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AQUELE LIVRO ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO – A BÍBLIA


MARAVILHOSOS FATOS CIENTÍFICOS E PROFECIAS NA BÍBLIA

O Presidente Ronald Reagan chamou a atenção para aquele Livro maravilhoso, dizendo: “Na verdade, é um fato indisputável que todas as complexas e horrendas questões que nos confrontam, tanto no nosso lar como ao redor de todo o mundo, têm suas respostas naquele LIVRO SINGULAR”.

Napoleão disse a respeito daquele Livro maravilhoso “... ele não é um mero livro, mas é, sim, UMA CRIATURA VIVENTE, que conquista todos que lhe ficam face a face”.

A revista Newsweek (27.Dez.1982), na sua capa, escreveu a respeito daquele Livro maravilhoso “Como um livro nos une, nos divide e até MESMO NOS DEFINE!”.

AQUELE LIVRO ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO É A BÍBLIA!

E se você pensa que a Bíblia é como qualquer outro livro que jamais foi escrito – continue lendo. Quando terminar este folheto... VOCÊ RECONHECERÁ QUE AQUELE LIVRO É ATORDOANTEMENTE MARAVILHOSO!

”Mas a Bíblia foi escrita milhares de anos atrás. E nós estamos no início do século 21! Temos visto o homem ir à lua. Temos visto a humanidade dar grandes passos na conquista dos mistérios mais escondidos do universo. A Bíblia foi escrita milhares de anos atrás por homens com um conhecimento muito mais limitado que o nosso.
Com seus limitados conhecimentos, como poderiam eles ter sabido de certas coisas?”

ESTOU ALEGRE QUE VOCÊ PERGUNTOU...

Lucas 17:30-34 "Assim será NO DIA em que o Filho do homem se há de manifestar... NAQUELE DIA... vos digo, NAQUELA NOITE..." Ninguém nos dias de Lucas pensou que poderia existir dia e noite ao mesmo tempo! Eles pensavam que a terra era plana! Lucas foi escrito em torno do ano 65 d.C. Como sabia Lucas de algo que os cientistas não souberam até o século 16?

Isaías 40:22 "Ele é o que está assentado sobre o CÍRCULO DA TERRA”. Como, no ano 700 a.C., sabia Isaías que a terra era redonda? Os cientistas dos dias de Isaías pensavam que a terra era plana. Não descobriram que a terra era redonda até o princípio dos anos 1500, quando Magalhães navegou ao redor do mundo. Como é que Isaías sabia de algo mais de 2000 anos antes da ciência?

Jó 26:7 "... e suspende a terra sobre O NADA”. Durante o tempo de Jó, era crido que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre os seus ombros! Ninguém acreditava que a terra “pairava suspensa sobre o NADA!” Jó é o mais antigo livro na Bíblia! Foi escrito há mais de 3500 anos atrás! Como é que Jó soube de algo que era IMPOSSÍVEL saber durante os seus dias?

Gênesis 2:7 "E formou o SENHOR Deus o homem do PÓ DA TERRA, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. Seguramente, você não toma Gênesis seriamente. Toma? Em novembro de 1982, Seleções do Reader's Digest incluiu um artigo com o título “Como a Vida na Terra Começou”. Este artigo declarou que, de acordo com cientistas no Centro de Pesquisa da NASA em Ames, os ingredientes necessários para formar um ser humano podem ser encontrados NO BARRO. O artigo disse, ainda, “O cenário descrito pela Bíblia quanto à criação da vida vem a ser NÃO MUITO DISTANTE DO ALVO”. (Seleções do Reader’s Digest, novembro de 1982, p. 116). Não, a Bíblia “não passou não muito distante do alvo” – ela atingiu exatamente o alvo! Os cientistas têm rido da possibilidade de Gênesis ter qualquer credibilidade científica, todavia – quanto mais aprendemos, mais descobrimos que a Bíblia é CIENTIFICAMENTE EXATA!

Salmo 8:8 "... tudo o que passa pelas VEREDAS DOS MARES”. Depois de ler Salmo 8:8, Matthew Maury, um oficial da Marinha dos Estados Unidos da América, lançou-se ao empreendimento de localizar estes curiosos “caminhos nos mares”. Descobriu que os oceanos têm caminhos que fluem através deles. Maury se tornou conhecido como o “descobridor das correntes marítimas”. Como é que Davi (o escritor do Salmo 8) soube, há mais de 2000 anos atrás, que havia “caminhos nos mares”? Davi, provavelmente, nunca sequer viu um oceano! COMO É QUE ELE SOUBE?

Eclesiastes 1:7 "Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." Como é que o escritor de Eclesiastes sabia do ciclo de condensação e evaporação da água? O sol evapora a água do oceano, o vapor da água sobe e se transforma em nuvens, a água nas nuvens cai de volta para a terra como chuva, se ajunta formando rios, e estes correm de volta ao oceano. Isto não foi conhecido até ser descoberto por Galileu, em 1630! Como é que o escritor de Eclesiastes soube disto no ano 1000 a.C., 2500 ANOS ANTES QUE A CIÊNCIA?!

Levítico 15:13 "Quando, pois, o que tem o fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contar-se-ão sete dias para a sua purificação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua carne em ÁGUAS CORRENTES; e será limpo”. Deus disse para lavar a carne infectada em ÁGUA CORRENTE. A ciência não descobriu aquilo até surgirem dois homens chamados Pasteur e Koch, nos anos finais dos anos 1800. Todos os médicos de um hospital lavavam suas mãos em uma mesma bacia de água, dia após dia, e disseminavam os germes com a velocidade, facilidade e mortandade com que fogo se espalha num capinzal seco. Não foi até a invenção do microscópio e o surgimento da ciência da bacteriologia que os médicos começaram a lavar as mãos sob ÁGUA CORRENTE. Levítico foi escrito em torno de 1490 a.C. A CIÊNCIA FICOU CERCA DE 3000 ANOS ATRASADA! Não é embaraçoso quanto a ciência sempre se atrasa cerca de 2000 anos atrás daquele Livro tão maravilhoso?!

Jó 38:19 "Onde está O CAMINHO onde mora a luz? E, quanto às trevas, onde está o seu lugar”. Como é que Jó não disse onde É O LUGAR aonde a luz mora? Porque a luz está sempre se movendo. Como é que Jó soube de algo no ano 1500 a.C. que a ciência não descobriu até Einstein? Como podem os homens que escreveram aquele Livro maravilhoso, com o limitado conhecimento científico da época deles,... SEREM TÃO À FRENTE DA CIÊNCIA?

Eclesiastes 1:6 "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta FAZENDO OS SEUS CIRCUITOS”. Como é que o escritor de Eclesiastes soube que o vento viaja formando circuitos? Como é que o escritor soube de algo que os aerologistas e os meteorologistas descobriram há tão pouco tempo? PENSE A RESPEITO DISSO! Como podem estes homens, com o limitado conhecimento científico da época deles, milhares de anos atrás, estar tão adiantados com relação à ciência?

Provérbios 6:6-8 "Vai ter com a formiga... na sega ajunta o seu mantimento..."  Life’s Nature Library, em “Os Insetos” (p. 163), comentando sobre Provérbios 6, diz "Um dos enigmas entomológicos do último século diz respeito a esta observação por Salomão. Não havia nenhuma evidência de que formigas, realmente, faziam colheitas de grãos. Em 1871, entretanto, um naturalista britânico mostrou que Salomão, afinal de contas, tinha estado certo..." Como Salomão soube aquilo no ano 1000 a.C.? Como Salomão, claramente, detalhou um FATO científico que era IMPOSSÍVEL que ele o soubesse no ano 1000 a.C.?

Provérbios 17:22 "O coração alegre é como o BOM REMÉDIO..." Um artigo no The Birmingham News, intitulado “Rir: Receita para Saúde”, disse que as mais RECENTES evidências médicas revelam que “A algum ponto durante o riso, seu corpo recebe UM MEDICAMENTO PRESCRITO, vindo da farmácia que está no seu cérebro”. Como é que o escritor de Provérbios soube daquilo – 3000 ANOS ANTES DA CIÊNCIA MÉDICA?

Levítico 17:11 "Porque a vida da carne está no sangue..." Esta é a mais acurada declaração científica, jamais feita, a respeito do sangue!

É o sangue que dá continuidade a todos os processos da vida, no corpo.

É o sangue que causa o crescimento, constrói novas células, faz crescer o osso e a carne, armazena gordura, faz cabelo e unhas.

É o sangue que alimenta e sustenta todos os órgãos do corpo. Se o suprimento de sangue for cortado de um braço, este imediatamente começará a morrer e apodrecer.

É o sangue que repara o corpo. Que cicatriza as feridas, que faz crescer nova carne, nova pele e mesmo novos nervos.

É o sangue que combate às doenças. Quando uma vacina contra uma doença lhe é dada, aplica-se uma injeção na sua corrente sanguínea.

Por milhares de anos, os médicos tratavam as pessoas com uma prática chamada de “sangria”. Pensavam que doenças poderiam ser curadas através da extração de sangue. Em 1799, menos de 200 anos atrás, George Washington foi, literalmente, sangrado até à morte. Os médicos sangraram o pobre George quatro vezes, da última vez tiraram mais de um litro de seu sangue! Eles não sabiam, mas estavam, literalmente, retirando a vida de George quando estavam extraindo o seu sangue. Não foi senão no início dos anos 1900 que um homem chamado Dr. Lister descobriu que o sangue provê o sistema imunológico aos corpos – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE!

The Birmingham Post Herald, de 26 de fevereiro de 1988, contou a história de Mike Thomas. Ele estava trabalhando em um canteiro de construção civil, quando caiu de uma altura de 21 m. Enquanto caía, um cabo de aço se enrolou ao redor do seu braço e cortou-lhe fora a mão, poucas polegadas acima do pulso. Um colega de trabalho carregou para o hospital a mão que tinha sido separada do corpo. Por causa dos sérios ferimentos internos de Thomas, os médicos não puderam re-implantar sua mão naquele tempo. Ao invés disso, ligaram sua mão a vasos sanguíneos da parede do seu abdômen, para que pudessem “conservá-la viva”. Dois meses depois, os médicos removeram a mão do abdômen e a recolocaram de volta no braço de Thomas. De acordo com o relatório, UAB foi a primeira entidade médica da nação a realizar tal façanha! Exatamente, o que a Bíblia disse em 1490 a.C.! Continue alimentando aquela mão com sangue e ela continuará viva – A VIDA DA CARNE ESTÁ NO SANGUE!

Você não acha isto estranho? Aquilo que Moisés escreveu no ano 1490 a.C., somente agora foi descoberto pelas mais brilhantes mentes que o homem pode produzir!  Como pode aquele Livro maravilhoso, escrito milhares de anos atrás e por homens com conhecimento científico muito limitado, estar tão à frente do melhor que a humanidade pode produzir em 6000 anos?

Para compreender quão maravilhoso aquele Livro é, compare o que os cientistas ensinavam quando ele foi escrito. Eles criam que os raios fossem projéteis lançados pelos deuses. O Vedas (livro sagrado hindu) ensinava que, para conseguir chuva, bastava se amarrar à uma árvore um sapo de boca aberta e repetir algumas palavras mágicas - e presto - chuva! Os egípcios acreditavam que estrelas eram as almas dos mortos que agora tinham se transformado em deuses. Os gregos acreditavam que um deus chamado Atlas sustentava a terra sobre seus ombros. Alguns ensinavam que a terra repousava sobre as costas de vários elefantes grandes (muito grandes!). E os elefantes estavam apoiados sobre as costas de uma tartaruga grande (muito, muito grande!) E a tartaruga? Estava apoiada sobre uma cobra grande (muito, muito, muito grande!) E a cobra? Bem, você já tem a ideia.

Mas aquele Livro maravilhoso não contém nada tão tolo! Apesar do que era ensinado e crido [pelos cientistas] durante os dias dos escritores! Aquele Livro maravilhoso diz: “E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios...” (Ato 7:22), todavia “a mitologia e as superstições” do Egito de modo algum estão em nenhum dos livros escritos por Moisés! De fato, depois de 6000 anos de “descobertas e avanços” – aquele Livro maravilhoso pode se erguer ao lado dos mais avançados livros disponíveis na medicina, na ciência e na história!

Um assunto que separa aquele Livro maravilhoso de qualquer outro livro é profecia. Nenhum outro livro prevê o futuro como este faz. Suas profecias são absolutamente precisas. Muitas vezes elas foram dadas centenas e até mesmo milhares de anos antes dos acontecimentos. E, sem exceção, ... Elas foram cumpridas – até seus menores detalhes!

Uma profecia em Eze 26:1-6 diz "... veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: ... Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações ... Elas destruirão os muros de Tiro, e derrubarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada. 5 No meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes; porque eu o falei, diz o Senhor DEUS ..." Três anos depois, Nabucodonozor da Babilônia cercou Tiro. Mas, antes que ele chegasse, o povo de Tiro escapou para uma ilha, distante da praia cerca de oitocentos metros. Depois de treze anos de cerco, os babilônios "destruíram os muros de Tiro" e "derrubaram as suas torres", destruindo a cidade que ficava no continente. Por aquele tempo, as pessoas que tinham escapado tinham reconstruído a cidade de Tiro sobre a ilha. E porque Nabucodonozor não tinha marinha, a cidade na ilha permaneceu intocada. Muito embora Nabucodonozor tenha destruído a cidade, ele não cumpriu totalmente a profecia de Ezequiel. Mas, 250 anos depois, os soldados de Alexandre, o Grande, tomaram o monturo (que a destruição por Nabucodonozor tinha deixado), "varreram o seu pó" (a madeira, a rocha e o restolho da antiga cidade de Tiro, destruída), e construíram uma estrada feita de aterro, alta como "o topo de uma rocha". Eles marcharam sobre a estrada de aterro de entulho, para chegar até a ilha, e a destruíram. Hoje, se você viajar até o local da antiga Tiro –verá pescadores "espalhando as suas redes" para secá-las, sobre o local onde a grandiosa Tiro tinha existido! Exatamente, como Ezequiel tinha profetizado em torno do ano 586 a.C.! Mais de 2500 anos antes que acontecesse!

Existem mais de 300 profecias cumpridas na pessoa de Jesus Cristo. Aquele Livro maravilhoso tem muitas profecias que foram escritas milhares de anos antes de Jesus ter nascido! Profecias exatas e detalhadas tais como: onde Ele nasceria (Miquéias 5:2), como Ele nasceria (Isaías 7:14), como Ele morreria (Salmos 34:20), etc. E a história tem PROVADO, sem NENHUMA sombra de dúvida, que elas foram cumpridas EXATAMENTE como aquele Livro maravilhoso tinha profetizado, centenas de anos antes!

No livro Science Speaks o matemático e cientista Peter Stoner aplica as regras de probabilidade a estas profecias. A probabilidade de somente oito dessas trezentas profecias terem sido cumpridas por acaso é uma em 10 17 – que é 1 em 100.000.000.000.000.000! No livro, o professor Stoner ilustra:

Vamos visualizar esta probabilidade... Suponha que nós tomamos 1017 moedas de dólar de prata e as depositamos sobre a superfície do Texas. Elas cobrirão todo o estado com altura de sessenta centímetros [Texas, o maior estado dos Estados Unidos tem 684 mil km2 (maior que o sul do Brasil: os estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somam 578 mil km2)]. Agora, marque um desses dólares de prata e misture toda a massa cuidadosamente... Vende os olhos de um homem e diga a ele… que tem que apanhar um dólar de prata... Que probabilidade ele teria de obter o dólar marcado? A mesma probabilidade que os profetas teriam tido de escrever estas oito profecias e tê-las todas elas cumpridas por acaso, sobre um qualquer homem. (Science Speaks, pp. 106-107)

A seguir, Professor Stoner tomou 48 destas mais de 300 profecias cumpridas. A probabilidade de estas 48 profecias se cumprirem por acaso é de 1 em 10 157– isto é, 1 em 10 seguido de 157 zeros! Aqui está como ele ilustra:

Vamos tentar visualizar isto… O elétron é, praticamente, o menor de todos os objetos que conhecemos. É tão pequeno que seriam necessários 2,5x10 15 deles, enfileirados lado a lado, para formar uma fila com uma polegada (2,5 centímetros) de comprimento. Se nós fôssemos contar os elétrons dessa fila que tem uma polegada de comprimento, e se contássemos à razão de 250 elétrons cada minuto, e se contássemos dia e noite sem parar, precisaríamos de 9.000.000 anos para contar somente aquele uma polegada de elétrons... Com esta introdução, vamos voltar à nossa probabilidade de 1 em 10 157... Vamos fazer uma bola sólida de elétrons, se estendendo em todas as direções a partir da terra até uma distância de seis bilhões de anos luz (a distância que esta luz viaja, à velocidade de 300.000 Km por segundo, em 6.000.000.000 de anos). Temos nós consumido todos os nossos 10 157 elétrons? Não, nós temos feito um buraquinho tão pequeno na massa que não podemos vê-lo. Agora, um desses elétrons foi marcado e cuidadosamente misturado dentro de toda a massa; vende os olhos do homem e peça-lhe para encontrar o elétron marcado. (O elétron, na verdade, é tão pequeno que ele não pode ser visto mesmo com o mais poderoso microscópio). Então, na mesma extensão em que sabemos que este homem de olhos vendados não pode encontrar e apanhar o elétron marcado, nós sabemos que a Bíblia é inspirada. (Science Speaks, pp. 109-111)

Em caso de você pensar que as estatísticas do Professor Stoner são exageradas ou sem substância científica, o “Prefácio” do livro Science Speaks inclui um reconhecimento pela prestigiosa American Scientific Affiliation, declarando: "A análise matemática incluída está baseada sobre princípios de probabilidade que são completamente sãos, e Professor Stoner tem aplicado estes princípios de maneira apropriada e convincente.”

Professor Stoner conclui: "Isto não é MERAMENTE EVIDÊNCIA. É PROVA da inspiração da Bíblia por Deus – PROVA TÃO DEFINITIVA que o universo não é bastante grande para esconder sua evidência.

Estes são uns poucos entre milhares de exemplos possíveis para provar, além de qualquer sombra de dúvida, que uma mão sobrenatural, muitíssimo maior do que você e eu podemos imaginar, estava guiando os homens que escreveram aquele livro tão atordoantemente maravilhoso. Amigo, se as coisas físicas que nós podemos examinar são provadas ser verdadeiras – que tal as coisas espirituais que nós não podemos ainda examinar?

QUE TAL SE ELAS TAMBÉM SÃO VERDADE?

Apocalipse 20:14 "E a morte e o inferno foram lançados no LAGO DE FOGO"?

Está você disposto a fazer roleta russa com seu destino eterno, mantendo o [louco] preconceito que aquele Livro atordoantemente maravilhoso é uma mentira, mesmo depois dos fatos que nós lhe temos dado?

Especialmente, quando tanto está em jogo: AONDE IRÁ VOCÊ PASSAR A ETERNIDADE?! Em um lago de fogo – em tormentos, queimando para sempre?! Jesus Cristo disse: "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se PERDER A SUA ALMA?" (Mateus 16:26).

ESTÁ VOCÊ QUERENDO ARRISCAR SUA ALMA?

Meu amigo, você está apostando uma parada insuportavelmente alta!

[Amigo, jogando tal roleta russa (onde o número de balas no tambor é de 10 seguido de 157 zeros contra somente 1 buraquinho vazio), e estando em jogo sua alma, seu destino eterno, um valor tão grande que nem todo o universo pode pagar por ele, você estará procedendo loucamente!]

Amigo, houve um tempo e local em sua vida, quando você recebeu o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador pessoal? Se não houve, então não se mova de onde está sem que antes rogue ao Senhor Jesus para salvá-lo.

A Bíblia diz, "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romanos 10:13).

Se a Bíblia é verdadeira e Deus é real, então por que você rejeitaria [ou adiaria]?

É demais o que você tem a perder!

Diga esta oração, de todo o seu coração:

Senhor Jesus, eu sei que eu sou um pecador e sem a sua salvação estou perdido para sempre. Venho para o Senhor, agora, da melhor maneira que eu sei, e peço-Lhe que me salve. Agora, O recebo como meu Salvador. Em nome de Jesus, amém.

Autor do folheto: Terry Watkins, Copyright © 1995 Dial-the-Truth Ministries
Tradutora: Valdenira Nunes de M. Silva, 2002.

Escrituras: ACF - Almeida Corrigida Fiel, da SBTB.
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DEUS ODEIA O PECADOR?

Por Ciro Zibordi


Alguns estudiosos têm confundido ira divina com ódio justiceiro. Mas, à luz da Bíblia, Deus não odeia pessoas. Ele não é um sádico vingador. Ele é justo e perdoador. E, por isso, dá ao ser humano oportunidade de arrependimento. “Ah, mas é impossível dissociar o pecado do pecador”, alguém argumentará.

Muitos, torcendo as Escrituras, têm afirmado que o Senhor odeia o pecador por causa do seu pecado, como se Ele fosse um justiceiro com sede de vingança. Eles negam o que a Palavra de Deus diz a respeito do amor incondicional de Deus, que não tem prazer na morte do ímpio (Ez 33.11); e deseja que todos se arrependam (2 Pe 3.9). Depois da desobediência de Adão e Eva, isto é, a Queda, Deus nivelou a todos debaixo do pecado (Rm 3.23; Gl 3.22), “para com todos usar de misericórdia” (Rm 11.32).

Lembra-se do rei Manassés? A sua biografia está em 2 Crônicas 33 e 2 Reis 21. Ele começou a reinar em Judá com 12 anos, reinou por 55 anos e fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme a abominação dos gentios. O Senhor jamais teve ódio de Manassés, porém a sua ira se ascendeu contra ele. Como assim?

No seu reinado, Manassés tornou a edificar os altos derribados por Ezequias; levantou altares a Baalim; edificou altares na Casa do Senhor a todo o exército dos céus e prostrou-se diante deles; fez passar seus filhos pelo fogo (!); usou de adivinhações, agouros e feitiçarias; fez errar o povo de Judá, a ponto de este se tornar pior do que as nações que Deus destruíra; não deu ouvidos ao Senhor... Ufa! A folha corrida de Manassés sequer cabe aqui! Deus ficou irado contra ele. Mas agora vem a distinção entre a ira divina e o ódio justiceiro.

Depois de ter sido levado cativo pelos assírios, Manassés, angustiado, orou ao Senhor e humilhou-se muito. Sabe o que aconteceu? Deus — que, mesmo irado contra Manassés, sempre o amou, pois Ele ama os ímpios e pecadores — aplacou-se para com ele. E Manassés, ao sentir-se amado por aquEle contra quem havia pecado tanto, tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos, reparou o altar e mandou que Judá servisse ao Senhor. O Senhor odeia o pecado. E os homens que permanecem no pecado experimentarão a ira divina. Manassés se arrependeu e foi poupado. Mas o rei de Judá que o sucedeu, Amom, provou do furor divino, baseado nas santidade e justiça do Justo Juiz: “E fez [Amom] o que era mau aos olhos do SENHOR, como havia feito Manassés, seu pai, [...] Mas não se humilhou perante o SENHOR, como Manassés, seu pai, se humilhara; antes, multiplicou Amom os seus delitos” (2 Cr 33.22,23).

Quem defende a tese de que Deus odeia os pecadores geralmente confunde a ira de Deus — que é baseada em seu caráter justo e santo — com o ódio justiceiro. E, por isso, apega-se a textos isolados, como Salmos 11.4, visto que este menciona o suposto ódio divino a pessoas de modo objetivo: “a sua alma aborrece o ímpio e o que ama a violência”. Entretanto, os termos originais para odiar ou aborrecer — tanto no Antigo como no Novo Testamentos — apresentam, de modo geral, várias acepções, como: sentimentos maldosos e injustificáveis para com os outros; preferência relativa de uma coisa sobre outra; um correto e justo sentimento de aversão ao que é mau, etc. O termo hebraico sãne’ “representa uma emoção que varia de ‘ódio’ intenso à mais fraca ‘indisposição com’ alguém ou algo” (VINE, W. E., Dicionário Vine. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD).

Em Romanos 9.13 está escrito: “Amei a Jacó e aborreci Esaú”. Qual é o sentido original da palavra usada para “aborreci”, “odiei” ou “rejeitei”? No hebraico, o termo empregado na aludida passagem denota “amar menos” e é o mesmo usado para descrever o sentimento de Jacó por Leia. Ele a “desprezava” porque amava mais a Raquel (Gn 29.30,31). O sentimento de Jacó por Leia não era de ódio; ele não queria vê-la sofrer. E até teve filhos com ela! Mas Raquel era a sua preferida. No Novo Testamento, esse hebraísmo também ocorre em Lucas 14.26 e Mateus 10.37, textos pelos quais aprendemos que, para seguirmos ao Senhor Jesus, amando-o acima de tudo, devemos amar menos (ou “aborrecer”) a nossa família.

Diante do exposto, fica evidente que a Palavra do Senhor, ao mencionar a ira de Deus contra os ímpios, não alude a um sentimento de ódio justiceiro, como de alguém que, sem misericórdia, deseja destruir os pecadores impenitentes. Deus amou o mundo (Jo 3.16), isto é, a totalidade da humanidade. E, embora tenha de condenar ao Inferno a maioria dos pecadores, haja vista poucos entrarem pela Porta da Salvação (Jo 10.9; Mt 7.13,14), Ele enviou o seu Filho unigênito para provar a morte por todos os pecadores (Hb 2.9; 2 Co 5.14-21), a fim de igualmente propiciar salvação a todos que se arrependerem (At 17.30,31; 1 Jo 2.1,2).

Ciro Sanches Zibordi


Fonte: CPAD News
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O SONHO PROFÉTICO DE FREDERICO DA SAXONIA




Você já sabe que cem anos antes de Lutero, João Huss (1369-1415), pré-reformador da Igreja, já havia profetizado a implacável reforma que Deus traria à igreja. Não sabe? Então leia este artigo aqui.

Agora, o que talvez você não saiba mesmo (e a depender dos teólogos e historiadores cessacionistas você nunca iria saber!) é que além da palavra profética na boca de Huss, cem anos antes da explosão da Reforma, Deus havia dado, menos de 24 horas antes do fato acontecer, uma revelação através de sonho a um importante político católico, trazendo-lhe com riqueza de detalhes o que aconteceria naquele 31 de outubro de 1517, frente à igreja de Wittenberg, na Alemanha. Quem narra este importante episódio que antecedeu poucas horas antes de Lutero dar as marteladas que pregaram suas 95 Teses, é o ministro presbiteriano (presbiteriano!) James Wylie, do século 19, em sua importante obra History of Protestantism. Leia e edifique-se:

“Passemos um momento do domínio da história, para narrar um sonho que o Eleitor Frederico da Saxônia [Frederico III] teve na noite anterior ao memorável dia em que Lutero colocou suas ‘Teses’ na porta da igreja-castelo [de Wittenberg]. O Eleitor contou na manhã seguinte ao seu irmão, Duque João, que residia com ele em seu palácio de Schweinitz, a seis léguas de Wittemberg. O sonho é gravado por todos os cronistas da época. De sua autenticidade não há dúvida, no entanto, podemos interpretá-lo. Citamos isso aqui como um resumido e dramático epítome do caso das ‘Teses’, e o movimento que surgiu delas.

Na manhã de 31 de outubro de 1517, o eleitor disse ao Duque João: ‘Irmão, devo lhe contar um sonho que eu tive na noite passada, e o significado do qual eu gostaria muito de saber. Estou tão profundamente impressionado em minha mente, que nunca vou esquecer, mesmo que vivesse mil anos. Pois sonhei três vezes, e cada vez com novas circunstâncias.’

Duque João: ‘É um sonho bom ou ruim?’
O Eleitor: ‘Eu não sei. Deus o sabe’
Duque João: ‘Não se preocupe com isso. Mas seja tão bom quanto possa dizer-me’

O Eleitor: ‘Tendo ido para a cama ontem à noite, cansado e desanimado, adormeci pouco depois da minha oração e dormi calmamente por cerca de duas horas e meia; acordei, e continuei acordado até a meia-noite, com todos os tipos de pensamentos passando pela minha mente. Entre outras coisas, pensei em como eu deveria observar a Festa de Todos os Santos. Rezei pelas pobres almas do purgatório; e supliquei a Deus que me guiasse, meus conselhos e meu povo de acordo com a verdade. Eu novamente adormeci, e então sonhei que o Deus Todo-Poderoso me enviou um monge, que era um verdadeiro filho do Apóstolo Paulo. Todos os santos o acompanharam por ordem de Deus, para prestar testemunho diante de mim, e declarar que ele não veio inventar nenhuma trama, mas que tudo o que ele fez foi de acordo com a vontade de Deus. les me pediram para ter o amor graciosamente para permitir que ele escrevesse algo na porta da igreja do Castelo de Wittemberg. Isto concedi através do meu chanceler. Então o monge foi para a igreja e começou a escrever em caracteres tão grandes que eu podia ler a escrita em Schweinitz. A caneta que ele usava era tão grande que o seu fim chegou até Roma, onde percorreu as orelhas de um leão que estava agachado lá e fez com que a tripla coroa sobre a cabeça do Papa tremesse. Todos os cardeais e príncipes, correndo apressadamente para cima, tentaram impedir que ela caísse. Você e eu, irmão, desejamos também ajudar, e estiquei meu braço... Mas neste momento eu acordei, com o braço no ar, bastante espantado, e muito enfurecido com o monge, por não usar melhor a sua caneta. Recordei a mim mesmo que era só um sonho.

Eu ainda estava meio adormecido, e mais uma vez fechei meus olhos. O sonho retornou. O leão, ainda irritado pela caneta, começou a rugir com todas as suas forças, tanto que a cidade inteira de Roma e todos os Estados do Império Sagrado correram para ver qual era o problema. O papa pediu-lhes que se opusessem a este monge, e se aplicassem particularmente a mim, por causa de seu estar no meu país. Despertei de novo, repeti a oração do Senhor, implorei a Deus para preservar a Sua Santidade e mais uma vez adormeci.

Então eu sonhei que todos os príncipes do Império, e nós entre eles, apressamos-nos a Roma e nos esforçamos, um após o outro, para quebrar a caneta; mas quanto mais tentamos, mais rígida se tornou, como se tivesse sido feita de ferro. Nós finalmente desistimos. Eu então perguntei ao monge (porque às vezes eu estava em Roma e às vezes em Wittemberg) onde ele pegou essa caneta e por que era tão forte. ‘A caneta’, respondeu ele, ‘pertencia a um velho ganso da Boêmia, há cem anos. E a obtive de um dos meus antigos mestres de escola (...)’. De repente, ouvi um barulho alto – um grande número de outras canetas surgiram da longa caneta do monge. Acordei pela terceira vez; era a luz do dia"

J. A. Wylie. History of Protestantism, Vol. 1, pp. 263-6
James Aitken Wylie (1808-1890) foi um historiador escocês de religião e ministro presbiteriano (Igreja Livre da Escócia), famoso por escrever contra dogmas da Igreja Católica e por sua obra sobre história do protestantismo.
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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
Segundo o historiador Justo Gonzalez, “Frederico, não protegia Lutero porque estava convencido de suas doutrinas, mas sim porque lhe pareceu que a justiça exigia um julgamento correto. A principal preocupação de Frederico era ser um governante justo e sábio” (História ilustrada do Cristianismo, vol. 6, Vida Nova, 1995, p. 57). Embora católico romano, Frederico, na luz que tinha, orava a Deus pedindo sabedoria para seu governo, a fim de agir sempre com justiça. Deus lhe dera, portanto, sonhos proféticos sobre Lutero, como dera ao gentio Cornélio em Cesaréia sobre Pedro. Sim, Deus fala, adverte e orienta-nos também através de sonhos! (Jo 33.14,15; At 10)

Antes que alguém suponha que esta história pode muito bem ter sido inventada, a fonte está dada e os que se interessarem podem ir mais fundo; ou que de alguma forma o Eleitor da Saxônia já sabia dos planos de Lutero, tendo sido de alguma forma bem informado antecipadamente dos intentos daquele monge, devo lembrar-lhes nas palavras dos historiadores A. Knight e W. Anglin: “Lutero escreveu [as Teses] e colocou na porta da sua igreja. Nenhum dos amigos de Lutero, nem mesmo os mais íntimos, sabia que ele as havia escrito; e o povo de Wittenberg ficou uma manhã espantado vendo-as colocadas na porta da igreja” (História do Cristianismo: dos apóstolos do Senhor Jesus ao século XX, 2. ed., CPAD, p. 215). Como bem disse Daniel, sobre o sonho do rei Nabucodonosor, “Deus revela coisas profundas e ocultas; conhece o que jaz nas trevas, e a luz habita com ele” (Dn 2.22). O que somente Lutero e Deus sabiam, foi revelado em sonhos, por Deus, ao eleitor da Saxônia. “Existe um Deus nos céus que revela os mistérios” (Dn 2.28)!

Eu que sou continuísta pentecostal, e que creio no agir soberano do Espírito de Deus, leio e creio confortavelmente em relatos como esse, tributando a Deus somente glória pela sua multiforme revelação aos homens! Deus ainda fala!

Tiago Rosas

Fonte: TiagoRosas

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CESSOU O DOM DE PROFECIA? CALVINISTAS RESPONDEM

Por Tiago Rosas


Vejamos de modo sucinto o posicionamento de cinco destacados teólogos do Calvinismo, sobre o dom de profecia, e que favorecem a posição continuísta, começando pelo próprio João Calvino, em seguida, D.A. Carson, Samuel Storms (citando inclusive Charles Spurgeon), Russel Shedd, e por último Martyn Lloyd Jones.

João Calvino (1) acreditava na possibilidade da existência de profetas em seu tempo: "São Paulo chama profetas, não a todos os que em geral declaram a vontade de Deus, mas aos que recebiam alguma revelação particular (Ef 2.20; 4.11). Destes, em nosso tempo nenhum há, ou são menos manifestos". De fato, quando estudamos a história da igreja vemos, ainda que menos manifestos, homens a quem Deus usou tremendamente com dom de profecia. Veja-se por exemplo João Huss que profetizou, em meio a seu martírio, que cem anos depois dele Deus ergueria uma “cisne” a quem a fúria do catolicismo romano não poderia matar. Isto foi profetizado em 1415, e cem anos depois dele, cumpriu-se sua predição com Martinho Lutero, a quem os romanos não puderam matar, e que explodiu a Reforma Protestante no mundo! O próprio Lutero tinha consciência de que aquela predição lhe dizia respeito: “São João Huss profetizou de mim… ‘Assarão um ganso agora (porque “Huss” significa “ganso”), mas em cem anos ouvirão ouvirão um cisne cantar e terão que aguentá-lo’. E assim será, se Deus quiser” (Luther's Works, vol. 34, p. 103). Outros casos de profecias revelacionais e preditivas poderiam ser citados antes do século 17, mas esta é suficiente por hora (adquira e leia Sob os Céus da Escócia: uma análise das profecias dos puritanos escoceses no século 17, de Renato Cunha, editora CPAD. Super indico!).

Às vezes, os reformadores referem-se ao dom de profecia como sendo capacidade para instruir ou doutrinar. Na verdade, essa concepção equivocada já caducou! Como muito bem ressalta o teólogo D.A.Carson (2), fazendo distinção entre ensino e profecia: "a pregação não pode ser identificada com a profecia". Uma coisa é pregar, outra coisa bem distinta é profetizar. Sam Storms (3) explica: "Uma definição simples de profecia seria 'o relato humano de uma revelação divina'. Profetizar é falar algo que Deus trouxe espontaneamente à sua mente usando meras palavras humanas (...) Isso é o que faz a distinção entre profecia e ensino. O ensino sempre se apoia em um texto da Bíblia. A profecia sempre se fundamenta numa revelação espontânea".

Revelações pontuais dadas subitamente sobre coisas ou pessoas eram recorrentes no ministério do pregador inglês Charles Haddon Spurgeon (4). Ele mesmo conta em sua autobiografia as muitas vezes em que no meio do sermão apontava o dedo na direção do público e falava coisas íntimas, confidenciais, não conhecidas antes, sobre as pessoas, de tal modo que muitas delas diziam a outros: ‘Venham ver um homem que me disse todas as coisas que já fiz; sem dúvida, ele só poderia ter sido enviado por Deus à minha alma, ou não poderia ter descrito com tanta exatidão’. Spurgeon não só fazia a exposição do texto bíblico, mas profetizava coisas íntimas e secretas sobre seus ouvintes conforme revelação divina.
O Dr. Russel Shedd (5) instrui-nos sobre a relação entre o dom de profecia e a revelação pontual dada por Deus a fim de trazer alguma orientação específica ao seu povo. A partir de uma abordagem do dom de profecia na igreja de Corinto, Shedd nos diz:

“As revelações recebidas pelos profetas faziam parte regular dos cultos de Corinto (1Co 14.26). Não acredito que elas seriam fontes de novas doutrinas ou práticas inovadoras, mas eram meios pelos quais os membros da igreja poderiam receber orientações de Deus. Para tomar decisões, ‘revelações’ providenciaram uma base para conhecer a vontade de Deus (...) Revelação não se refere a acréscimo às sagradas letras. A Bíblia era inspirada e há muito tempo canonizada (conf. 2Tm 3,14-16)”

E para deixar claro que, segundo este autor, o dom de profecia com caráter revelacional não foi sepultado com o último dos apóstolos, ele prossegue dizendo que: “Em ocasiões de avivamento, não raro, revelações dessa natureza, isto é, sem nenhuma pretensão de valor universal, chegam à igreja por meio de profetas. Paulo adverte os tessalonicenses nesse sentido, quando disse: ‘Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham a prova todas as coisas e fiquem com o que é bom’ (1Ts 5.19-21, NVI)”.

Logo em seguida, o Dr. Shedd começa a citar alguns exemplos da ocorrência dessas revelações sobrenaturais e dom de profecia nalguns avivamentos pelo mundo, como os ocorridos na China e na Romênia. Vale o leitor conferir para fortalecimento de sua fé!

Na verdade, as profecias nunca cessaram na Igreja de Cristo, mesmo que ela tenha ocorrido sem levar esta nomenclatura. Calvino estava certo. Talvez em seu tempo os profetas que recebiam alguma revelação particular estivessem "menos manifestos", ou menos evidentes; mas de modo algum extintos. E talvez até, como afirma Martyn Lloyd-Jones (6) o dom de profecia por alguma razão tivesse sido detido naquele tempo, mas não cessado. São palavras do velho pregador puritano, ressaltando a soberania divina na concessão dos dons: "às vezes, o Espírito pode querer que nenhum dom seja dado ou que seja notoriamente visível". Mas Lloyd-Jones mesmo acreditava na contemporaneidade do dom de profecia, quando cita, por exemplo, John Welsh e Alexander Peden, homens de quem, segundo Lloyd-Jones, deveríamos ler suas biografias e ver que "eles puderam proferir profecias de eventos que aconteceriam na Escócia - e de fato aconteceram".

Com a piedade que lhe é inerente, o pregador galês Martyn Lloyd-Jones adverte os que flertam com o cessacionismo:
"Acho risível certas pessoas dizerem que não veem nenhuma evidência dos dons hoje em dia. (...) teríamos o direito de argumentar no sentido de que, se alguns desses dons têm estado em evidência durante o transcurso da história da Igreja e ainda estão, por que negar que se dá o mesmo com os demais? (...) a não ser que você tenha prova absoluta, ou possa citar uma declaração especificamente explícita de que foi propósito que os dons fossem apenas temporários e num dado ponto haveriam de ser retirados, tenha todo o cuidado de não estar extinguindo o Espírito quando você firmar suas normas"

Como ficou exposto acima, alguns dos maiores expoentes do calvinismo no mundo, a partir do próprio Calvino, criam na contemporaneidade dos profetas e das profecias, ainda que reconhecendo a menor expressão deles nalguns recortes de tempo da história. E não estão errados, pois as profecias são promessas de Deus para os "últimos dias", em que derramaria seu Espírito com dons sobre toda carne (Joel 2.28,29). E como ratificou Pedro em Pentecostes: "esta promessa é para vós, vossos filhos, os que estão longe, a todos quantos o Senhor Deus chamar" (Atos 2.39).
 "Pois vocês todos podem profetizar" - Paulo (1Co 14.31).

Tiago Rosas
 ________________________________
(1) CALVINO, João. Institutas da Religião Cristã, vol. 4, cap. 3, seç.4.
(2) CARSON, D.A. A manifestação do Espírito, a contemporaneidade dos dons à luz de 1Coríntios 12 - 14, p. 171, Vida Nova. (3) STORMS, Sam. Dons Espirituais, pp. 104,109, Anno Domini.
(4) SPURGEON, The Autobriography of Charles H.Spurgeon, vol. 2, pp. 226-227, Curts & Jennings, 1899).
(5) SHEDD, Russel. Avivamento e renovação: em busca do poder transformador de Deus, pp. 85-88, Shedd Publicações.

(6) LLOYD-JONES, Martyn. O comportamento cristão, exposição sobre o cap. 12 de Romanos, pp. 279-283, PES.
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O QUE SIGNIFICA "DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO" EM APOCALIPSE 13.8 E 17.8?

Por Ciro Zibordi



Em Apocalipse 13.8 e 17.8 encontramos a expressão “desde a fundação do mundo”. Em ambas as passagens se menciona o livro da vida, mas a primeira faz menção direta ao Cordeiro, e não ao livro da vida. Não obstante, como a Bíblia é análoga, um texto lança luz sobre o outro, como veremos.

Partindo-se da premissa de que o livro da vida é o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27), alguns teólogos têm afirmado que Deus já relacionou toda a humanidade nesse livro, riscando dele quem não recebe a Cristo como Salvador. Mas, considerando-se a analogia bíblica, fica claro que a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, permanecendo em Cristo (cf. Mt 24.13; 1 Co 15.1,2).

Outros teólogos têm afirmado que Deus inseriu no livro da vida somente os nomes dos eleitos para a salvação antes da fundação do mundo. Mas, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes dos salvos são relacionados no livro da vida “desde a”, e não “antes da” fundação do mundo. Há uma enorme diferença entre “antes da” e “desde a”. No grego, o termo “desde” (apo) significa “a partir de”. A frase “cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo” — “whose name has not been written in the book of life from the foundation of the world” (NASB) — denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra criada por Deus (Gn 1).

Segue-se que a mesma construção frasal de Apocalipse 17.8 foi empregada em 13.8 para denotar que todos os cordeiros que foram sendo mortos desde o princípio apontavam para o único e perfeito sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Is 53; Jo 1.29). Assim como Cristo não morreu antes da fundação do mundo, mas na plenitude dos tempos (cf. Gl 4.4), também não existe uma lista de eleitos previamente pronta antes que o mundo viesse a existir.

Quanto ao livro da vida, deve-se acrescentar que uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento. Nesse caso, o nome de um salvo só passa a constar do livro da vida após seu novo nascimento (cf. Jo 3.3). Na medida em que os indivíduos creem em Cristo e o confessam como Senhor (Rm 10.9,10), vão sendo inscritos no rol de membros da Igreja dos primogênitos, a Universal Assembleia (At 2.47, ARA; Hb 12.23).

Em Filipenses 4.3, o apóstolo Paulo mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v. 1; cf. Ap 2-3). Isso mostra que existe, sim, a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5; Êx 32.32,33). Serão, portanto, riscados do livro da vida os que permanecerem desviados do Senhor e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27; Hb 3; 6; 10; 2 Pe 2).


Ciro Sanches Zibordi

Postagem original: Blog do Ciro

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"É TUDO HEREGE!"

Texto de Tiago Rosas



Os cristãos foram chamados de "seita" pelos judeus. Pelágio foi chamado de herege por Agostinho. A teoria da Predestinação Incondicional e da Graça Irresistível de Agostinho foram reprovadas nos concílios de Orange e de Arles. Os anabatistas lutavam contra o catolicismo romano. Os protestantes lutaram contra os anabatistas. O calvinismo condenou o arminianismo como heresia no Sínodo de Dort. Os luteranos já haviam bem antes chamado o calvinismo de "falsa doutrina". Os arminianos consideram uma grave deturpação da doutrina bíblica e patrística a defesa calvinista da Dupla Predestinação Incondicional. Os cessacionistas já chamaram os pentecostais de "o último vômito de satã". Os batistas já expulsaram os pentecostais por pregarem a continuidade dos dons e o batismo no Espírito Santo com línguas. Na Assembleia de Deus quem fosse ao cinema ou tivesse TV em casa era considerado desviado e disciplinado. Todo mundo já condenou como heresia os "dentes de ouro". O pastor batista Russel Shedd, já considerado um dos doze maiores teólogos do mundo, disse que dentes de ouro podem ser operações angelicais autênticas (ele também disse que não há porque combater os membros da igreja Universal do Reino de Deus e da Internacional da Graça como "hereges", pois eles são nossos irmãos, disse). Marcos Granconato, pastor batista cessacionista, perguntou a mim, que sou pentecostal convicto, se eu já tinha "dado uma latidinha no culto", supondo erradamente que é coisa de pentecostal latir como cão. Então eu disse pra ele que 100 anos antes do Pentecostalismo surgir no mundo, foi num culto dirigido por 18 pastores presbiterianos, com participação de líderes batistas e metodistas em Cane Ridge que mais de 3 mil pessoas caíram no chão, rolaram pelo gramado do acampamento, gritaram desesperadas e até latiram como animal, naquilo que foi tratado como um "grande avivamento". Riram quando a CPAD publicou As Obras de Armínio com uma sinopse dizendo que Armínio era teólogo reformado. Os reformados (leia-se: calvinistas) não raras vezes brigam na internet dizendo que Armínio era sim calvinista (então por que riram?). Noutro momento dizem que Armínio ressuscitou as heresias de Pelágio. Os arminianos, obviamente, se ofendem. Numa semana Augustus Nicodemus é taxado de herege e proibido de palestrar num evento da CPAD (pra quem não sabe, a sigla significa Casa Publicadora das Assembleias de Deus). Noutra semana espalham um cartaz de uma convenção de obreiros numa Assembleia de Deus por aí a fora onde Nicodemus seria um dos professores dos pastores assembleianos. Fumar cigarro é pecado. Hoje. Porque na época de Charles Spurgeon não era, ele que gostava de dar umas tragadas no seu charuto. (Será que fumar maconha deixará de ser pecado daqui há alguns anos? Afinal, cigarro faz também muito mal a saúde como a maconha. Pelo menos é o que diz o Ministério da Saúde). Há quem ache a dança na igreja um pecado grave. Tim Keller, famoso teólogo e escritor presbiteriano, colocou rapazes para dançar ballet num culto de ceia em sua igreja. Num culto de ceia! ...

É, Jesus volta e a gente não se entende! (mas volta antes ou depois da Tribulação?...)

Eu apenas sugiro que em nossas discussões, debates e desavenças abandonemos o hábito do julgamento condenatório e também usemos menos o epiteto de "herege" contra nossos oponentes. A história já provou que somos ruins demais para classificar com precisão quem é e quem não é herege.

"Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia" (Mateus 5.7)

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