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DEUS ODEIA O PECADOR?

Por Ciro Zibordi


Alguns estudiosos têm confundido ira divina com ódio justiceiro. Mas, à luz da Bíblia, Deus não odeia pessoas. Ele não é um sádico vingador. Ele é justo e perdoador. E, por isso, dá ao ser humano oportunidade de arrependimento. “Ah, mas é impossível dissociar o pecado do pecador”, alguém argumentará.

Muitos, torcendo as Escrituras, têm afirmado que o Senhor odeia o pecador por causa do seu pecado, como se Ele fosse um justiceiro com sede de vingança. Eles negam o que a Palavra de Deus diz a respeito do amor incondicional de Deus, que não tem prazer na morte do ímpio (Ez 33.11); e deseja que todos se arrependam (2 Pe 3.9). Depois da desobediência de Adão e Eva, isto é, a Queda, Deus nivelou a todos debaixo do pecado (Rm 3.23; Gl 3.22), “para com todos usar de misericórdia” (Rm 11.32).

Lembra-se do rei Manassés? A sua biografia está em 2 Crônicas 33 e 2 Reis 21. Ele começou a reinar em Judá com 12 anos, reinou por 55 anos e fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme a abominação dos gentios. O Senhor jamais teve ódio de Manassés, porém a sua ira se ascendeu contra ele. Como assim?

No seu reinado, Manassés tornou a edificar os altos derribados por Ezequias; levantou altares a Baalim; edificou altares na Casa do Senhor a todo o exército dos céus e prostrou-se diante deles; fez passar seus filhos pelo fogo (!); usou de adivinhações, agouros e feitiçarias; fez errar o povo de Judá, a ponto de este se tornar pior do que as nações que Deus destruíra; não deu ouvidos ao Senhor... Ufa! A folha corrida de Manassés sequer cabe aqui! Deus ficou irado contra ele. Mas agora vem a distinção entre a ira divina e o ódio justiceiro.

Depois de ter sido levado cativo pelos assírios, Manassés, angustiado, orou ao Senhor e humilhou-se muito. Sabe o que aconteceu? Deus — que, mesmo irado contra Manassés, sempre o amou, pois Ele ama os ímpios e pecadores — aplacou-se para com ele. E Manassés, ao sentir-se amado por aquEle contra quem havia pecado tanto, tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos, reparou o altar e mandou que Judá servisse ao Senhor. O Senhor odeia o pecado. E os homens que permanecem no pecado experimentarão a ira divina. Manassés se arrependeu e foi poupado. Mas o rei de Judá que o sucedeu, Amom, provou do furor divino, baseado nas santidade e justiça do Justo Juiz: “E fez [Amom] o que era mau aos olhos do SENHOR, como havia feito Manassés, seu pai, [...] Mas não se humilhou perante o SENHOR, como Manassés, seu pai, se humilhara; antes, multiplicou Amom os seus delitos” (2 Cr 33.22,23).

Quem defende a tese de que Deus odeia os pecadores geralmente confunde a ira de Deus — que é baseada em seu caráter justo e santo — com o ódio justiceiro. E, por isso, apega-se a textos isolados, como Salmos 11.4, visto que este menciona o suposto ódio divino a pessoas de modo objetivo: “a sua alma aborrece o ímpio e o que ama a violência”. Entretanto, os termos originais para odiar ou aborrecer — tanto no Antigo como no Novo Testamentos — apresentam, de modo geral, várias acepções, como: sentimentos maldosos e injustificáveis para com os outros; preferência relativa de uma coisa sobre outra; um correto e justo sentimento de aversão ao que é mau, etc. O termo hebraico sãne’ “representa uma emoção que varia de ‘ódio’ intenso à mais fraca ‘indisposição com’ alguém ou algo” (VINE, W. E., Dicionário Vine. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD).

Em Romanos 9.13 está escrito: “Amei a Jacó e aborreci Esaú”. Qual é o sentido original da palavra usada para “aborreci”, “odiei” ou “rejeitei”? No hebraico, o termo empregado na aludida passagem denota “amar menos” e é o mesmo usado para descrever o sentimento de Jacó por Leia. Ele a “desprezava” porque amava mais a Raquel (Gn 29.30,31). O sentimento de Jacó por Leia não era de ódio; ele não queria vê-la sofrer. E até teve filhos com ela! Mas Raquel era a sua preferida. No Novo Testamento, esse hebraísmo também ocorre em Lucas 14.26 e Mateus 10.37, textos pelos quais aprendemos que, para seguirmos ao Senhor Jesus, amando-o acima de tudo, devemos amar menos (ou “aborrecer”) a nossa família.

Diante do exposto, fica evidente que a Palavra do Senhor, ao mencionar a ira de Deus contra os ímpios, não alude a um sentimento de ódio justiceiro, como de alguém que, sem misericórdia, deseja destruir os pecadores impenitentes. Deus amou o mundo (Jo 3.16), isto é, a totalidade da humanidade. E, embora tenha de condenar ao Inferno a maioria dos pecadores, haja vista poucos entrarem pela Porta da Salvação (Jo 10.9; Mt 7.13,14), Ele enviou o seu Filho unigênito para provar a morte por todos os pecadores (Hb 2.9; 2 Co 5.14-21), a fim de igualmente propiciar salvação a todos que se arrependerem (At 17.30,31; 1 Jo 2.1,2).

Ciro Sanches Zibordi


Fonte: CPAD News
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O SONHO PROFÉTICO DE FREDERICO DA SAXONIA




Você já sabe que cem anos antes de Lutero, João Huss (1369-1415), pré-reformador da Igreja, já havia profetizado a implacável reforma que Deus traria à igreja. Não sabe? Então leia este artigo aqui.

Agora, o que talvez você não saiba mesmo (e a depender dos teólogos e historiadores cessacionistas você nunca iria saber!) é que além da palavra profética na boca de Huss, cem anos antes da explosão da Reforma, Deus havia dado, menos de 24 horas antes do fato acontecer, uma revelação através de sonho a um importante político católico, trazendo-lhe com riqueza de detalhes o que aconteceria naquele 31 de outubro de 1517, frente à igreja de Wittenberg, na Alemanha. Quem narra este importante episódio que antecedeu poucas horas antes de Lutero dar as marteladas que pregaram suas 95 Teses, é o ministro presbiteriano (presbiteriano!) James Wylie, do século 19, em sua importante obra History of Protestantism. Leia e edifique-se:

“Passemos um momento do domínio da história, para narrar um sonho que o Eleitor Frederico da Saxônia [Frederico III] teve na noite anterior ao memorável dia em que Lutero colocou suas ‘Teses’ na porta da igreja-castelo [de Wittenberg]. O Eleitor contou na manhã seguinte ao seu irmão, Duque João, que residia com ele em seu palácio de Schweinitz, a seis léguas de Wittemberg. O sonho é gravado por todos os cronistas da época. De sua autenticidade não há dúvida, no entanto, podemos interpretá-lo. Citamos isso aqui como um resumido e dramático epítome do caso das ‘Teses’, e o movimento que surgiu delas.

Na manhã de 31 de outubro de 1517, o eleitor disse ao Duque João: ‘Irmão, devo lhe contar um sonho que eu tive na noite passada, e o significado do qual eu gostaria muito de saber. Estou tão profundamente impressionado em minha mente, que nunca vou esquecer, mesmo que vivesse mil anos. Pois sonhei três vezes, e cada vez com novas circunstâncias.’

Duque João: ‘É um sonho bom ou ruim?’
O Eleitor: ‘Eu não sei. Deus o sabe’
Duque João: ‘Não se preocupe com isso. Mas seja tão bom quanto possa dizer-me’

O Eleitor: ‘Tendo ido para a cama ontem à noite, cansado e desanimado, adormeci pouco depois da minha oração e dormi calmamente por cerca de duas horas e meia; acordei, e continuei acordado até a meia-noite, com todos os tipos de pensamentos passando pela minha mente. Entre outras coisas, pensei em como eu deveria observar a Festa de Todos os Santos. Rezei pelas pobres almas do purgatório; e supliquei a Deus que me guiasse, meus conselhos e meu povo de acordo com a verdade. Eu novamente adormeci, e então sonhei que o Deus Todo-Poderoso me enviou um monge, que era um verdadeiro filho do Apóstolo Paulo. Todos os santos o acompanharam por ordem de Deus, para prestar testemunho diante de mim, e declarar que ele não veio inventar nenhuma trama, mas que tudo o que ele fez foi de acordo com a vontade de Deus. les me pediram para ter o amor graciosamente para permitir que ele escrevesse algo na porta da igreja do Castelo de Wittemberg. Isto concedi através do meu chanceler. Então o monge foi para a igreja e começou a escrever em caracteres tão grandes que eu podia ler a escrita em Schweinitz. A caneta que ele usava era tão grande que o seu fim chegou até Roma, onde percorreu as orelhas de um leão que estava agachado lá e fez com que a tripla coroa sobre a cabeça do Papa tremesse. Todos os cardeais e príncipes, correndo apressadamente para cima, tentaram impedir que ela caísse. Você e eu, irmão, desejamos também ajudar, e estiquei meu braço... Mas neste momento eu acordei, com o braço no ar, bastante espantado, e muito enfurecido com o monge, por não usar melhor a sua caneta. Recordei a mim mesmo que era só um sonho.

Eu ainda estava meio adormecido, e mais uma vez fechei meus olhos. O sonho retornou. O leão, ainda irritado pela caneta, começou a rugir com todas as suas forças, tanto que a cidade inteira de Roma e todos os Estados do Império Sagrado correram para ver qual era o problema. O papa pediu-lhes que se opusessem a este monge, e se aplicassem particularmente a mim, por causa de seu estar no meu país. Despertei de novo, repeti a oração do Senhor, implorei a Deus para preservar a Sua Santidade e mais uma vez adormeci.

Então eu sonhei que todos os príncipes do Império, e nós entre eles, apressamos-nos a Roma e nos esforçamos, um após o outro, para quebrar a caneta; mas quanto mais tentamos, mais rígida se tornou, como se tivesse sido feita de ferro. Nós finalmente desistimos. Eu então perguntei ao monge (porque às vezes eu estava em Roma e às vezes em Wittemberg) onde ele pegou essa caneta e por que era tão forte. ‘A caneta’, respondeu ele, ‘pertencia a um velho ganso da Boêmia, há cem anos. E a obtive de um dos meus antigos mestres de escola (...)’. De repente, ouvi um barulho alto – um grande número de outras canetas surgiram da longa caneta do monge. Acordei pela terceira vez; era a luz do dia"

J. A. Wylie. History of Protestantism, Vol. 1, pp. 263-6
James Aitken Wylie (1808-1890) foi um historiador escocês de religião e ministro presbiteriano (Igreja Livre da Escócia), famoso por escrever contra dogmas da Igreja Católica e por sua obra sobre história do protestantismo.
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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
Segundo o historiador Justo Gonzalez, “Frederico, não protegia Lutero porque estava convencido de suas doutrinas, mas sim porque lhe pareceu que a justiça exigia um julgamento correto. A principal preocupação de Frederico era ser um governante justo e sábio” (História ilustrada do Cristianismo, vol. 6, Vida Nova, 1995, p. 57). Embora católico romano, Frederico, na luz que tinha, orava a Deus pedindo sabedoria para seu governo, a fim de agir sempre com justiça. Deus lhe dera, portanto, sonhos proféticos sobre Lutero, como dera ao gentio Cornélio em Cesaréia sobre Pedro. Sim, Deus fala, adverte e orienta-nos também através de sonhos! (Jo 33.14,15; At 10)

Antes que alguém suponha que esta história pode muito bem ter sido inventada, a fonte está dada e os que se interessarem podem ir mais fundo; ou que de alguma forma o Eleitor da Saxônia já sabia dos planos de Lutero, tendo sido de alguma forma bem informado antecipadamente dos intentos daquele monge, devo lembrar-lhes nas palavras dos historiadores A. Knight e W. Anglin: “Lutero escreveu [as Teses] e colocou na porta da sua igreja. Nenhum dos amigos de Lutero, nem mesmo os mais íntimos, sabia que ele as havia escrito; e o povo de Wittenberg ficou uma manhã espantado vendo-as colocadas na porta da igreja” (História do Cristianismo: dos apóstolos do Senhor Jesus ao século XX, 2. ed., CPAD, p. 215). Como bem disse Daniel, sobre o sonho do rei Nabucodonosor, “Deus revela coisas profundas e ocultas; conhece o que jaz nas trevas, e a luz habita com ele” (Dn 2.22). O que somente Lutero e Deus sabiam, foi revelado em sonhos, por Deus, ao eleitor da Saxônia. “Existe um Deus nos céus que revela os mistérios” (Dn 2.28)!

Eu que sou continuísta pentecostal, e que creio no agir soberano do Espírito de Deus, leio e creio confortavelmente em relatos como esse, tributando a Deus somente glória pela sua multiforme revelação aos homens! Deus ainda fala!

Tiago Rosas

Fonte: TiagoRosas

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CESSOU O DOM DE PROFECIA? CALVINISTAS RESPONDEM

Por Tiago Rosas


Vejamos de modo sucinto o posicionamento de cinco destacados teólogos do Calvinismo, sobre o dom de profecia, e que favorecem a posição continuísta, começando pelo próprio João Calvino, em seguida, D.A. Carson, Samuel Storms (citando inclusive Charles Spurgeon), Russel Shedd, e por último Martyn Lloyd Jones.

João Calvino (1) acreditava na possibilidade da existência de profetas em seu tempo: "São Paulo chama profetas, não a todos os que em geral declaram a vontade de Deus, mas aos que recebiam alguma revelação particular (Ef 2.20; 4.11). Destes, em nosso tempo nenhum há, ou são menos manifestos". De fato, quando estudamos a história da igreja vemos, ainda que menos manifestos, homens a quem Deus usou tremendamente com dom de profecia. Veja-se por exemplo João Huss que profetizou, em meio a seu martírio, que cem anos depois dele Deus ergueria uma “cisne” a quem a fúria do catolicismo romano não poderia matar. Isto foi profetizado em 1415, e cem anos depois dele, cumpriu-se sua predição com Martinho Lutero, a quem os romanos não puderam matar, e que explodiu a Reforma Protestante no mundo! O próprio Lutero tinha consciência de que aquela predição lhe dizia respeito: “São João Huss profetizou de mim… ‘Assarão um ganso agora (porque “Huss” significa “ganso”), mas em cem anos ouvirão ouvirão um cisne cantar e terão que aguentá-lo’. E assim será, se Deus quiser” (Luther's Works, vol. 34, p. 103). Outros casos de profecias revelacionais e preditivas poderiam ser citados antes do século 17, mas esta é suficiente por hora (adquira e leia Sob os Céus da Escócia: uma análise das profecias dos puritanos escoceses no século 17, de Renato Cunha, editora CPAD. Super indico!).

Às vezes, os reformadores referem-se ao dom de profecia como sendo capacidade para instruir ou doutrinar. Na verdade, essa concepção equivocada já caducou! Como muito bem ressalta o teólogo D.A.Carson (2), fazendo distinção entre ensino e profecia: "a pregação não pode ser identificada com a profecia". Uma coisa é pregar, outra coisa bem distinta é profetizar. Sam Storms (3) explica: "Uma definição simples de profecia seria 'o relato humano de uma revelação divina'. Profetizar é falar algo que Deus trouxe espontaneamente à sua mente usando meras palavras humanas (...) Isso é o que faz a distinção entre profecia e ensino. O ensino sempre se apoia em um texto da Bíblia. A profecia sempre se fundamenta numa revelação espontânea".

Revelações pontuais dadas subitamente sobre coisas ou pessoas eram recorrentes no ministério do pregador inglês Charles Haddon Spurgeon (4). Ele mesmo conta em sua autobiografia as muitas vezes em que no meio do sermão apontava o dedo na direção do público e falava coisas íntimas, confidenciais, não conhecidas antes, sobre as pessoas, de tal modo que muitas delas diziam a outros: ‘Venham ver um homem que me disse todas as coisas que já fiz; sem dúvida, ele só poderia ter sido enviado por Deus à minha alma, ou não poderia ter descrito com tanta exatidão’. Spurgeon não só fazia a exposição do texto bíblico, mas profetizava coisas íntimas e secretas sobre seus ouvintes conforme revelação divina.
O Dr. Russel Shedd (5) instrui-nos sobre a relação entre o dom de profecia e a revelação pontual dada por Deus a fim de trazer alguma orientação específica ao seu povo. A partir de uma abordagem do dom de profecia na igreja de Corinto, Shedd nos diz:

“As revelações recebidas pelos profetas faziam parte regular dos cultos de Corinto (1Co 14.26). Não acredito que elas seriam fontes de novas doutrinas ou práticas inovadoras, mas eram meios pelos quais os membros da igreja poderiam receber orientações de Deus. Para tomar decisões, ‘revelações’ providenciaram uma base para conhecer a vontade de Deus (...) Revelação não se refere a acréscimo às sagradas letras. A Bíblia era inspirada e há muito tempo canonizada (conf. 2Tm 3,14-16)”

E para deixar claro que, segundo este autor, o dom de profecia com caráter revelacional não foi sepultado com o último dos apóstolos, ele prossegue dizendo que: “Em ocasiões de avivamento, não raro, revelações dessa natureza, isto é, sem nenhuma pretensão de valor universal, chegam à igreja por meio de profetas. Paulo adverte os tessalonicenses nesse sentido, quando disse: ‘Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham a prova todas as coisas e fiquem com o que é bom’ (1Ts 5.19-21, NVI)”.

Logo em seguida, o Dr. Shedd começa a citar alguns exemplos da ocorrência dessas revelações sobrenaturais e dom de profecia nalguns avivamentos pelo mundo, como os ocorridos na China e na Romênia. Vale o leitor conferir para fortalecimento de sua fé!

Na verdade, as profecias nunca cessaram na Igreja de Cristo, mesmo que ela tenha ocorrido sem levar esta nomenclatura. Calvino estava certo. Talvez em seu tempo os profetas que recebiam alguma revelação particular estivessem "menos manifestos", ou menos evidentes; mas de modo algum extintos. E talvez até, como afirma Martyn Lloyd-Jones (6) o dom de profecia por alguma razão tivesse sido detido naquele tempo, mas não cessado. São palavras do velho pregador puritano, ressaltando a soberania divina na concessão dos dons: "às vezes, o Espírito pode querer que nenhum dom seja dado ou que seja notoriamente visível". Mas Lloyd-Jones mesmo acreditava na contemporaneidade do dom de profecia, quando cita, por exemplo, John Welsh e Alexander Peden, homens de quem, segundo Lloyd-Jones, deveríamos ler suas biografias e ver que "eles puderam proferir profecias de eventos que aconteceriam na Escócia - e de fato aconteceram".

Com a piedade que lhe é inerente, o pregador galês Martyn Lloyd-Jones adverte os que flertam com o cessacionismo:
"Acho risível certas pessoas dizerem que não veem nenhuma evidência dos dons hoje em dia. (...) teríamos o direito de argumentar no sentido de que, se alguns desses dons têm estado em evidência durante o transcurso da história da Igreja e ainda estão, por que negar que se dá o mesmo com os demais? (...) a não ser que você tenha prova absoluta, ou possa citar uma declaração especificamente explícita de que foi propósito que os dons fossem apenas temporários e num dado ponto haveriam de ser retirados, tenha todo o cuidado de não estar extinguindo o Espírito quando você firmar suas normas"

Como ficou exposto acima, alguns dos maiores expoentes do calvinismo no mundo, a partir do próprio Calvino, criam na contemporaneidade dos profetas e das profecias, ainda que reconhecendo a menor expressão deles nalguns recortes de tempo da história. E não estão errados, pois as profecias são promessas de Deus para os "últimos dias", em que derramaria seu Espírito com dons sobre toda carne (Joel 2.28,29). E como ratificou Pedro em Pentecostes: "esta promessa é para vós, vossos filhos, os que estão longe, a todos quantos o Senhor Deus chamar" (Atos 2.39).
 "Pois vocês todos podem profetizar" - Paulo (1Co 14.31).

Tiago Rosas
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(1) CALVINO, João. Institutas da Religião Cristã, vol. 4, cap. 3, seç.4.
(2) CARSON, D.A. A manifestação do Espírito, a contemporaneidade dos dons à luz de 1Coríntios 12 - 14, p. 171, Vida Nova. (3) STORMS, Sam. Dons Espirituais, pp. 104,109, Anno Domini.
(4) SPURGEON, The Autobriography of Charles H.Spurgeon, vol. 2, pp. 226-227, Curts & Jennings, 1899).
(5) SHEDD, Russel. Avivamento e renovação: em busca do poder transformador de Deus, pp. 85-88, Shedd Publicações.

(6) LLOYD-JONES, Martyn. O comportamento cristão, exposição sobre o cap. 12 de Romanos, pp. 279-283, PES.
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O QUE SIGNIFICA "DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO" EM APOCALIPSE 13.8 E 17.8?

Por Ciro Zibordi



Em Apocalipse 13.8 e 17.8 encontramos a expressão “desde a fundação do mundo”. Em ambas as passagens se menciona o livro da vida, mas a primeira faz menção direta ao Cordeiro, e não ao livro da vida. Não obstante, como a Bíblia é análoga, um texto lança luz sobre o outro, como veremos.

Partindo-se da premissa de que o livro da vida é o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27), alguns teólogos têm afirmado que Deus já relacionou toda a humanidade nesse livro, riscando dele quem não recebe a Cristo como Salvador. Mas, considerando-se a analogia bíblica, fica claro que a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, permanecendo em Cristo (cf. Mt 24.13; 1 Co 15.1,2).

Outros teólogos têm afirmado que Deus inseriu no livro da vida somente os nomes dos eleitos para a salvação antes da fundação do mundo. Mas, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes dos salvos são relacionados no livro da vida “desde a”, e não “antes da” fundação do mundo. Há uma enorme diferença entre “antes da” e “desde a”. No grego, o termo “desde” (apo) significa “a partir de”. A frase “cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo” — “whose name has not been written in the book of life from the foundation of the world” (NASB) — denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra criada por Deus (Gn 1).

Segue-se que a mesma construção frasal de Apocalipse 17.8 foi empregada em 13.8 para denotar que todos os cordeiros que foram sendo mortos desde o princípio apontavam para o único e perfeito sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Is 53; Jo 1.29). Assim como Cristo não morreu antes da fundação do mundo, mas na plenitude dos tempos (cf. Gl 4.4), também não existe uma lista de eleitos previamente pronta antes que o mundo viesse a existir.

Quanto ao livro da vida, deve-se acrescentar que uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento. Nesse caso, o nome de um salvo só passa a constar do livro da vida após seu novo nascimento (cf. Jo 3.3). Na medida em que os indivíduos creem em Cristo e o confessam como Senhor (Rm 10.9,10), vão sendo inscritos no rol de membros da Igreja dos primogênitos, a Universal Assembleia (At 2.47, ARA; Hb 12.23).

Em Filipenses 4.3, o apóstolo Paulo mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v. 1; cf. Ap 2-3). Isso mostra que existe, sim, a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5; Êx 32.32,33). Serão, portanto, riscados do livro da vida os que permanecerem desviados do Senhor e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27; Hb 3; 6; 10; 2 Pe 2).


Ciro Sanches Zibordi

Postagem original: Blog do Ciro

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"É TUDO HEREGE!"

Texto de Tiago Rosas



Os cristãos foram chamados de "seita" pelos judeus. Pelágio foi chamado de herege por Agostinho. A teoria da Predestinação Incondicional e da Graça Irresistível de Agostinho foram reprovadas nos concílios de Orange e de Arles. Os anabatistas lutavam contra o catolicismo romano. Os protestantes lutaram contra os anabatistas. O calvinismo condenou o arminianismo como heresia no Sínodo de Dort. Os luteranos já haviam bem antes chamado o calvinismo de "falsa doutrina". Os arminianos consideram uma grave deturpação da doutrina bíblica e patrística a defesa calvinista da Dupla Predestinação Incondicional. Os cessacionistas já chamaram os pentecostais de "o último vômito de satã". Os batistas já expulsaram os pentecostais por pregarem a continuidade dos dons e o batismo no Espírito Santo com línguas. Na Assembleia de Deus quem fosse ao cinema ou tivesse TV em casa era considerado desviado e disciplinado. Todo mundo já condenou como heresia os "dentes de ouro". O pastor batista Russel Shedd, já considerado um dos doze maiores teólogos do mundo, disse que dentes de ouro podem ser operações angelicais autênticas (ele também disse que não há porque combater os membros da igreja Universal do Reino de Deus e da Internacional da Graça como "hereges", pois eles são nossos irmãos, disse). Marcos Granconato, pastor batista cessacionista, perguntou a mim, que sou pentecostal convicto, se eu já tinha "dado uma latidinha no culto", supondo erradamente que é coisa de pentecostal latir como cão. Então eu disse pra ele que 100 anos antes do Pentecostalismo surgir no mundo, foi num culto dirigido por 18 pastores presbiterianos, com participação de líderes batistas e metodistas em Cane Ridge que mais de 3 mil pessoas caíram no chão, rolaram pelo gramado do acampamento, gritaram desesperadas e até latiram como animal, naquilo que foi tratado como um "grande avivamento". Riram quando a CPAD publicou As Obras de Armínio com uma sinopse dizendo que Armínio era teólogo reformado. Os reformados (leia-se: calvinistas) não raras vezes brigam na internet dizendo que Armínio era sim calvinista (então por que riram?). Noutro momento dizem que Armínio ressuscitou as heresias de Pelágio. Os arminianos, obviamente, se ofendem. Numa semana Augustus Nicodemus é taxado de herege e proibido de palestrar num evento da CPAD (pra quem não sabe, a sigla significa Casa Publicadora das Assembleias de Deus). Noutra semana espalham um cartaz de uma convenção de obreiros numa Assembleia de Deus por aí a fora onde Nicodemus seria um dos professores dos pastores assembleianos. Fumar cigarro é pecado. Hoje. Porque na época de Charles Spurgeon não era, ele que gostava de dar umas tragadas no seu charuto. (Será que fumar maconha deixará de ser pecado daqui há alguns anos? Afinal, cigarro faz também muito mal a saúde como a maconha. Pelo menos é o que diz o Ministério da Saúde). Há quem ache a dança na igreja um pecado grave. Tim Keller, famoso teólogo e escritor presbiteriano, colocou rapazes para dançar ballet num culto de ceia em sua igreja. Num culto de ceia! ...

É, Jesus volta e a gente não se entende! (mas volta antes ou depois da Tribulação?...)

Eu apenas sugiro que em nossas discussões, debates e desavenças abandonemos o hábito do julgamento condenatório e também usemos menos o epiteto de "herege" contra nossos oponentes. A história já provou que somos ruins demais para classificar com precisão quem é e quem não é herege.

"Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia" (Mateus 5.7)

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EVANGELICALISMO BRASILEIRO E JUGO DESIGUAL

Por Ciro Sanches Zibordi



Representação gráfica do jugo desigual

Ainda que seja comum chamar de “jugo desigual” casamentos mistos ou namoros de cristãos com pessoas não salvas, o sentido desse termo neotestamentário é muito mais amplo e abarca todos e quaisquer tipos de comunhão com os incrédulos (2Co 6.14-18). Prender-se a um jugo desigual com infiéis é um ato que decorre de amar o mundo e conformar-se com ele (cf. 1Jo 2.15-17; Tg 4.4; Rm 12.1,2 e Jo 15.19), já que o contrário disso é ser santo, isto é, separar-se de prazeres carnais (Hb 11.24-26 e Jo 15.19), de companheiros mundanos (Hb 7.26 e Is 6.1-8) e também de alianças prejudiciais à comunhão com Deus (2Co 6.16-18 e Ez 22.26).

Neste início de milênio, pelo menos quatro acontecimentos nos têm feito refletir sobre alianças com quem propaga heresias. Primeiro, a realização de cultos em igrejas evangélicas com a presença de conhecidos hereges, como o “reverendo” Moon, que dizia ter nascido para concluir a obra que Jesus não conseguiu consumar! Segundo, a participação de famosos cantores evangélicos em megaeventos da Igreja Católica Apostólica Romana. Terceiro, os constantes convites de programas televisivos mundanos a astros do mundo gospel, os quais, por sua vez, exercem influência sobre cristãos incautos. Quarto, o apoio de líderes, pregadores e cantores pretensamente ortodoxos a grupos unicistas — que negam abertamente a doutrina da Trindade —, bem como a milagreiros, propagadores de heresias e modismos pseudopentecostais.

Podemos chamar de jugo desigual com os infiéis toda e qualquer reunião entre evangélicos e não evangélicos, entre ortodoxos e propagadores de heresias? Qual é a resposta bíblica ao culto ecumênico, que se torna cada vez mais comum, nesses tempos pós-modernos, a ponto de celebridades gospel e padres galãs serem convidados para “louvarem” juntos em programas de televisão? Quem defende o “casamento” entre ortodoxos (até que se prove o contrário) e adeptos de heresias se vale da seguinte desculpa, associada a um motivo aparentemente nobre: “A convivência ecumênica é importante para promover a paz e não deve ser confundida com o sincretismo religioso”.

Um texto bíblico que lança luz sobre essas questões é Atos 17.15-34. Se o apóstolo Paulo pregou o Evangelho no Areópago, em Atenas, diante de religiosos e filósofos, por que um líder, pregador ou cantor deveriam desprezar a oportunidade de anunciar — na “presença dos deuses” — que Jesus Cristo é o Mediador, o Senhor e o Redentor, o único que pode dar à humanidade a verdadeira paz? Abordando o assunto sob essa ótica, não se vê, aparentemente, problema algum no fato de um salvo participar de eventos com quem propaga heresias. Entretanto, faz-se necessário problematizar um pouco mais o assunto em questão, perguntando: Quando participam de eventos ecumênicos ou em programas televisivos, devem os cristãos omitir o objeto de sua fé para não parecer desamorosos?

Jesus não veio ao mundo para pregar a convivência ecumênica entre as religiões, por mais intolerante e “politicamente incorreto” que isso possa parecer. Ele apresentou-se como a única porta para a salvação da humanidade (Jo 10.9 e 1Tm 2.5). Aliás, houve um tempo em que o ecumenismo religioso era considerado um grande perigo para as igrejas. E qualquer comunhão ecumênica entre evangélicos, católicos e espíritas era inimaginável, em razão de os líderes eclesiásticos, à época, estarem atentos às estratégias do Inimigo que visam a enfraquecer a contundente mensagem de arrependimento. Mas há incautos felizes pelo fato de cantores e youtubers gospel aparecerem na TV, ignorando que existe um plano manipulador da grande mídia que visa a enfraquecer a “preconceituosa e fundamentalista” pregação de que Jesus é o único Senhor e Salvador.

Quando participam de tais eventos, os evangélicos não têm a coragem de confrontar o pecado. E apresentam um evangelho light, agradável, apaziguador, simpático, suave, aberto ao ecumenismo, além de criticarem o padrão ortodoxo, pelo qual se defende o Evangelho, os valores morais deixados por Jesus e a cosmovisão judaico-cristã. Dizem os incautos: “O que nos une é muito maior do que o que nos divide”. Para eles, o sincretismo religioso é aceitável, pois o importante é “o evangélico ocupar espaços que outrora eram exclusivamente dos ímpios”. Que engano! Paulo, no Areópago, em Atenas, fez o quê, em meio a tantos propagadores de heresias? Adotou ele uma conduta “politicamente correta”? Apresentou aos atenienses a mensagem que queriam ouvir? Ele disse o que todos precisavam ouvir, visto que “o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” (At 17.16).

Embora o Senhor tenha afirmado: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo 14.6), está crescendo no evangelicalismo mundial a simpatia pelo movimento ecumênico. Pastores renomados deixaram de falar de Jesus com clareza, a fim de pregar sobre Deus de maneira geral, sem ofender católicos, muçulmanos etc. O ecumenismo, com sua pregação “politicamente correta”, vem sendo apontado como um importante recurso para promover a paz. Apesar disso, o terrorismo islâmico se fortalece cada vez mais, já que muçulmanos jamais abrirão mão de sua “verdade”. Ademais, como se sabe, o catolicismo romano se vale do ecumenismo principalmente para frear o progresso da comunidade evangélica, sobretudo a pentecostal. Por que, então, os cristãos, que verdadeiramente pregam a paz, teriam de renunciar à Verdade?

Por outro lado, defensores do Evangelho que se prezam não devem apoiar “apóstolos” que pregam heresias e modismos pseudopentecostais, mesmo com a desculpa de que o Evangelho precisa ser pregado inclusive “com fingimento” (Fp 1.18). Ora, nesta passagem, o apóstolo Paulo, preso na cidade de Filipos, se referiu a opositores judeus que o acusavam perante tribunais de Roma. Ao verberarem contra ele, tais inimigos do Evangelho eram obrigados a dizer que Paulo estava pregando sobre a morte e a ressurreição do Senhor Jesus. Eles tinham de afirmar que, para esse apóstolo, Jesus estava acima de César, visto que o título de Senhor, à época, não implicava apenas senhorio. O imperador romano, como senhor de Roma, recebia adoração. E, nesse caso, Jesus, como Senhor, era adorado pelos cristãos, tomando, por assim dizer, o lugar de César.

Com isso, os judeus que acusavam Paulo estavam — indiretamente — pregando o Evangelho! E o apóstolo se regozijava com esse resultado, a despeito de sofrer por amor a Cristo. A frase “Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira” (Fp 1.18) não deve ser empregada de modo generalizante, a fim de afirmar que os crentes, hoje, podem usar todos e quaisquer meios para propagar o Evangelho. A Palavra de Deus diz que devemos fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22). Lembremo-nos, finalmente, de que o Senhor Jesus asseverou que não existe unidade motivada pelo amor divorciada da verdade da Palavra: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. [...] Se alguém me ama, guardará a minha palavra” (Jo 14.15-24).

Ciro Sanches Zibordi
Artigo publicado no Mensageiro da Paz de julho de 2017


Fonte: CPAD News

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