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► A ordem bíblica para pregar a palavra.
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► Blaise Pascal viu o fogo da glória de Deus.
► Não seja uma “besta religiosa” do whatsapp.
► Defensores da fé... e do plágio. 
► O arco de Deus e a sua palavra. 
► Não confunda hierarquia com coronelismo.
► O pecado da numerolatria.







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OS SETE PASSOS DA RENOVAÇÃO ESPIRITUAL


Isaias 40:31

INTRODUÇÃO: O QUE SIGNIFICA “RENOVAÇÃO ESPIRITUAL”

Há vários fatores que ocasionam o envelhecimento ou a decadência espiritual. Os mais comuns são a rotina, a imaturidade, a frieza, o descaso e, por fim, a estagnação da vida cristã. Há cristãos que perdem o entusiasmo e o fervor dos primeiros dias de fé; acostumando-se a uma vida sem poder, testemunho, oração, consagração e crescimento. Nesta situação, se não houver uma reversão imediata, o cristão pode desviar-se dos caminhos do Senhor, o que será ainda pior. Aquele fervor espiritual do início da conversão deveria ser conservado, mantendo assim aberto o caminho da renovação pelo Espírito. A renovação espiritual do crente é uma das operações do Espírito Santo que mais destaque tem encontrado, nos últimos anos, e que se realiza diária e continuamente no meio do povo de Deus.

Quando falamos em “renovação”, estamos nos referindo ao “ato de renovar”, ou seja, o “ato de fazer algo novo outra vez”. Se o cristão é filho de Deus, se passa a desfrutar da natureza divina, o tempo não pode, de forma alguma, atingir a sua estrutura espiritual, pois, a partir do instante em que “nasce de novo”, em que “nasce da água e do Espírito”, o cristão não mais sofre os influxos do tempo e, a exemplo de Deus, a sua vida espiritual passa a ser um “eterno presente”. Se, pois, o cristão desfruta da vida eterna, desde o momento de sua conversão, temos que a vida espiritual é um eterno presente.

Renovar significa “tornar novo”, “recomeçar”, “refazer”, “reaver”, “retornar“. Na renovação espiritual, o Espírito Santo restaura e revigora a obra que anteriormente havia iniciado na vida do crente – Sl 103.5: É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades, quem sara todas as tuas enfermidades, quem redime a tua vida da cova, quem te coroa de benignidade e de misericórdia, quem te supre de todo o bem, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia”; Rm 12.2:” E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”; Ap 2.4,5: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.”; Cl 3.10: “e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. Portanto, renovar espiritualmente é:

OS SETE PASSOS DA RENOVAÇÃO ESPIRITUAL

1. Retornar às experiências espirituais do passado. No início da fé cristã, o homem recebe do Senhor, bênçãos extraordinárias que antes da conversão jamais poderia obter: fortificação pela fé em Cristo, certeza de vida eterna, batismo no Espírito Santo, dons sobrenaturais, milagres, comunhão com Deus, santidade, vida cristã vitoriosa e tantas outras maravilhas que acompanham a salvação. O amoroso Pai tem prazer de, no início da jornada da fé, encher o cristão de vida, graça e poder espiritual. Ele nos eleva muito além das experiências puramente humanas.

Todavia, infelizmente, muitos esfriam na fé e perdem o contato com a Fonte da Graça. Há muitas pessoas na Igreja que conhecem o estilo do culto e os hinos; leem a Bíblia ao menos uma vez por ano; são contínuos contribuintes financeiros, mas não conservaram seu amor pelo Senhor, nem o fervor de outrora. Não aplicam o que ouvem da Palavra de Deus às suas vidas. Estão próximas da igreja, mas distantes de Cristo – são os considerados crentes nominais. Só o Senhor, por meio do seu Santo Espírito, pode revigorar aqueles que perderam a força e a altitude das águias (Is 40.28-31).

2. Restabelecer as bênçãos perdidas. É difícil aceitar que o cristão possa perder algo que recebera de Deus. Alguém imagina que o Pai Celestial jamais retirará as bênçãos de seus filhos, especialmente as espirituais. O cristão que mantém uma contínua e perseverante comunhão com o Senhor certamente não perderá as bênçãos recebidas. O processo pelo qual o Espírito Santo veio habitar em seu interior, quando ocorreu a salvação, estabelece uma situação que não se altera com o decorrer do tempo: a pessoa entrou no reino de Deus, vive em novidade de vida, novidade esta que nunca deixa de existir, daí porque Paulo ter dito que o homem interior se renova de dia em dia, ou seja, que, apesar do decurso cronológico do tempo na vida material, em termos espirituais nada é afetado por causa da passagem dos segundos, minutos, horas, dias, meses ou anos (I Co 4:16).

Porém, a Bíblia é categórica ao afirmar que, se não cuidarmos bem da nossa vida espiritual, poderemos, sim, perder as bênçãos advindas do Senhor. A Palavra de Deus nos diz que podemos perder o amor (Ap 2.4), a alegria da salvação (Sl 51.12), a fé (1 Tm 6.10), a firmeza em Deus (2 Pe 3.17), o poder (Jz 16.20), e muitas outras coisas. É por isso que somos advertidos a guardar o que temos (Ap 3.11).

Graças a Deus, que pela renovação espiritual, o Senhor nos restaura completamente e torna a dar-nos as bênçãos perdidas – Sl 51.10.

3. Receber novas bênçãos. A conversão inclui grandes e ricas promessas de Deus para a vida do cristão, as quais Ele cumpre fielmente. Na renovação espiritual, o Senhor nos dá as bênçãos prometidas que até então não tínhamos recebido (Is 45.3), e nos anima a conquistarmos muito mais (Js 18.3).

Aquele que peca necessita de avivamento ou renovação espiritual, pois o pecado cria um obstáculo entre o homem e Deus, impedindo que venhamos a ter um eterno presente de comunhão com o Senhor. Enquanto estivermos no mundo, o pecado é um risco sempre presente, pois ainda não fomos libertos do corpo do pecado, algo que somente ocorrerá quando passarmos para a eternidade ou, então, se estivermos vivos no dia do arrebatamento, formos transformados.

Na Bíblia, foram registrados grandes avivamentos em que um grande número de pessoas voltou-se para Deus e desistiu de seu modo pecaminoso de viver. Os avivamentos foram liderados por alguém que reconheceu a crise espiritual da nação, superou o medo e tornou a vontade de Deus conhecida às pessoas.

4. A renovação deve ser diária. Assim como o corpo físico revigora-se diariamente, nosso homem interior precisa de constante renovação para manter-se fortalecido e plenamente saudável espiritualmente. Conforme nos orienta a Palavra de Deus, a renovação espiritual deve ocorrer “de dia em dia” (2 Co 4.16). A vida espiritual é uma continuidade, mas uma continuidade que é construída por uma comunhão e obediência exercidas dia-a-dia, momento-a-momento, sem qualquer intervalo. A renovação deve ser consciente e desejada. Precisamos ter consciência da urgente necessidade da renovação espiritual: “…transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” (Rm 12.2). Assim como a chuva cai sobre as plantações, gerando e produzindo fruto (Sl 65.7-13), devemos pedir ao Senhor que envie sobre nós, sua lavoura, uma abundante chuva de renovação (1 Co 3.10; Sl 72.6,7; Os 6.3). Quando essa chuva começar a cair, o Espírito Santo de Deus certamente fará maravilhas, a começar pelas vidas renovadas. Aleluia!

5. A renovação enseja a operação do Espírito Santo. A renovação mantém o cristão afastado do mundo. A renovação aprofunda o cristão na Palavra de Deus. Quando somos renovados, nosso espírito é impelido pelas verdades eternas da Palavra (Jo 6.63), e nossa fé cresce abundantemente (Rm 10.17).  A renovação dá poder ao cristão. “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Is 40.31). No dia de Pentecostes, todos os cristãos foram cheios do Espírito Santo (At 2.4). Não obstante, pouco tempo depois foram cheios novamente; do mesmo poder e pelo mesmo Espírito (At 4.30,31). A renovação torna o cristão sensível à direção do Espírito. Quando somos renovados ficamos bem atentos à voz do Espírito, para sermos conduzidos e instruídos por Ele (At 16.6,7; 10.19). Se o Espírito Santo conhece todas as coisas em seus pormenores, pode nos guiar com precisão. Só um cristão renovado tem sensibilidade espiritual para ouvir e obedecer a voz do Senhor: “… Este é o caminho; andai nele…” (Is 30.21).

6. Quem permanece renovado não perde o ânimo. Muitas vezes as lutas e tribulações nos fazem diminuir o passo, reduzir o ritmo de nossa corrida e até pararmos. Para não sermos vencidos na batalha contra o mal, busquemos a renovação espiritual em Cristo. Não podemos parar! Não há espaço para o desânimo: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos” (v.14); “Levantai-vos, e andai, porque não será aqui o vosso descanso” (Mq 2.10; 1 Rs 19.7; Hb 10.38).

7. Os que permanecem renovados, são purificados. Às vezes, perdemos a bênção, por entristecermos o Espírito de Deus (Ef 4.30). Quando o Espírito Santo determina que algo seja feito e o homem se recusa a fazê-lo, sendo, como é, uma Pessoa, dotada, portanto, de vontade e de sensibilidade, o Espírito Santo se entristece, fica triste, pois, como ama o ser humano, pois é Deus e Deus é amor (I Jo.4:8), quer sempre o melhor para o homem.

Não podemos entristecer o Espírito Santo (Ef.4:30), pois isto é perigoso, porquanto, quando o Espírito Santo se entristece, toma a mesma atitude que tomou Jesus quando se entristeceu, a saber: lamentou, chorou (Mt.23:37; Mc.3:5; Lc.19:41; Jo.11:35), mas respeita a decisão de desagrado, que poderá conduzi-los à destruição. Neste estágio, porém, o Espírito ainda tenta convencer o homem a converter-se.

CONCLUSÃO

Concluindo, o fogo não pode se apagar! Mas para o fogo não se apagar é necessário lenha continuadamente no altar. Portanto, devemos agir como os sacerdotes do tabernáculo – a cada manhã eles deveriam trazer lenha nova pra colocar no altar do holocausto ( Lv 6:12), pois o fogo nunca poderia se apagar, tinha de estar, sem cessar, ardendo no altar. A lenha fala-nos do combustível do fogo, daquilo que faz com que se mantenha a temperatura e o fervor espiritual. O crente não pode viver de porções passadas que serviram para a estruturação da sua fé, da sua comunhão com Deus. Tudo aquilo que serve de alimento espiritual deve ser cultivado e mantido em porções diárias, sempre renovadas a cada instante, para que o fogo continue ardendo continuadamente em nossas vidas. Glória a Deus!!


(Texto adaptado do Pr. Antônio Gilberto – CPAD)

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Á LUZ DA BÍBLIA, A ELEIÇÃO É CONDICIONAL E A EXPIAÇÃO É UNIVERSAL QUALIFICADA

Por Silas Daniel

De vez em quando alguns cristãos se deparam com antigos questionamentos teológicos que os levam a debater-se interiormente. Alguns dizem respeito ao livre-arbítrio, à Predestinação, à Eleição e à Expiação. Portanto, vejamos uma exposição sintética sobre esses temas à luz das Escrituras.

Em primeiro lugar, é importante dizer que, à luz da Bíblia, o homem não regenerado é escravo do pecado e incapaz de servir a Deus com suas próprias forças (Rm 3.10-12), mas, por ainda ter em si resquícios da imagem de Deus, ele tem capacidade (livre-arbítrio) de, mesmo no estado caído, corresponder com arrependimento e fé quando Deus o atrai a si. A iniciativa é sempre de Deus, já que o homem, em seu estado caído, não pode e não quer tomar a iniciativa.  Ele precisa primeiro ser convencido para depois ser convertido, e quem convence o homem é o Espírito Santo (Jo 16.8-11). É Deus, portanto, quem desperta o interesse de salvação no homem (Jo 6.44 e At 16.14). Tal desejo, porém, depois de despertado, pode ser resistido (Hb 3.7-19; 10.23-29; 10.39 e 12.25; At 7.51 e 13.46; Mt 23.37; 2 Pd 2.1,2,20,21; 2 Cr 15.2; 1 Tm 4.1; 2 Tm 2.12 e Tg 4.8). Se o homem aceita a oferta de Salvação, ele é salvo por Deus e o Espírito opera a regeneração.

Assim como a iniciativa para a salvação é sempre de Deus (Ef 2.4-9), a regeneração é operada tão somente por Deus. Não é pelas próprias forças do homem que ocorre a regeneração, mas pelo poder do Espírito (Tt 3.3-7). Ou seja, o livre-arbítrio é claro (Dt 30.19; Js 24.15; 1 Rs 18.21; Is 1.19,20; Sl 119.30; At 10.43; Jo 1.12 e 6.51), mas não é ele que salva o homem. É Deus quem opera a Salvação no homem e o transformar pelo poder do Espírito Santo quando ele aceita a Salvação. E mesmo no livre-arbítrio há a soberania divina, pois foi Deus quem deu essa capacidade de escolher ao homem, capacidade esta que é resquício da imagem divina nele. Deus, em sua soberania, criou homens livres.

Em segundo lugar, à luz da Bíblia, a Eleição é condicional. A Eleição divina não é escolha arbitrária de Deus, mas frut. De sua presciência (Rm 8.29,30).

Deus quer que todos se salvem (At 10.34 e 17.30-31; 1 Tm 2.4; 2 Pd 3.9 e Rm 11.32), mas os eleitos de Deus são aqueles que o aceitam (Jo 7.37-38 e Ap 22.17), cuja decisão já era conhecida por Deus por ser Ele onisciente e presciente, isto é, sabe de todas as coisas antes de todas as coisas acontecerem.

A Bíblia sempre fala de predestinação à vida eterna em Cristo. Efésios mostra isso. Aliás, os termos “em Cristo Jesus”, “no Senhor” e “Nele” ocorrem 160 vezes nos escritos de Paulo, sendo que 36 vezes só em Efésios, onde está o recorde. Ou seja, se queremos entender bem Efésios, devemos começar a atentar para a palavra chave da epístola: “em Cristo”. Ora, mais de uma vez é dito em Efésios 1 que a predestinação ocorre em Cristo. Ou seja, a predestinação e a eleição não são para estar em Cristo.

Clarificando: para aqueles que estão em Cristo está destinado desde a fundação do mundo a Salvação; a quem não estiver Nele, a perdição. Enquanto você estiver Nele, seu destino é o Céu. Enquanto não estiver Nele, o Inferno. O critério é estar Nele. Como afirma Paulo, Deus nos elegeu “para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1.4), mas Cristo só vai “vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do Evangelho” (Cl 1.22,23). Está claro: a eleição é condicional. E qual a condição? Estar em Cristo: “... nos elegeu nele...” (Ef 1.4).

Finalmente, à luz da Bíblia, a Expiação de Cristo é universal qualificada. Como assim?

Cristo morreu por todos (Jo 3.16; 6.51; 2 Co 5.14; Hb 2.9 e 1 Jo 2.2), mas sua obra salvífica só é elevada a efeito naqueles que se arrependem e crêem (Mc 16.15,16 e Jo 1.12). Ela é suficiente mas só se torna eficiente na vida daqueles que sinceramente se arrependem do seus pecados e aceitam a Cristo como único e suficiente Salvador e Senhor de suas vidas. A Expiação de Cristo foi feita para toda humanidade, mas só os que a aceitam usufruem de sua eficácia.

Conquanto existam passagens que afirmam que Cristo morreu pelas ovelhas (Jo 10.11,15), pela Igreja (At 20.28 e Ef 5.25) ou por “muitos” (Mc 10.45), o que sugeriria que a Expiação é Limitada, a Bíblia afirma claramente em muitas outras passagens que a Expiação é universal em seu alcance (Jo 1.29; Hb 2.9 e 1 Jo 4.14), o que deixa claro que as passagens que dão uma idéia de ela ter sido limitada nada mais são do que referências à eficácia da Expiação e não ao seu alcance.  Quando a Bíblia associa naturalmente e enfaticamente os que crêem em Cristo à obra expiadora, está apenas frisando a eficácia da Expiação e não seu alcance (Jo 17.9;Gl 1.4; 3.13; 2 Tm 1.9; Tt 2.3 e 1 Pe 2.24).

Porém, ainda há quem argumente que se a Expiação é universal, mas só crida e aceita por alguns e não por todos, isso significa que ele teria sua eficácia comprometida. Claro que não! O fato de muitos usufruírem dela já demonstra sua eficácia. Ela só não seria eficaz se ninguém se salvasse.
A salvação de todos não é a condição sine qua non para a eficácia da Expiação, mas o é, tão somente, a consecução da Salvação. Se muitos são os salvos por essa Expiação, esta já é eficiente. Não houve “desperdício” pelo fato de seu alcance ser universal, mas nem todos serem salvos. Além disso, se crermos que a Expiação de Cristo é limitada, o que seria um sacrifício que proporcionasse uma Expiação Ilimitada? Jesus sofreria um pouco mais na cruz?

Outro fato: uma Expiação Limitada é uma contradição ao ensino bíblico de que Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10.17 e At 10.34). Deus é soberano, mas isso não significa que Ele fará alguma coisa que contradiga o seu caráter santo e amoroso. Lembremos ainda que uma hermenêutica prudente interpreta uma passagem ou passagens observando o contexto geral sobre o assunto na Bíblia. A Bíblia se explica por meio dele mesma. Portanto, se ela afirma que Deus é santo, justo e amor, e não faz acepção de pessoas ; e que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.3,4); e que a Expiação foi por “todos” (1 Tm 2.6 e Hb 2.9); logo, as passagens em que há alusão a “muitos” devem ser interpretadas à luz dessas outras. E quando o fazemos, percebemos que as passagens que aludem a “muitos” não se referem ao alcance da Expiação, que é universal, mas à eficácia dela para os “muitos” que a receberam por fé.

Além disso, como frisa o teólogo norte-americano Daniel Pecota, não se pode simplesmente desconsiderar o significado óbvio de alguns textos sem ir além da credibilidade exegética. Quando a Bíblia diz que: “Deus amou o mundo” (Jo 3.16)ou que Cristo é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29) ou que Ele é o “Salvador do mundo” (1 Jo 4.14), significa isso mesmo. Em texto algum do Novo Testamento, “mundo” se refere à Igreja ou aos eleitos. Escreve o apóstolo João, referindo-se a Cristo e à Expiação: “E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos pecados, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2.2).

Silas Daniel é pastor, jornalista, comentarista das revistas Adolescentes e Juvenis de Escola Dominical da CPAD e autor do livro A Sedução das Novas Teologias (CPAD). 

Jornal Mensageiro da Paz de Maio de 2008. Pág. 25.
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MENNO SIMONS

MENNO SIMONS




Menno Simons (Witmarsum, 1496 — 23 ou 31 de Janeiro de 1561 em Wüstenfelde em Bad Oldesloe) foi um teólogo originário da Frísia ordenado padre católico em março de 1524. É considerado um dos reformadores radicais ligado aos anabatistas. Simons era um padre católico holandês que se converteu ao Anabatismo em 1536. Sua influência sobre o grupo anabatista foi tão forte que o grupo anabatista no norte da Europa foi chamado de menonita.

MENNO SIMONS E O DETERMINISMO

As declarações a seguir foram proferidas por Menno Simons, um dos maiores líderes do movimento Anabatista ligado à Reforma Radical.

1 – Zwinglio ensinou que a vontade de Deus movia o ladrão a roubar e ao criminoso a matar, e que seu castigo seria também executado pela vontade de Deus, coisa que, no meu conceito é uma abominação superior a todas as abominações.

2 – O que eu devo dizer, amado Senhor?
Deverei dizer que Tu tens ordenado ao perverso delinquir como alguns tem dito?
Longe esteja de mim tal coisa.
Eu sei, oh Senhor, que Tu és bom e nada de mal pode achar-se em Ti [Sl 5:4].
Nós somos a obra da Tua mão, criados em Cristo Jesus para boas obras e para que andemos nelas [Ef 2:10].

Deixou a vida e a morte para a nossa escolha [Dt 30:19].
Tu não quer a morte do pecador, mas que se arrependa e viva [Ez 18:23; 33:11].
Tu és a luz eterna e portanto odeia toda a treva.

Tu não quer que ninguém pereça, mas que todos se arrependam, venham ao conhecimento da Tua verdade e sejam salvos [1° Tm 2:1-7].

Oh querido Senhor, blasfemaram tão gravemente do Teu grande e inefável amor, da Tua misericórdia e majestade, que fizeram de Ti, o Deus de toda graça e Criador de todas as coisas, um verdadeiro demônio, afirmando que Tu é a causa de todo mal, TU, que é chamado de o Pai das luzes [Tg 1:17].

Evidentemente nada mal pode ser proveniente do bom, nem luz das trevas, nem vida da morte [Tg 3:12]; no entanto, seus teimosos corações e mentes carnais são atribuídos a Tua vontade, de modo que podem continuar no caminho largo e ter uma desculpa para os seus pecados!


Fonte: Menno Simons – sua vida e escritos, p. 94

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COMO PROVAR OS ESPÍRITOS

por A.W.Tozer



"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus,..." 1 João 4:1

Estes são os tempos que provam a alma dos homens. O Espírito afirmou expressamente que nos últimos dias alguns se desviariam da fé, atendendo a espíritos sedutores e doutrinas de demônios; falando mentiras com hipocrisia; tendo a consciência cauterizada a ferro quente.

Esses dias estão sobre nós e não podemos fugir deles; devemos triunfar em meio aos homens, pois essa é a vontade de Deus para nós. Por estranho que pareça, o perigo é maior hoje para os cristãos fervorosos do que para os mornos e os complacentes. Aquele que busca as melhores coisas de Deus está sempre disposto a ouvir quem quer que ofereça um caminho pelo qual possa alcançá-las.

Ele aspira por uma nova experiência, uma visão elevada da verdade, uma operação do Espírito que o faça transcender o nível apático da mediocridade religiosa que o circunda, e por esta razão está pronto a dar atenção a tudo que é novo e maravilhoso em matéria de religião, especialmente se for apresentado por alguém cuja personalidade seja atraente e que possua fama de grande santidade.

O Senhor Jesus, esse grande Pastor das ovelhas, não deixou seu rebanho à mercê dos lobos. Ele nos deu as Escrituras, o Espírito Santo e um poder natural de observação, e espera que façamos uso constante deles. “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”, disse Paulo (1 Ts 5:21). “Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora” (1 Jo 4:1). “Acautelai-vos dos falsos profetas”, advertiu o Senhor, “que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7:15).

A seguir acrescentou as palavras pelas quais eles podem ser testados: “Pelos seus frutos os conhecereis”. Fica claro então que não só surgirão falsos espíritos, pondo em risco nossa vida cristã, como também eles podem ser identificados e conhecidos pelo que são. Como é natural, uma vez que saibamos a sua identidade e conheçamos as suas artimanhas, o poder de nos prejudicar fica anulado. “Pois debalde se estende a rede à vista de qualquer ave” (Pv 1:17).

Minha intenção é estabelecer um método pelo qual possamos provar os espíritos e todas as coisas religiosas e morais que se nos apresentem ou nos sejam oferecidas por alguém. Ao tratar desses assuntos, devemos ter em mente que nem todas as fantasias religiosas são obra de Satanás. A mente humana é capaz de muitos atos nocivos sem qualquer ajuda do diabo. Alguns têm positivamente a especialidade de confundir-se e irão tomar a ilusão por realidade em plena luz, com a Bíblia aberta diante deles.

Pedro pensava nisso quando escreveu: “O nosso amado irmão Paulo já falou com grande sabedoria acerca destas mesmas coisas em muitas das suas cartas. Algumas explicações dele não são fáceis de entender, e há pessoas intencionalmente ignorantes que sempre estão pretendendo alguma interpretação fora do comum; eles torceram as cartas dele de todos os lados, para significarem uma coisa completamente diferente daquilo que ele queria dizer, tal como fazem com as outras partes das Escrituras, mas o resultado é a ruína deles” (2 Pe 3:15-16).

Acho pouco provável que os confirmados apóstolos da confusão venham a ler o que está escrito aqui ou que tirassem grande proveito caso o fizessem; mas existem muitos cristãos sensatos que foram desviados, mas mostraram suficiente humildade para admitir seus erros e estão agora prontos a voltar para o Pastor e Bispo de suas almas. Esses podem ser resgatados dos caminhos falsos.

Mais importante ainda, existem sem dúvida inúmeras pessoas que não deixaram o caminho verdadeiro mas querem uma regra mediante a qual possam provar tudo e provar a qualidade do ensino e experiência cristãs quando entram em contato com elas, dia após dia, em sua vida ocupada. Para indivíduos assim vou contar um pequeno segredo que venho usando há muitos anos para testar minhas próprias experiências espirituais e impulsos religiosos.



Em resumo, o teste é este: Essa nova doutrina, esse novo hábito religioso, essa nova visão da verdade ou experiência espiritual — de que forma afetou minha atitude com relação a Deus e minha comunhão com Ele, com Cristo, com o Espírito Santo, comigo mesmo, com outros cristãos, com o mundo e o pecado?

Com este teste, composto de sete elementos, podemos testar tudo quanto pertence à religião e saber, sem sombra de dúvida, se vem ou não de Deus. Pelo fruto se conhece a árvore. Temos então apenas de perguntar a respeito de qualquer doutrina ou experiência: O que isto está fazendo para mim? E saberemos imediatamente se vem do alto ou das profundezas da terra.


Fonte: Extraído do livro Como provar os Espíritos (How to Try the Spirits) - Série Verdades que Transformam – A. W. Tozer - editora dos clássicos
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POR QUE CARISMÁTICOS E CALVINISTAS PRECISAM UNS DOS OUTROS?



Advogados presbiterianos de cabelos grisalhos e terno não costumam reunir fã clubes de adolescentes, mas o sr. Z reunia. Toda semana, dezenas de nós nos reuníamos em sua casa.  Ele nos alimentava, deixava que acabássemos com sua casa, nos deixava assistir filmes e jogar basquete. Cada encontro terminava em um estudo bíblico. Conheci o sr. Z no ensino médio porque fui convidado para um estudo bíblico em sua casa e continuei voltando durante um ano. Esse mentor incomum nos ensinou Efésios. Ele explicou este belo livro para nós verso por verso. Seu amor pela Bíblia era contagiante e eu fui contagiado. Não soube até pouco depois, mas eu havia abraçado completamente as doutrinas da graça – doutrinas essas que me são caras hoje.

Conforme amadurecia, eu sempre retornava a Efésios. Como uma daquelas trilhas batidas que são amadas por caminhantes, Efésios se tornou minha trilha favorita para caminhar quando eu desejava encontrar a soberana majestade de Deus. Mas algo no livro se destacou para mim que eu nunca alcancei – algo pelo que Paulo orou. Ele orou para que os efésios pudessem conhecer a “imensurável grandeza do seu poder para conosco os que creem” (1.19). Não importa quanto eu estudasse, nunca tive poder como resultado. Não este tipo de poder. Não até eu conhecer o pastor J.

O pastor J era, de muitas maneiras, como o sr. Z. Ambos eram homens mais velhos, sábios, piedosos, tinham um profundo amor pela Escritura e uma mente aguçada. O pastor J, porém, tinha um conjunto diferente de dons. O pastor J orava pelas pessoas e as coisas para as quais ele orava realmente aconteciam. O pastor J conversava com as pessoas e dizia coisas a respeito delas que ninguém mais sabia. À medida que conhecia o pastor J, entendia que essas coisas eram dons espirituais. Mais uma vez, minha vida mudou e abracei um Deus que opera milagres.

Estes dois homens – um profundamente reformado, outro poderosamente carismático – personificam duas palavras que me descrevem. Sou um reformado carismático. Com um pé, estou firmemente plantado no mundo reformado histórico. Como graduado do Reformed Theological Seminary, sentei-me aos pés de professores renomados, como John Frame. No entanto, meu outro pé está plantado em outro lugar, ou seja, no mundo do moderno e global movimento carismático. Admiro o zelo missionário do sul e leste global juntamente com o poder espiritual e a fé miraculosa que eles incorporam. Sim, este é um lugar estranho na igreja mundial a ser ocupado.

Após nos formarmos na faculdade e nos casarmos, minha esposa e eu nos mudamos para Edimburgo, na Escócia, para fazermos parte de uma equipe de plantação de igrejas. Trabalhamos por cinco anos ao lado de algumas pessoas incríveis e naquela época passei a me tornar extremamente grato ao sr. Z e ao pastor J. Eu orava pelas pessoas e milagres aconteciam. O Espírito movia-se por meio de minhas palavras e pessoas vinham à fé. Ensinei o evangelho, adornado com todas as doutrinas da graça, e observei meus alunos apreciarem estas doutrinas da mesma maneira que eu quando me foram apresentadas, anos antes, na casa do sr. Z. Foi emocionante e esclarecedor. Então me mudei para Boston para plantar outra igreja. Novamente, a mescla do poder das doutrinas da graça e dos dons da graça produziu os frutos da graça que finalmente me convenceram que estes mundos, reformado e carismático, precisam um do outro.

Carismáticos precisam de mestres ao seu redor

Na história da igreja, coisas ruins aconteceram quando aqueles com dons de ensino foram separados relacional e estruturalmente daqueles com dons “miraculosos”. (Meu objetivo aqui, a propósito, não é convencer ninguém da continuidade de tais dons. Outros têm feito isto). Esta separação nunca foi mais aparente do que no presente. É motivo de preocupação quando pentecostais/carismáticos reúnem-se em suas conferências, leem seus livros, permanecem em suas igrejas e nunca saem de seus guetos. É em tal tribalismo que alguns dos mais graves erros surgem e são nutridos. O evangelho da prosperidade tem sido o exemplo mais óbvio. Eu ouvia por inúmeras vezes meus irmãos pentecostais/carismáticos e pensava: “Se eles apenas olhassem mais de perto para as Escrituras, poderiam ter evitado este problema”. Como um de meus mentores colocou: “Carismáticos amam o fogo do poder de Deus, mas, às vezes, queimamos as coisas com ele”.

Como tem sido frequentemente observado, a experiência carismática pode levar cristãos honestos e bem-intencionados a se desviarem para um erro terrível. A ideia absurda de que Deus deseja sempre te abençoar e te fazer grande, que surge de algumas vozes mais influentes, destrói nossa habilidade de sofrermos adequadamente. O movimento da Confissão Positiva é, por vezes, indiscernível das simpatias populares. Mas é aí que o profundo amor reformado pela Bíblia pode vir a ajudar. Isto é, se nós ajudássemos.

Calvinistas também precisam dos carismáticos

Da mesma maneira que é preocupante quando carismáticos permanecem em seus guetos, o mesmo se aplica a nós, calvinistas. Sou muito grato pela recente explosão de interesse na teologia reformada. Eu era reformado antes mesmo de isso se tornar algo descolado o suficiente para vir acompanhado de tatuagens, camisas xadrez e barbas. Contudo, é bom fazer parte da multidão, eu acho. Mas, não vamos nos enganar – o movimento reformado é pálido em tamanho em comparação ao moderno movimento pentecostal/carismático (de agora adiante tratado por MMPC). O MMPC é o movimento religioso de mais rápido crescimento na história da raça humana. Em 1900, havia um número inexpressivo desses cristãos em termos estatísticos. Atualmente, o número se situa em torno de 700 milhões (veja o recente trabalho acadêmico de Allan Anderson intitulado de “Global Pentecostalism”, apresentado na Wheaton Theology Conference em 3 de Abril de 2015), ou de 1 em cada 3 crentes. Apenas para colocar em perspectiva, isto é mais do que o número total de budistas (Cerca de 500 milhões), judeus (Cerca de 14 milhões) e todas as religiões populares (Cerca de 400 milhões) no mundo. O MMPC não está diminuindo, muito pelo contrário.

E eles não estão crescendo porque são todos hereges (muitos são, com certeza, mas nem todos). Eles estão crescendo porque estão fazendo discípulos. Por mais que nós, calvinistas, falemos, pensemos e ensinemos bem a respeito do assunto, os carismáticos parecem estar fazendo mais dessas coisas. Para usar a metáfora do mentor novamente, nós, calvinistas, construímos uma bela lareira, mas, às vezes, lutamos para manter o fogo aceso. Podemos aprender com nossos irmãos carismáticos, se conhecêssemos algum.

Amar significa ouvir, aprender e dar exemplo

Quando estou com meus amigos do MMPC, frequentemente ouço sobre o bicho-papão da obsessão doutrinária calvinista que odeia pessoas perdidas. E quando estou com meus amigos reformados, muitas vezes usa-se o argumento do espantalho da cerimônia pagã dos manipuladores de cobras, glossolalias e do oportunista Pentecostal. Esta zombaria me entristece e penso que também entristece a Deus.

Se vamos levar Jesus a sério sobre a declaração “eles saberão que sois meus discípulos pelo seu amor mútuo”, então nós, calvinistas, devemos ouvir nossos irmãos do MMPC. Não estou sugerindo Benny Hinn como palestrante em uma conferência. Estou simplesmente sugerindo que ouçamos o que nossos amigos ortodoxos do MMPC estão dizendo e não rebatamos o que eles não estão dizendo. O amor nos leva a ouvir nosso irmão, mesmo que discordemos dele. Temos que ir além de blogs, debates inflamados de Facebook e comentários impertinentes nas mídias sociais. Deus aceitou a tarefa de se relacionar com pessoas com as quais Ele discordou profundamente. Podemos considerar fazer o mesmo.

Pastor calvinista, leve seu compadre carismático para almoçar. Estabeleça uma amizade improvável. Eu reconheço que muitos leitores do TGC (The Gospel Coalition) não são continuístas. E está tudo bem. Mas, se você tem alguma abertura para o exercício destes dons hoje, eu o encorajaria a obtê-los. Ministro pentecostal, ligue para seu amigo presbiteriano e vão jogar uma partida de golfe. Pode ser estranho, mas, quando estiverem mais ou menos no 9º buraco, a atividade provavelmente ficará ótima.

Amar também significa que nos comprometemos a aprender uns com os outros. Você pode imaginar o bem exponencial que ocorreria se carismáticos aprendessem exegese tal como Don Carson? Que frutos do reino nasceriam se calvinistas aprendessem a exercitar a fé missional como a dos nossos companheiros do MMPC? Às vezes sonho sobre o que poderia acontecer se a paixão dos pentecostais pelo poder de Deus e a paixão dos calvinistas pela Palavra de Deus pudessem ser combinadas para cumprir a obra de Deus. O mundo veria a glória de Deus.

Este propósito significa que precisaremos dar exemplo. A história da Igreja Ocidental, especialmente desde a Reforma, é tão potencialmente marcada com dissoluções, cisões e divisões violentas por causa de diferenças doutrinárias de segunda e terceira ordem que não é de se admirar que nossa cultura pense que cristãos são facciosos. Nós, que estimamos as doutrinas da graça, devemos dar exemplo na prática da graça àqueles de quem discordamos. E podemos fazer isto porque o evangelho nos mostra que é precisamente esta a maneira que Cristo lidou conosco. Podemos fazer isto porque o Espírito está disponível para permitir tal graça em nós. Podemos fazer isto porque Deus sabe que cumprir a missão significa que devemos trabalhar juntos.

Carismáticos e calvinistas precisam uns dos outros. Não temos que concordar em sermos agradáveis. Não temos que comprometer nossas consciências para efetuar a mudança. Não temos que sacrificar a fidelidade bíblica por poder espiritual. Podemos ter ambos, mas, para obter ambos, provavelmente precisaremos conviver uns com os outros.

O sr. Z e o pastor J nunca se encontraram, mas eles poderiam se tornar bons amigos.

Talvez eu providencie o encontro.

Traduzido por Tiago Alexandre da Silva e revisado por Jonathan Silveira.


Texto original: WhyCharismatics and Calvinists need each other. The Gospel Coalition.
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