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O QUE É PECAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO? MATEUS 12:31-32


“Portanto, Eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro”. Mateus 12:31-32

A leitura das palavras de Jesus em Mateus 12:31-32 tem preocupado a muitos cristãos sinceros, temerosos de não cometer este pecado.

Servos que desejam continuar na revelação do Senhor e andar na luz de Deus.

O Espírito Santo é o agente divino para convencer o homem dos seus pecados; e o meio pelo qual Deus opera, rogando e suplicando para que este retorne à senda cristã. Se o homem rejeita voluntariamente o Espírito, propositadamente ele se desliga do meio de comunicação com o Céu, e a pessoa ultrapassa os limites do perdão, como nos diz Marcos 3:29 – “Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo”.

Na Verdade o que o Texto está dizendo é que o homem ao negar o arrependimento e a direção do Espirito Santo ele mesmo começa a andar em seu juízo. 

Conforme as Escrituras há três estágios progressivos para se chegar ao estado de não haver mais perdão.

1º) Entristecer o Espírito Santo (Efésios 4:30), pela continuação de uma vida que impeça a Sua operação.

2º) Resistir ao Espírito Santo como fizeram os judeus (Atos 7:51).

3º) Suprimir o Espírito (1Tessalonicenses 5:19) até que a alma perde a sensibilidade (Efésios 4:19) e o Espírito Se afasta.

Pecado contra o Espírito Santo não é um ato ou um pecado tão repelente que Deus não possa perdoar, mas um estado do coração pecaminoso, que se opõe de maneira determinada e voluntária aos apelos que são feitos.

O pecado contra o Espírito Santo pode ser sintetizado nesta simples frase: é o pecado do qual o homem não se arrepende. O pecado mais comum contra o Espírito Santo é a persistente negligência em ouvir o Seu convite para o arrependimento.

Este pecado é imperdoável, não porque Deus não queira perdoá-lo, mas porque o pecador se colocou numa posição em que não tem mais o desejo de receber perdão. A Bíblia é muito clara ao garantir-nos que por mais abjeta que seja a transgressão, se o infrator se arrepender, pedir o perdão divino, este lhe será concedido. Quando o Espírito Santo é rejeitado por tanto tempo, que o homem não pode mais ser alcançado por Sua influência, também não há mais esperança de salvação.

O pecado contra o Espírito Santo, ou o pecado imperdoável, é aquele sobre o qual o pecador não deseja receber perdão.

O contexto histórico de Mateus 12:31-32 nos ajuda a compreender melhor o que Jesus queria dizer por pecado imperdoável. Segundo a narração de Mateus 12:22-30, a multidão estava admirada do milagre que Jesus efetuara, mas este ato divino provocou uma reação negativa nos fariseus, que procuravam desacreditá-Lo diante do povo. Acusaram-no de expulsar os demônios. Em seu ódio ao Senhor Jesus, aqueles líderes religiosos, em vez de reconhecerem que os milagres eram realizados pelo poder do Espírito Santo, preferiram atribuir este poder a Satanás. A rejeição de Jesus torna-se a base para o pecado imperdoável. Cada passo dado na rejeição de Jesus é um passo dado no sentido da rejeição da salvação, um passo dado para o pecado contra o Espírito Santo.

“A pessoa que teme ter cometido o recado imperdoável, tenha esta certeza: Qualquer pessoa que tem um coração brando e que sente tristeza pelo pecado, tem por si o Espírito Santo, e ainda não cometeu o pecado imperdoável. Tem, com isso, a melhor prova de que ainda não o fez; porque é sinal de que o Espírito Santo está trabalhando em seu coração para convencê-la a e trazê-la ao arrependimento. Esta é a sua primeira obra (João 16:7-8)”

Conclusão

Todo o pecado é perdoável quando a pessoa o reconhece e ora a Deus que lhe perdoe.

Pecado imperdoável é a contínua rejeição da graça divina, o não atendimento aos apelos do Espírito para que a pessoa se arrependa. É o ato de colocar-se fora da influência dos apelos do Espírito Santo.

O que podemos dizer é que a Graça de Deus Transforma o Homem!

O que precisamos entender é a necessidade de buscar no Senhor uma experiência de salvação que possa te libertar de todos os maus pensamentos, razões humanas, sofrimento, para então depois receber sua benção em outras áreas de sua vida.

No lugar da angústia: Fé (Hebreu, 11:16)
No lugar do choro: LOUVOR (Isaias 61:3)
No lugar do desânimo: FORÇA (Salmos 118:14)
No lugar do sofrimento: Alegria (Atos 8:8)

Geralmente, ficamos muito angustiados por causa da vida profissional (emprego) e da sentimental (cônjuge). Mas assim, invertemos a ordem de Deus e, por isso, muitas vezes não somos abençoados. Melhor é buscar o Reino de Deus, porque as outras coisas Deus te acrescentará.


Então, tudo o que lhe acontecer, dê graças a Deus (seja bom ou ruim pra você, porque Deus sabe de todas as coisas): (1 Tessalonicenses 5:18).

Fonte: Blog Palavra Revelada

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O MARAVILHOSO PODER DA PREGAÇÃO: VIDAS SÃO IMPACTADAS

Por Douglas Baptista



“E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo” (Atos 11.15a)

O versículo citado acima é parte do discurso de defesa de Pedro diante da liderança da igreja primitiva em Jerusalém. A defesa era em relação aos fatos acontecidos e narrados no capítulo de número dez do livro de Atos.

Neste período, o cristianismo estava dando seus primeiros passos. Os primeiros cristãos eram essencialmente judeus e a cultura judaica ainda estava fortemente arraigada nos costumes e nas ações da igreja incipiente.

Qualquer contato com gentios tornava o judeu cerimonialmente impuro, e, por causa desta interpretação, a igreja primitiva não se misturava com os gentios e nem tampouco lhes anunciava o evangelho.

Para que a igreja abandonasse estes costumes e ações judaicas, Deus vai intervir de forma sobrenatural na administração eclesiástica e no trabalho de evangelização.

Para esta atividade de mudança radical na visão da igreja, Deus escolhe a Pedro. E para ser a primeira família beneficiada com a boa nova ao alcance de todos, Deus escolhe um centurião da coorte italiana de nome Cornélio.

Tudo começou quando Cornélio teve uma visão angelical por volta das três horas da tarde (At 10.3). Nesta visão Deus lhe dá revelações claras e precisas: 1) Deus diz o nome da cidade para onde Cornélio devia enviar mensageiros; 2) Deus diz o nome da pessoa a ser procurada; 3) Deus diz o nome do dono da casa onde está a pessoa que deve ser procurada; 4) Deus diz a profissão do dono da casa; e 5) Deus diz o ponto de referência para a localização da casa. Vejamos o texto: “Envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro; este se acha hospedado com um certo Simão, curtidor, cuja casa fica à beira-mar. Ele te dirá o que deves fazer.”(At 10.5-6).

Como a ação é do Espírito Santo, então não pode haver nenhum tipo de dúvida ou de confusão (1 Co 14.33). Assim, para confirmar a visão de Cornélio, Deus concede uma visão para Pedro que é concluída com a seguinte frase: “Eis que dois homens te procuram. Levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu tos enviei”(At 10.19-20).

Pedro ao obedecer à revelação divina é impactado com a universalidade do amor de Deus, a universalidade da salvação e a universalidade do batismo com Espírito Santo, como diria Paulo mais tarde: “pois para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm 2.11).

No entanto, a atitude de Pedro sofreu duras críticas por parte da igreja-mãe em Jerusalém. Pedro tinha violado a lei e os costumes judaicos. Pedro visitou a casa de gentios e fez ainda pior, admitiu estes gentios como membros da igreja e isto até sem mesmo tê-los transformados em prosélitos por meio da exigência da circuncisão. Pedro simplesmente passou por cima de toda a cultura religiosa dos judeus e recebeu os gentios como irmãos pelo maravilhoso fato de que Deus os tinha batizado com o Espírito Santo. Por isso Pedro também mandou batizá-los nas águas (At 10.47.48).

Diante destes fatos, Pedro começa a enumerar os motivos de sua atitude para uma assembleia ansiosa por receber explicações. Estes motivos segundo Pedro enumera são respectivamente a visão celestial e as características que culminaram no derramamento do Espírito Santo em casa de Cornélio. Pedro alega que a pregação do evangelho fez cair sobre os gentios o mesmo dom que Deus havia dado aos discípulos no dia de Pentecostes.

Após ter contado os pormenores de sua visão celestial que vai desde o versículo 4 até o versículo 14 do capítulo onze em questão, Pedro resume o momento da descida com o Espírito Santo com uma única frase no versículo 15: “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo”.

O problema deste resumo é que passa a falsa ideia de que Pedro mal teria iniciado a pregação e imediatamente o Pentecostes acontecera na vida dos ouvintes. No entanto no capítulo dez onde os fatos estão narrados detalhadamente percebemos que Pedro já tinha pregado uma boa parte de seu sermão que ficou registrado nos versículos 34 ao 43. E o sermão que Pedro utilizou é riquíssimo e cheio de mensagens evangelizadoras:

1) Ele afirma que Deus não faz acepção de pessoas (v. 34);
2) Ele afirma a universalização do amor de Deus e da salvação (v. 35);
3) Ele afirma que a salvação vem dos Judeus, por meio de Jesus Cristo (v. 36);
4) Ele afirma que a palavra da salvação já era de conhecimento da Judéia e da Galiléia (v. 37);
5) Ele apresenta a Jesus Cristo como o ungido de Deus (v. 38);
6) Ele afirma ser testemunha de Jesus e de sua morte no madeiro (v. 39);
7) Ele afirma que Jesus ressuscitou ao terceiro dia (v. 40);
8) Ele afirma que é testemunha dessa ressurreição juntamente com outros discípulos (v. 41);
9) Ele afirma a ordenança que Jesus deixou para a pregação do evangelho (v. 42);
10) Ele afirma que todo o que crê receberá a remissão dos pecados pelo nome de Jesus (v. 43)

Pode-se notar que a mensagem de Pedro é muito profunda. Esta é a mensagem principal do Evangelho. Deus quer salvar a todos, por isso enviou Jesus que ao vencer a morte ressuscitando dos mortos pode perdoar pecados a todo aquele que crê. Como resultado desta mensagem maravilhosa é que o Espírito Santo foi derramado em casa de Cornélio. Portanto a força do verbo “comecei a falar” não pode ser levada muito longe no grego hebraizado.

Deste modo a expressão “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo” significa apenas que Pedro não tinha terminado tudo o que queria dizer, quando o Espírito Santo tomou conta da vida dos ouvintes e concluiu a mensagem daquele dia.

Assim fica a lição de que não é pelo muito falar que Deus vai agir, mas sim pela unção de quem prega e pela soberana vontade de Deus (Mt 6.7).

Reflita acerca disso!
Douglas Roberto de Almeida Baptista



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VERBO NEWS VIRTUAL

Por Tony Sousa

LANÇAMENTO!

ASSUNTOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO

► A hierarquia na igreja. 
► A ordem bíblica para pregar a palavra.
► A ovelha perdida e o bom pastor.
► Blaise Pascal viu o fogo da glória de Deus.
► Não seja uma “besta religiosa” do whatsapp.
► Defensores da fé... e do plágio. 
► O arco de Deus e a sua palavra. 
► Não confunda hierarquia com coronelismo.
► O pecado da numerolatria.







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OS SETE PASSOS DA RENOVAÇÃO ESPIRITUAL


Isaias 40:31

INTRODUÇÃO: O QUE SIGNIFICA “RENOVAÇÃO ESPIRITUAL”

Há vários fatores que ocasionam o envelhecimento ou a decadência espiritual. Os mais comuns são a rotina, a imaturidade, a frieza, o descaso e, por fim, a estagnação da vida cristã. Há cristãos que perdem o entusiasmo e o fervor dos primeiros dias de fé; acostumando-se a uma vida sem poder, testemunho, oração, consagração e crescimento. Nesta situação, se não houver uma reversão imediata, o cristão pode desviar-se dos caminhos do Senhor, o que será ainda pior. Aquele fervor espiritual do início da conversão deveria ser conservado, mantendo assim aberto o caminho da renovação pelo Espírito. A renovação espiritual do crente é uma das operações do Espírito Santo que mais destaque tem encontrado, nos últimos anos, e que se realiza diária e continuamente no meio do povo de Deus.

Quando falamos em “renovação”, estamos nos referindo ao “ato de renovar”, ou seja, o “ato de fazer algo novo outra vez”. Se o cristão é filho de Deus, se passa a desfrutar da natureza divina, o tempo não pode, de forma alguma, atingir a sua estrutura espiritual, pois, a partir do instante em que “nasce de novo”, em que “nasce da água e do Espírito”, o cristão não mais sofre os influxos do tempo e, a exemplo de Deus, a sua vida espiritual passa a ser um “eterno presente”. Se, pois, o cristão desfruta da vida eterna, desde o momento de sua conversão, temos que a vida espiritual é um eterno presente.

Renovar significa “tornar novo”, “recomeçar”, “refazer”, “reaver”, “retornar“. Na renovação espiritual, o Espírito Santo restaura e revigora a obra que anteriormente havia iniciado na vida do crente – Sl 103.5: É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades, quem sara todas as tuas enfermidades, quem redime a tua vida da cova, quem te coroa de benignidade e de misericórdia, quem te supre de todo o bem, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia”; Rm 12.2:” E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”; Ap 2.4,5: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.”; Cl 3.10: “e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. Portanto, renovar espiritualmente é:

OS SETE PASSOS DA RENOVAÇÃO ESPIRITUAL

1. Retornar às experiências espirituais do passado. No início da fé cristã, o homem recebe do Senhor, bênçãos extraordinárias que antes da conversão jamais poderia obter: fortificação pela fé em Cristo, certeza de vida eterna, batismo no Espírito Santo, dons sobrenaturais, milagres, comunhão com Deus, santidade, vida cristã vitoriosa e tantas outras maravilhas que acompanham a salvação. O amoroso Pai tem prazer de, no início da jornada da fé, encher o cristão de vida, graça e poder espiritual. Ele nos eleva muito além das experiências puramente humanas.

Todavia, infelizmente, muitos esfriam na fé e perdem o contato com a Fonte da Graça. Há muitas pessoas na Igreja que conhecem o estilo do culto e os hinos; leem a Bíblia ao menos uma vez por ano; são contínuos contribuintes financeiros, mas não conservaram seu amor pelo Senhor, nem o fervor de outrora. Não aplicam o que ouvem da Palavra de Deus às suas vidas. Estão próximas da igreja, mas distantes de Cristo – são os considerados crentes nominais. Só o Senhor, por meio do seu Santo Espírito, pode revigorar aqueles que perderam a força e a altitude das águias (Is 40.28-31).

2. Restabelecer as bênçãos perdidas. É difícil aceitar que o cristão possa perder algo que recebera de Deus. Alguém imagina que o Pai Celestial jamais retirará as bênçãos de seus filhos, especialmente as espirituais. O cristão que mantém uma contínua e perseverante comunhão com o Senhor certamente não perderá as bênçãos recebidas. O processo pelo qual o Espírito Santo veio habitar em seu interior, quando ocorreu a salvação, estabelece uma situação que não se altera com o decorrer do tempo: a pessoa entrou no reino de Deus, vive em novidade de vida, novidade esta que nunca deixa de existir, daí porque Paulo ter dito que o homem interior se renova de dia em dia, ou seja, que, apesar do decurso cronológico do tempo na vida material, em termos espirituais nada é afetado por causa da passagem dos segundos, minutos, horas, dias, meses ou anos (I Co 4:16).

Porém, a Bíblia é categórica ao afirmar que, se não cuidarmos bem da nossa vida espiritual, poderemos, sim, perder as bênçãos advindas do Senhor. A Palavra de Deus nos diz que podemos perder o amor (Ap 2.4), a alegria da salvação (Sl 51.12), a fé (1 Tm 6.10), a firmeza em Deus (2 Pe 3.17), o poder (Jz 16.20), e muitas outras coisas. É por isso que somos advertidos a guardar o que temos (Ap 3.11).

Graças a Deus, que pela renovação espiritual, o Senhor nos restaura completamente e torna a dar-nos as bênçãos perdidas – Sl 51.10.

3. Receber novas bênçãos. A conversão inclui grandes e ricas promessas de Deus para a vida do cristão, as quais Ele cumpre fielmente. Na renovação espiritual, o Senhor nos dá as bênçãos prometidas que até então não tínhamos recebido (Is 45.3), e nos anima a conquistarmos muito mais (Js 18.3).

Aquele que peca necessita de avivamento ou renovação espiritual, pois o pecado cria um obstáculo entre o homem e Deus, impedindo que venhamos a ter um eterno presente de comunhão com o Senhor. Enquanto estivermos no mundo, o pecado é um risco sempre presente, pois ainda não fomos libertos do corpo do pecado, algo que somente ocorrerá quando passarmos para a eternidade ou, então, se estivermos vivos no dia do arrebatamento, formos transformados.

Na Bíblia, foram registrados grandes avivamentos em que um grande número de pessoas voltou-se para Deus e desistiu de seu modo pecaminoso de viver. Os avivamentos foram liderados por alguém que reconheceu a crise espiritual da nação, superou o medo e tornou a vontade de Deus conhecida às pessoas.

4. A renovação deve ser diária. Assim como o corpo físico revigora-se diariamente, nosso homem interior precisa de constante renovação para manter-se fortalecido e plenamente saudável espiritualmente. Conforme nos orienta a Palavra de Deus, a renovação espiritual deve ocorrer “de dia em dia” (2 Co 4.16). A vida espiritual é uma continuidade, mas uma continuidade que é construída por uma comunhão e obediência exercidas dia-a-dia, momento-a-momento, sem qualquer intervalo. A renovação deve ser consciente e desejada. Precisamos ter consciência da urgente necessidade da renovação espiritual: “…transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” (Rm 12.2). Assim como a chuva cai sobre as plantações, gerando e produzindo fruto (Sl 65.7-13), devemos pedir ao Senhor que envie sobre nós, sua lavoura, uma abundante chuva de renovação (1 Co 3.10; Sl 72.6,7; Os 6.3). Quando essa chuva começar a cair, o Espírito Santo de Deus certamente fará maravilhas, a começar pelas vidas renovadas. Aleluia!

5. A renovação enseja a operação do Espírito Santo. A renovação mantém o cristão afastado do mundo. A renovação aprofunda o cristão na Palavra de Deus. Quando somos renovados, nosso espírito é impelido pelas verdades eternas da Palavra (Jo 6.63), e nossa fé cresce abundantemente (Rm 10.17).  A renovação dá poder ao cristão. “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Is 40.31). No dia de Pentecostes, todos os cristãos foram cheios do Espírito Santo (At 2.4). Não obstante, pouco tempo depois foram cheios novamente; do mesmo poder e pelo mesmo Espírito (At 4.30,31). A renovação torna o cristão sensível à direção do Espírito. Quando somos renovados ficamos bem atentos à voz do Espírito, para sermos conduzidos e instruídos por Ele (At 16.6,7; 10.19). Se o Espírito Santo conhece todas as coisas em seus pormenores, pode nos guiar com precisão. Só um cristão renovado tem sensibilidade espiritual para ouvir e obedecer a voz do Senhor: “… Este é o caminho; andai nele…” (Is 30.21).

6. Quem permanece renovado não perde o ânimo. Muitas vezes as lutas e tribulações nos fazem diminuir o passo, reduzir o ritmo de nossa corrida e até pararmos. Para não sermos vencidos na batalha contra o mal, busquemos a renovação espiritual em Cristo. Não podemos parar! Não há espaço para o desânimo: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos” (v.14); “Levantai-vos, e andai, porque não será aqui o vosso descanso” (Mq 2.10; 1 Rs 19.7; Hb 10.38).

7. Os que permanecem renovados, são purificados. Às vezes, perdemos a bênção, por entristecermos o Espírito de Deus (Ef 4.30). Quando o Espírito Santo determina que algo seja feito e o homem se recusa a fazê-lo, sendo, como é, uma Pessoa, dotada, portanto, de vontade e de sensibilidade, o Espírito Santo se entristece, fica triste, pois, como ama o ser humano, pois é Deus e Deus é amor (I Jo.4:8), quer sempre o melhor para o homem.

Não podemos entristecer o Espírito Santo (Ef.4:30), pois isto é perigoso, porquanto, quando o Espírito Santo se entristece, toma a mesma atitude que tomou Jesus quando se entristeceu, a saber: lamentou, chorou (Mt.23:37; Mc.3:5; Lc.19:41; Jo.11:35), mas respeita a decisão de desagrado, que poderá conduzi-los à destruição. Neste estágio, porém, o Espírito ainda tenta convencer o homem a converter-se.

CONCLUSÃO

Concluindo, o fogo não pode se apagar! Mas para o fogo não se apagar é necessário lenha continuadamente no altar. Portanto, devemos agir como os sacerdotes do tabernáculo – a cada manhã eles deveriam trazer lenha nova pra colocar no altar do holocausto ( Lv 6:12), pois o fogo nunca poderia se apagar, tinha de estar, sem cessar, ardendo no altar. A lenha fala-nos do combustível do fogo, daquilo que faz com que se mantenha a temperatura e o fervor espiritual. O crente não pode viver de porções passadas que serviram para a estruturação da sua fé, da sua comunhão com Deus. Tudo aquilo que serve de alimento espiritual deve ser cultivado e mantido em porções diárias, sempre renovadas a cada instante, para que o fogo continue ardendo continuadamente em nossas vidas. Glória a Deus!!


(Texto adaptado do Pr. Antônio Gilberto – CPAD)

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Á LUZ DA BÍBLIA, A ELEIÇÃO É CONDICIONAL E A EXPIAÇÃO É UNIVERSAL QUALIFICADA

Por Silas Daniel

De vez em quando alguns cristãos se deparam com antigos questionamentos teológicos que os levam a debater-se interiormente. Alguns dizem respeito ao livre-arbítrio, à Predestinação, à Eleição e à Expiação. Portanto, vejamos uma exposição sintética sobre esses temas à luz das Escrituras.

Em primeiro lugar, é importante dizer que, à luz da Bíblia, o homem não regenerado é escravo do pecado e incapaz de servir a Deus com suas próprias forças (Rm 3.10-12), mas, por ainda ter em si resquícios da imagem de Deus, ele tem capacidade (livre-arbítrio) de, mesmo no estado caído, corresponder com arrependimento e fé quando Deus o atrai a si. A iniciativa é sempre de Deus, já que o homem, em seu estado caído, não pode e não quer tomar a iniciativa.  Ele precisa primeiro ser convencido para depois ser convertido, e quem convence o homem é o Espírito Santo (Jo 16.8-11). É Deus, portanto, quem desperta o interesse de salvação no homem (Jo 6.44 e At 16.14). Tal desejo, porém, depois de despertado, pode ser resistido (Hb 3.7-19; 10.23-29; 10.39 e 12.25; At 7.51 e 13.46; Mt 23.37; 2 Pd 2.1,2,20,21; 2 Cr 15.2; 1 Tm 4.1; 2 Tm 2.12 e Tg 4.8). Se o homem aceita a oferta de Salvação, ele é salvo por Deus e o Espírito opera a regeneração.

Assim como a iniciativa para a salvação é sempre de Deus (Ef 2.4-9), a regeneração é operada tão somente por Deus. Não é pelas próprias forças do homem que ocorre a regeneração, mas pelo poder do Espírito (Tt 3.3-7). Ou seja, o livre-arbítrio é claro (Dt 30.19; Js 24.15; 1 Rs 18.21; Is 1.19,20; Sl 119.30; At 10.43; Jo 1.12 e 6.51), mas não é ele que salva o homem. É Deus quem opera a Salvação no homem e o transformar pelo poder do Espírito Santo quando ele aceita a Salvação. E mesmo no livre-arbítrio há a soberania divina, pois foi Deus quem deu essa capacidade de escolher ao homem, capacidade esta que é resquício da imagem divina nele. Deus, em sua soberania, criou homens livres.

Em segundo lugar, à luz da Bíblia, a Eleição é condicional. A Eleição divina não é escolha arbitrária de Deus, mas frut. De sua presciência (Rm 8.29,30).

Deus quer que todos se salvem (At 10.34 e 17.30-31; 1 Tm 2.4; 2 Pd 3.9 e Rm 11.32), mas os eleitos de Deus são aqueles que o aceitam (Jo 7.37-38 e Ap 22.17), cuja decisão já era conhecida por Deus por ser Ele onisciente e presciente, isto é, sabe de todas as coisas antes de todas as coisas acontecerem.

A Bíblia sempre fala de predestinação à vida eterna em Cristo. Efésios mostra isso. Aliás, os termos “em Cristo Jesus”, “no Senhor” e “Nele” ocorrem 160 vezes nos escritos de Paulo, sendo que 36 vezes só em Efésios, onde está o recorde. Ou seja, se queremos entender bem Efésios, devemos começar a atentar para a palavra chave da epístola: “em Cristo”. Ora, mais de uma vez é dito em Efésios 1 que a predestinação ocorre em Cristo. Ou seja, a predestinação e a eleição não são para estar em Cristo.

Clarificando: para aqueles que estão em Cristo está destinado desde a fundação do mundo a Salvação; a quem não estiver Nele, a perdição. Enquanto você estiver Nele, seu destino é o Céu. Enquanto não estiver Nele, o Inferno. O critério é estar Nele. Como afirma Paulo, Deus nos elegeu “para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1.4), mas Cristo só vai “vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do Evangelho” (Cl 1.22,23). Está claro: a eleição é condicional. E qual a condição? Estar em Cristo: “... nos elegeu nele...” (Ef 1.4).

Finalmente, à luz da Bíblia, a Expiação de Cristo é universal qualificada. Como assim?

Cristo morreu por todos (Jo 3.16; 6.51; 2 Co 5.14; Hb 2.9 e 1 Jo 2.2), mas sua obra salvífica só é elevada a efeito naqueles que se arrependem e crêem (Mc 16.15,16 e Jo 1.12). Ela é suficiente mas só se torna eficiente na vida daqueles que sinceramente se arrependem do seus pecados e aceitam a Cristo como único e suficiente Salvador e Senhor de suas vidas. A Expiação de Cristo foi feita para toda humanidade, mas só os que a aceitam usufruem de sua eficácia.

Conquanto existam passagens que afirmam que Cristo morreu pelas ovelhas (Jo 10.11,15), pela Igreja (At 20.28 e Ef 5.25) ou por “muitos” (Mc 10.45), o que sugeriria que a Expiação é Limitada, a Bíblia afirma claramente em muitas outras passagens que a Expiação é universal em seu alcance (Jo 1.29; Hb 2.9 e 1 Jo 4.14), o que deixa claro que as passagens que dão uma idéia de ela ter sido limitada nada mais são do que referências à eficácia da Expiação e não ao seu alcance.  Quando a Bíblia associa naturalmente e enfaticamente os que crêem em Cristo à obra expiadora, está apenas frisando a eficácia da Expiação e não seu alcance (Jo 17.9;Gl 1.4; 3.13; 2 Tm 1.9; Tt 2.3 e 1 Pe 2.24).

Porém, ainda há quem argumente que se a Expiação é universal, mas só crida e aceita por alguns e não por todos, isso significa que ele teria sua eficácia comprometida. Claro que não! O fato de muitos usufruírem dela já demonstra sua eficácia. Ela só não seria eficaz se ninguém se salvasse.
A salvação de todos não é a condição sine qua non para a eficácia da Expiação, mas o é, tão somente, a consecução da Salvação. Se muitos são os salvos por essa Expiação, esta já é eficiente. Não houve “desperdício” pelo fato de seu alcance ser universal, mas nem todos serem salvos. Além disso, se crermos que a Expiação de Cristo é limitada, o que seria um sacrifício que proporcionasse uma Expiação Ilimitada? Jesus sofreria um pouco mais na cruz?

Outro fato: uma Expiação Limitada é uma contradição ao ensino bíblico de que Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10.17 e At 10.34). Deus é soberano, mas isso não significa que Ele fará alguma coisa que contradiga o seu caráter santo e amoroso. Lembremos ainda que uma hermenêutica prudente interpreta uma passagem ou passagens observando o contexto geral sobre o assunto na Bíblia. A Bíblia se explica por meio dele mesma. Portanto, se ela afirma que Deus é santo, justo e amor, e não faz acepção de pessoas ; e que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.3,4); e que a Expiação foi por “todos” (1 Tm 2.6 e Hb 2.9); logo, as passagens em que há alusão a “muitos” devem ser interpretadas à luz dessas outras. E quando o fazemos, percebemos que as passagens que aludem a “muitos” não se referem ao alcance da Expiação, que é universal, mas à eficácia dela para os “muitos” que a receberam por fé.

Além disso, como frisa o teólogo norte-americano Daniel Pecota, não se pode simplesmente desconsiderar o significado óbvio de alguns textos sem ir além da credibilidade exegética. Quando a Bíblia diz que: “Deus amou o mundo” (Jo 3.16)ou que Cristo é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29) ou que Ele é o “Salvador do mundo” (1 Jo 4.14), significa isso mesmo. Em texto algum do Novo Testamento, “mundo” se refere à Igreja ou aos eleitos. Escreve o apóstolo João, referindo-se a Cristo e à Expiação: “E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos pecados, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2.2).

Silas Daniel é pastor, jornalista, comentarista das revistas Adolescentes e Juvenis de Escola Dominical da CPAD e autor do livro A Sedução das Novas Teologias (CPAD). 

Jornal Mensageiro da Paz de Maio de 2008. Pág. 25.
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MENNO SIMONS

MENNO SIMONS




Menno Simons (Witmarsum, 1496 — 23 ou 31 de Janeiro de 1561 em Wüstenfelde em Bad Oldesloe) foi um teólogo originário da Frísia ordenado padre católico em março de 1524. É considerado um dos reformadores radicais ligado aos anabatistas. Simons era um padre católico holandês que se converteu ao Anabatismo em 1536. Sua influência sobre o grupo anabatista foi tão forte que o grupo anabatista no norte da Europa foi chamado de menonita.

MENNO SIMONS E O DETERMINISMO

As declarações a seguir foram proferidas por Menno Simons, um dos maiores líderes do movimento Anabatista ligado à Reforma Radical.

1 – Zwinglio ensinou que a vontade de Deus movia o ladrão a roubar e ao criminoso a matar, e que seu castigo seria também executado pela vontade de Deus, coisa que, no meu conceito é uma abominação superior a todas as abominações.

2 – O que eu devo dizer, amado Senhor?
Deverei dizer que Tu tens ordenado ao perverso delinquir como alguns tem dito?
Longe esteja de mim tal coisa.
Eu sei, oh Senhor, que Tu és bom e nada de mal pode achar-se em Ti [Sl 5:4].
Nós somos a obra da Tua mão, criados em Cristo Jesus para boas obras e para que andemos nelas [Ef 2:10].

Deixou a vida e a morte para a nossa escolha [Dt 30:19].
Tu não quer a morte do pecador, mas que se arrependa e viva [Ez 18:23; 33:11].
Tu és a luz eterna e portanto odeia toda a treva.

Tu não quer que ninguém pereça, mas que todos se arrependam, venham ao conhecimento da Tua verdade e sejam salvos [1° Tm 2:1-7].

Oh querido Senhor, blasfemaram tão gravemente do Teu grande e inefável amor, da Tua misericórdia e majestade, que fizeram de Ti, o Deus de toda graça e Criador de todas as coisas, um verdadeiro demônio, afirmando que Tu é a causa de todo mal, TU, que é chamado de o Pai das luzes [Tg 1:17].

Evidentemente nada mal pode ser proveniente do bom, nem luz das trevas, nem vida da morte [Tg 3:12]; no entanto, seus teimosos corações e mentes carnais são atribuídos a Tua vontade, de modo que podem continuar no caminho largo e ter uma desculpa para os seus pecados!


Fonte: Menno Simons – sua vida e escritos, p. 94

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