apreciarem estas doutrinas da mesma maneira que eu quando me foram apresentadas, anos antes, na casa do sr. Z. Foi emocionante e esclarecedor. Então me mudei para Boston para plantar outra igreja. Novamente, a mescla do poder das doutrinas da graça e dos dons da graça produziu os frutos da graça que finalmente me convenceram que estes mundos, reformado e carismático, precisam um do outro.

Carismáticos precisam de mestres ao seu redor

Na história da igreja, coisas ruins aconteceram quando aqueles com dons de ensino foram separados relacional e estruturalmente daqueles com dons “miraculosos”. (Meu objetivo aqui, a propósito, não é convencer ninguém da continuidade de tais dons. Outros têm feito isto). Esta separação nunca foi mais aparente do que no presente. É motivo de preocupação quando pentecostais/carismáticos reúnem-se em suas conferências, leem seus livros, permanecem em suas igrejas e nunca saem de seus guetos. É em tal tribalismo que alguns dos mais graves erros surgem e são nutridos. O evangelho da prosperidade tem sido o exemplo mais óbvio. Eu ouvia por inúmeras vezes meus irmãos pentecostais/carismáticos e pensava: “Se eles apenas olhassem mais de perto para as Escrituras, poderiam ter evitado este problema”. Como um de meus mentores colocou: “Carismáticos amam o fogo do poder de Deus, mas, às vezes, queimamos as coisas com ele”.

Como tem sido frequentemente observado, a experiência carismática pode levar cristãos honestos e bem-intencionados a se desviarem para um erro terrível. A ideia absurda de que Deus deseja sempre te abençoar e te fazer grande, que surge de algumas vozes mais influentes, destrói nossa habilidade de sofrermos adequadamente. O movimento da Confissão Positiva é, por vezes, indiscernível das simpatias populares. Mas é aí que o profundo amor reformado pela Bíblia pode vir a ajudar. Isto é, se nós ajudássemos.

Calvinistas também precisam dos carismáticos

Da mesma maneira que é preocupante quando carismáticos permanecem em seus guetos, o mesmo se aplica a nós, calvinistas. Sou muito grato pela recente explosão de interesse na teologia reformada. Eu era reformado antes mesmo de isso se tornar algo descolado o suficiente para vir acompanhado de tatuagens, camisas xadrez e barbas. Contudo, é bom fazer parte da multidão, eu acho. Mas, não vamos nos enganar – o movimento reformado é pálido em tamanho em comparação ao moderno movimento pentecostal/carismático (de agora adiante tratado por MMPC). O MMPC é o movimento religioso de mais rápido crescimento na história da raça humana. Em 1900, havia um número inexpressivo desses cristãos em termos estatísticos. Atualmente, o número se situa em torno de 700 milhões (veja o recente trabalho acadêmico de Allan Anderson intitulado de “Global Pentecostalism”, apresentado na Wheaton Theology Conference em 3 de Abril de 2015), ou de 1 em cada 3 crentes. Apenas para colocar em perspectiva, isto é mais do que o número total de budistas (Cerca de 500 milhões), judeus (Cerca de 14 milhões) e todas as religiões populares (Cerca de 400 milhões) no mundo. O MMPC não está diminuindo, muito pelo contrário.

E eles não estão crescendo porque são todos hereges (muitos são, com certeza, mas nem todos). Eles estão crescendo porque estão fazendo discípulos. Por mais que nós, calvinistas, falemos, pensemos e ensinemos bem a respeito do assunto, os carismáticos parecem estar fazendo mais dessas coisas. Para usar a metáfora do mentor novamente, nós, calvinistas, construímos uma bela lareira, mas, às vezes, lutamos para manter o fogo aceso. Podemos aprender com nossos irmãos carismáticos, se conhecêssemos algum.

Amar significa ouvir, aprender e dar exemplo

Quando estou com meus amigos do MMPC, frequentemente ouço sobre o bicho-papão da obsessão doutrinária calvinista que odeia pessoas perdidas. E quando estou com meus amigos reformados, muitas vezes usa-se o argumento do espantalho da cerimônia pagã dos manipuladores de cobras, glossolalias e do oportunista Pentecostal. Esta zombaria me entristece e penso que também entristece a Deus.

Se vamos levar Jesus a sério sobre a declaração “eles saberão que sois meus discípulos pelo seu amor mútuo”, então nós, calvinistas, devemos ouvir nossos irmãos do MMPC. Não estou sugerindo Benny Hinn como palestrante em uma conferência. Estou simplesmente sugerindo que ouçamos o que nossos amigos ortodoxos do MMPC estão dizendo e não rebatamos o que eles não estão dizendo. O amor nos leva a ouvir nosso irmão, mesmo que discordemos dele. Temos que ir além de blogs, debates inflamados de Facebook e comentários impertinentes nas mídias sociais. Deus aceitou a tarefa de se relacionar com pessoas com as quais Ele discordou profundamente. Podemos considerar fazer o mesmo.

Pastor calvinista, leve seu compadre carismático para almoçar. Estabeleça uma amizade improvável. Eu reconheço que muitos leitores do TGC (The Gospel Coalition) não são continuístas. E está tudo bem. Mas, se você tem alguma abertura para o exercício destes dons hoje, eu o encorajaria a obtê-los. Ministro pentecostal, ligue para seu amigo presbiteriano e vão jogar uma partida de golfe. Pode ser estranho, mas, quando estiverem mais ou menos no 9º buraco, a atividade provavelmente ficará ótima.

Amar também significa que nos comprometemos a aprender uns com os outros. Você pode imaginar o bem exponencial que ocorreria se carismáticos aprendessem exegese tal como Don Carson? Que frutos do reino nasceriam se calvinistas aprendessem a exercitar a fé missional como a dos nossos companheiros do MMPC? Às vezes sonho sobre o que poderia acontecer se a paixão dos pentecostais pelo poder de Deus e a paixão dos calvinistas pela Palavra de Deus pudessem ser combinadas para cumprir a obra de Deus. O mundo veria a glória de Deus.

Este propósito significa que precisaremos dar exemplo. A história da Igreja Ocidental, especialmente desde a Reforma, é tão potencialmente marcada com dissoluções, cisões e divisões violentas por causa de diferenças doutrinárias de segunda e terceira ordem que não é de se admirar que nossa cultura pense que cristãos são facciosos. Nós, que estimamos as doutrinas da graça, devemos dar exemplo na prática da graça àqueles de quem discordamos. E podemos fazer isto porque o evangelho nos mostra que é precisamente esta a maneira que Cristo lidou conosco. Podemos fazer isto porque o Espírito está disponível para permitir tal graça em nós. Podemos fazer isto porque Deus sabe que cumprir a missão significa que devemos trabalhar juntos.

Carismáticos e calvinistas precisam uns dos outros. Não temos que concordar em sermos agradáveis. Não temos que comprometer nossas consciências para efetuar a mudança. Não temos que sacrificar a fidelidade bíblica por poder espiritual. Podemos ter ambos, mas, para obter ambos, provavelmente precisaremos conviver uns com os outros.

O sr. Z e o pastor J nunca se encontraram, mas eles poderiam se tornar bons amigos.

Talvez eu providencie o encontro.

Traduzido por Tiago Alexandre da Silva e revisado por Jonathan Silveira.


Texto original: WhyCharismatics and Calvinists need each other. The Gospel Coalition.
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É LEGÍTIMO UM CRISTÃO SER DIZIMISTA?

Por Hernandes Dias Lopes


O dízimo está sendo atacado em nossos dias com rigor desmesurado. Em parte, porque muitos líderes inescrupulosos usam expedientes escusos e reprováveis para arrancar do povo o último vintém, a fim de viverem no fausto e no luxo. Outros, porque em muitas igrejas falta transparência na prestação de contas e o povo não sabe quanto entra nos cofres da igreja nem onde os recursos são aplicados. Há, ainda outros, que são contra o dízimo porque não estão convencidos de que este é o claro ensino das Escrituras.

O dízimo não é uma questão meramente financeira. Trata-se do reconhecimento de que tudo o que existe é de Deus. Não trouxemos nada para o mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos de Deus e, no exercício dessa mordomia, devemos ser encontrados fiéis. O dízimo mais do que um valor, é um emblema. É um sinal de fidelidade a Deus e confiança em sua providência. A devolução dos dízimos é uma ordenança divina. Não temos licença para retê-lo, subtraí-lo nem administrá-lo.

De todas as críticas feitas à doutrina do dízimo, talvez a mais frequente seja esta: “O dízimo faz parte da lei cerimonial e esta foi abolida na cruz. Logo estou desobrigado de ser dizimista”. À esta crítica, respondemos que a prática do dízimo está presente em toda a Bíblia. No Antigo Testamento está presente nos livros da lei, nos livros históricos, nos livros poéticos e nos livros proféticos. No Novo Testamento está presente tanto nos evangelhos como nas epístolas. É importante dizer que a prática do dízimo é anterior à lei cerimonial (Gn 14.20; 28.18-22). Abrão, quatrocentos anos antes de a lei ser instituída, pagou dízimo a Melquisedeque, tipo de Cristo (Hb 7.1-10). O dízimo foi incluído na lei, pois foi a maneira de Deus prover o sustento da tribo de Levi, aqueles que trabalhavam no ministério (Lv 27.30-33; Nm 18.21-32; Dt 14.22-29; 18.1-8).

Da mesma forma, os que estão no ministério hoje, na vigência da nova aliança, devem viver do ministério. Os mesmos princípios usados na antiga aliança são também usados na nova aliança para tratar do sustento dos obreiros (1Co 9.7-14). Embora a ordem levítica tenha cessado com o advento da nova aliança, os dízimos não cessaram, porque Abraão como pai da fé pagou o dízimo a Melquisedeque, tipo de Cristo, e nós, como filhos de Abraão, pagamos o dízimo a Cristo, sacerdote da ordem de Melquisedeque (Hb 7.4-10).

Aqueles que usam Mt 23.23 para dizer que Jesus sanciona o dízimo antes da inauguração da nova aliança, mas que depois de sua morte, essa sanção não era mais válida, esquecem-se de que junto ao dízimo Jesus menciona também outros preceitos da mesma lei (a justiça, a misericórdia e a fé): “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt 23.23). Se estamos desobrigados do dízimo, por ser da lei, deveríamos também estar desobrigados desses outros preceitos da lei, ou seja, a justiça, a misericórdia e a fé. Fica evidente que Jesus reprova os escribas e fariseus pela sua prática legalista e meritória do dízimo. Pensavam que o dízimo era uma espécie de salvo conduto. Imaginavam que por serem dizimistas tinham licença para negligenciar os outros preceitos da lei. Na verdade, os escribas e fariseus, besuntados de hipocrisia, estavam superestimando o valor do dízimo e menosprezando os principais preceitos da lei. Ao mesmo tempo, porém, que Jesus reprova a visão distorcida dos escribas e fariseus, que davam uma super-ênfase ao dízimo em detrimento da justiça, da misericórdia e da fé, referenda a prática do dízimo. Apesar dos desvios de uns e das críticas de outros, devemos continuar fiéis a Deus, na devolução dos dízimos, pois este é o claro ensino das Escrituras.



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QUEM DETERMINA O CERTO E O ERRADO?

“Se tu preparares o teu coração, e estenderes as mãos para ele; se há iniquidade na tua mão, lança-a para longe de ti, e não deixes a perversidade habitar nas tuas tendas; então levantarás o teu rosto sem mácula, e estarás firme, e não temerás.” - Jó 11:13-15

Quem determina o certo e errado quando há divergências? Jesus, que exerce toda autoridade (Mateus 28:18), tem a palavra final.

O único padrão para distinguir entre certo e errado é a vontade divina revelada nas Escrituras. Devemos julgar todas as coisas e distinguir entre o bom e o mal (1 Tessalonicenses 5:21-22), sempre cientes das palavras de Jesus Cristo: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (João 12:48). A palavra final não é minha nem sua. Jesus, que exerce toda autoridade (Mateus 28:18), tem a palavra final. Por isso, a voz do Pai diz: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5). (Dennis Allan).


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A BÍBLIA É ESPIRITUAL, ACESSÍVEL A TODOS


A Bíblia é espiritual, acessível a todos, inclusive para os mais simples e iletrados (Mateus 18:3)

O sentido profundo da mensagem da Bíblia é espiritual, acessível a todos, inclusive para os mais simples e iletrados. Deus se revela a quem se dispõe a ser como criança (Mateus 18:3). É próprio da criança acreditar nos pais. Adotemos a mesma atitude diante da Palavra de Deus; sua mensagem se fará clara e viva para nós.

(Boa Semente-apaz/todo_dia/2011/Dezembro11)




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