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SUSANNA WESLEY - UM EXEMPLO DE MÃE CRISTÃ


Naquele tempo as famílias tinham muitos filhos. Era incomum um lar com poucos filhos.

Susana Wesley foi a mãe de John Wesley, o fundador do metodismo no século XVIII. Essa nobre mãe, que teve dezenove filhos, desenvolveu essas regras para educação dos seus filhos há mais de duzentos anos, e ainda hoje nos são tão úteis.

1. Não permita que as crianças comam entre as refeições
2. Coloque todas as crianças na cama por volta das 20h
3. Faça-as tomar remédio sem reclamar
4. Reprima a teimosia nas crianças e, desse modo, trabalhe com Deus para salvar a alma delas
5. Ensine cada uma delas a orar tão logo comecem a falar
6. Faça que todas fiquem em silêncio durante a adoração familiar
7. Não lhe dê nada que peçam chorando, apenas ao que pedem de maneira polida
8. Para evitar mentiras, não puna a falta que é confessada e da qual se arrependem
9. Nunca permita que um ato pecaminoso fique sem punição
10. Nunca puna duas vezes a criança por uma simples ofensa
11. Elogie e recompense o bom comportamento
12. Toda tentativa de agradar, mesmo que fraca, deve ser elogiada
13. Preserve o direito de propriedade, mesmo nos menores assuntos
14. Cumpra com rigor todas as promessas feitas
15. Não exija que uma criança trabalhe antes que saiba ler
16. Ensine as crianças a temerem a vara




Certa vez, quando seu marido lhe perguntou exasperado: “Por que você se assenta aí ensinando esta mesma lição pela vigésima vez a essa criança medíocre?” ela respondeu calmamente: “Se tivesse me satisfeito em mencionar esse assunto somente dezenove vezes, todo o esforço teria sido em vão. Foi a vigésima vez que coroou todo o trabalho.” Já um homem famoso, seu filho John Wesley lhe implorou para que escrevesse alguns detalhes da criação de seus filhos, ao que ela consentiu relutantemente. Ela confessou:

“Ninguém pode seguir o meu método, se não renunciar o mundo no sentido mais literal. Há poucos, se houver que devotariam cerca de vinte anos do primor de sua vida na esperança de salvar as almas dos seus filhos.”




Estamos falando de uma incrível mulher da classe média inglesa que foi o suporte espiritual do grande despertamento religioso na Inglaterra. Seu nome era Susana Wesley, a mãe de John e Charles Wesley.

Susana Wesley passava uma hora pela madrugada e outra à noite orando e meditando na palavra de Deus.

Ela começava a treinar seus filhos tão logo eles nasciam por um método de vida bastante rigoroso. Desde o nascimento ela também começava a treinar suas vontades, fazendo-os perceber que deveriam obedecer aos seus pais. Eles eram até mesmo ensinados a chorar baixinho e a beber e a comer apenas o que lhes fosse dado. Comer e beber entre as refeições nunca era permitido, a não ser que estivessem doentes.




Às seis, tão logo as orações familiares estivessem terminado, eles jantavam. Às oito, eles iam para a cama devendo dormir imediatamente. “Não era permitido em nossa casa”, esta mãe informa, “assentar-se perto da criança até que ela adormecesse”. O grande ruído que muitas de nossas crianças fazem era raramente ouvido na casa dos Wesleys.  Risos e brincadeiras, no entanto, eram sons habituais. O bem-estar espiritual de seus filhos interessava muito a Susanna. Ela deu-lhes uma apreciação das coisas do Espírito e levou avante este ensinamento até seus anos de maturidade.

Mesmo já idosa, seu filho John ainda vinha até a sua devota mãe por conselhos. Não apenas para os metodistas mas para todo o mundo Susanna Wesley deu uma nova liberdade de fé, um novo brilho de religião vital e uma nova intimidade com Deus. Não é de se admirar que esta mãe que tão frequentemente orava, “dá-me graça, oh Senhor, para ser uma cristã verdadeira”, produzisse um grande cristão como John Wesley. “Ajuda-me, Senhor”, ela orava, “a lembrar que religião não é estar confinada à igreja ou a um cômodo, nem se exercitar somente em oração e meditação, mas é estar sempre na Tua presença”.

Em outubro de 1735, a convite do General James Oglethorpe, fundador da Colônia da Geórgia, nos Estados Unidos, John e Charles Wesley foram até lá como missionários aos índios e colonizadores. Susanna se despediu de seus filhos, e ao fazê-lo, John expressou sua preocupação em deixar sua mãe idosa. Mas ela respondeu: “Tivesse eu vinte filhos, eu me alegraria que todos eles fossem assim empregados, mesmo que nunca mais os visse.” Ao retornar à Inglaterra, John reassumiu suas pregações em todo o país. Anos depois, Susanna teve o imenso gozo de o ouvir pregar noite após noite a céu aberto, a uma congregação que cobria toda a encosta de Epworth. Ele se lembrava das reuniões de sua mãe em Epworth quando a ouvia pregar nas noites de domingo para duzentos vizinhos que se aglomeravam na residência pastoral.

Quando os metodistas alcançaram pleno vigor, a vida de Susanna chegou ao fim. Enquanto pregava em Bristol num domingo de Julho de 1742, John foi avisado que sua mãe estava enferma e retornou às pressas. Na sexta-feira seguinte ela despertou do sono para clamar: “meu querido Salvador, Tu estás vindo me socorrer nos meus últimos momentos de vida?” Mais tarde, naquele dia enquanto seus filhos estavam ao redor de seu leito, ela disse: “filhos, tão logo eu tenha sido transferida, cantem um salmo de louvor a Deus”. Ela morreu no local onde a primeira Capela Metodista foi aberta e foi sepultada no cemitério ao lado oposto onde trinta e cinco anos mais tarde, seu filho John construiria sua famosa capela. Certa vez, John mencionou sobre aquele funeral: “Foi uma das reuniões mais solenes que eu já vi, ou esperei ver, neste lado da eternidade.”
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A MULHER E A SANTIFICAÇÃO DO LAR

 
RUTE E JEZABEL - DUAS FIGURAS BÍBLICAS OPOSTAS

1 Reis 21:25 - “Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR; porque Jezabel, sua mulher, o incitava”.

Uma mulher, pode ser a coroa de seu marido, ou pode ser o motivo de sua ruína.

Provérbios 12:4 – “A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos”.
 
Nós mulheres, geralmente temos um alto poder de persuasão sobre os homens, em primeiro lugar porque eles foram criados por uma mulher, nasceram de uma mulher, e certamente a principal fonte de carinho na infância veio de uma mulher.
 
Donas de traços delicados na face e no corpo, dona de uma voz suave, e de muita perspicácia, as mulheres encantam os homens. Até onde isto é positivo, e quando passa a ser negativo? Tudo depende de onde está o coração desta mulher.
 
Hoje em dia, a sociedade fala muito sobre a independência da mulher, financeira e pisicologica, como um orgulho. Este orgulho, tem sim uma razão de existir, pois por muitos anos as mulheres foram consideradas inferiores e algumas levaram vidas miseráveis ao lado de terríveis homens, e tiveram que suportar caladas.
 
Não é pecado ser uma mulher de coragem e de iniciativa, mas como tem sido o relacionamento destas mulheres, com seu conjugue em casa? Como reagem as mulheres que se sentem mais inteligentes, e ganham mais que seus maridos? Estão preparadas para separar os departamentos e continuar amando-os e respeitando?
 
Ás vezes, lendo as cartas do apóstolo Paulo, chego a pensar que se eu e ele vivêssemos na mesma época, ele não teria minha simpatia(haha), pois para ele, a mulher não poderia se quer falar nas Igrejas - 1 Coríntios 14:34 – “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei”. 1 Coríntios 14:35 - “E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” - e eu sou uma pregadora do Evangelho!
 
Mais que isso, por ele, homem se quer tocaria em mulher, ficaria solteiro para o resto da vida servindo a Deus e a sua obra. 1 Coríntios 7:1 – “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher” - Mas quero ser relevante, e pensar que quando Paulo aconselhou tais coisas, ele estava pensando na grande pisada na bola de Eva; na mulher de Ló que amava tanto a indecência de Sodoma e Gomorra que olhou para trás contrariando a ordem de Deus, como a mulher de Jó, que era do tipo interesseira e só agradou o marido quando tudo ia bem, do contrário lhe deu o péssimo conselho ''amaldiçoa este TEU Deus e morre''; talvez também tenha lembrado da inveja de Miriã para com seu irmão Moisés no deserto que a fez leprosa, e de Dalila, traidora, que revelou o segredo de Sansão... com certeza ele se lembrou de Mical, que tentou fazer Davi sentir-se ridículo por dançar na presença do Senhor, e não poderia se esquecer de Jezabel, a mulher mandona, que escravizava o marido, controlava seus pensamentos e atitudes.
 
Mas, podemos escolher que tipo de mulher seremos. O livro de Provérbios capítulo 31 fala das atitudes que tem uma mulher virtuosa. Ela é tudo de bom: boa esposa, boa dona de casa, uma ótima administradora de seus bens, que antes de comprar uma propriedade a examina, uma empresária que faz roupas e as vende. Uma mulher que não permite que sua família passe fome ou frio, porque de longe trás o seu pão e sua casa é forrada de lã e linho, uma mulher generosa que sabe dar esmolas a quem precisa, uma mulher que ri do dia futuro, porque confia em seu Deus. Uma mulher que tem a confiança do marido, e lhe retribui esta confiança com o bem e não com o mal, todos os dias de sua vida. Eu ainda acrescentaria, os provérbios, que nos ensina a não sermos briguentas, contenciosas, falando e falando dia e noite. A sermos ALEGRES mães de filhos, e não mulheres murmuradoras cujos filhos tem até medo de se aproximar; Paulo também ensina que a mulher deve cuidar de seus afazeres e não ficar batendo papo à toa com a vizinha o dia inteiro.

Muita coisa? É verdade, para ser a mulher ideal e ainda cuidar da aparência, ser boa amante, e cheias do Espírito Santo, servindo a obra, não é fácil, mas com Deus é totalmente possível.

Já vi homens se desviarem do evangelho, por causa de mulheres de coração não convertido. Já vi homens sendo destacados na vida secular e na obra por causa de mulheres abençoadas que conduzem seu lar com sabedoria. Que tipo de mulher você quer ser?

Não podemos nos esquecer do cuidado com o respeito que devemos a nossos maridos, nos destacando mais do que ele ou não, ganhando mais do que ele ou não. Maria gerou Jesus Cristo, mas sem o apoio de José seria muito mais difícil para ela; sem contar que Jesus só nasceu da descendência de Davi, como tinha que ser, porque José descendia desta linhagem, e não Maria.

Tola das mulheres que se acham tão espertas a ponto de subestimar a presença e o reforço de seus maridos. Basta se imaginar sem ele, e você perceberá que metade de sua força se foi...

Sejamos mulheres como as boas mulheres da Bíblia, rejeitemos este espírito de Jezabel que tem destruído os casamentos, vigiemos... porque a mulher sabia edifica sua casa, enquanto a tola a derruba com as próprias mãos.


(TEXTO ADAPTADO - ESCRITO POR UMA SENHORA - EVANGÉLICA - SERVA DO SENHOR)

Fonte: http://www.icmobreiros.com.br/

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FAMÍLIA: UMA FORTALEZA QUE RESISTE AO PECADO!


UMA FAMÍLIA BEM EDIFICADA EM CRISTO
É UMA FORTALEZA QUE RESISTE AO PECADO!

O livro do profeta Daniel é de um conteúdo profético extraordinário. Quanto mais se lê, mais despertamento a respeito dos tempos do fim. Observa-se no início do império gentílico, que foi visto através de uma estátua, cuja cabeça era de ouro, tempo do Império Babilônico, e Nabucodonosor era seu representante; depois do ouro, veio a prata, o bronze, o ferro, e termina com uma liga de ferro e barro. Vê-se claramente que a qualquer momento esta estrutura desabará e dará lugar ao reino milenar do Senhor Jesus.

“Os entendidos pois resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente. E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.” (Dn 12:3-4).

A PROFECIA SE CUMPRE
Telefone Celular
Computador
Televisão

Bem, mas qual o motivo deste assunto?
Despertar-nos para fatos que estão diante de nós, se cumprindo a cada instante e dizendo-nos: os reinos deste mundo chegarão ao seu fim. E para onde iremos?

Sempre, em qualquer época, haverá “entendidos”, como Daniel fala aos que estão se preparando nesta hora para dar o ensino da Palavra de Deus aos que querem uma vida que vale a pena ser vivida e que os levará à eternidade com Deus.

Em seguida Daniel adverte quanto aos sinais claros da proximidade do “fim dos tempos”: “… muitos correrão de uma parte para outra …” (Dn 12:4).

Isto é visto diariamente, quando grandes aeronaves se deslocam de um continente a outro, em viagens que atingem velocidades extraordinárias.
“… A ciência se multiplicará.” Em todos os setores esta multiplicação se vê e cresce diariamente. Na matemática, cálculos feitos, precisos, para envio de aeronaves aos planetas, bases espaciais feitas, controle deste universo através de satélites, de foguetes espaciais;

Na medicina, transplante de órgãos, descobertas de remédios que curam doenças antes tidas como incuráveis;

Nos meios de comunicação, a telefonia celular, o computador, ligado a eles a Internet, a televisão que, como aparelho, apresenta novas formas, mais adequadas à modernidade.

Bem, Daniel fala a este respeito. E em que isto nos atinge?
A preocupação com nossas crianças, adolescentes, jovens, e até adultos, que podem ser envolvidos no lado perverso que estas descobertas são capazes de levar: destruição das mentes, da vida, e a morte espiritual, quando o empenho de Deus é dar ao homem vida eterna.

“O jovem entregue a si mesmo envergonha a sua mãe.” (Pv 29:15). Aquilo que nos cerca, que está muito perto de nós, tem que ser observado e orientado, a fim de que não resulte em vergonha.

O desenvolvimento da ciência é sinal do fim dos tempos e deve ser usado para bem e não para o mal.

Telefone Celular

É bom, mas há de se ensinar como usá-lo, porque ele age diretamente dentro do ouvido.

Ouvi de pais que viram atitudes perversas, dissimuladas, nos filhos, vindas de amigos, que usavam o celular para marcar encontros em lugares impróprios, para se mostrarem adultos; tudo em horas perigosas, e aos pais diziam estar fazendo trabalho de classe com colegas.

Telefones celulares com jogos que não trazem nenhuma edificação: são de brigas, morte e quanta coisa se inventa para ganhar dinheiro à custa dos indefesos.

Telefones celulares, ouvido a ouvido, clicando piadas imorais, que pervertem o íntimo do ser. Horas perdidas em conversas destrutivas nos quartos fechados, e os pais pensando que estão estudando ou dormindo.

Computador

É uma descoberta tão boa que dificilmente jovens hoje conseguem emprego sem saberem usá-lo. Mas há o alerta porque é olho a olho.

O que estão vendo? Pornografia; salas de bate papo, para conversas sobre todo tipo de assunto, de encontros sexuais virtuais; apresentação, através de blogs, em que meninas se oferecem com roupas insinuantes, suas fotos são divulgadas para atrair, tudo isto um mau uso.
Os pais que querem suas crianças e adolescentes para Deus, querem preservá-los deste mundo de trevas, para viverem como astros que brilham o brilho do Senhor, têm que estar vigilantes.

Estamos dando pinceladas sobre estes assuntos, a fim de que os pais não se iludam, mas que orem, jejuem, pelos seus filhos e mostrem os perigos que estão escondidos nestes meios de comunicação que, mal usados, levam até à morte espiritual.

As igrejas do Senhor estão trabalhando em favor da criança, do adolescente e do jovem. Os pais recebem esta grande ajuda, um apoio que não se vê no mundo. Se puserem em prática, terão vitória sobre o mal que os quer atingir.

Televisão

A TV reflete o nível mental da sociedade longe de Deus, que não respeita mais nem sequer os horários em que as crianças estão presentes.

As novelas são baixas, a mensagem amoral, gritaria, o bater de portas, o espírito irado, falsidade, torturas, vinganças, assassinatos, os eternos triângulos amorosos, homossexualismo, tudo que teríamos horror, se acontecesse em nossos lares.

E os pais? Alguns vendo, permitindo que seus filhos vejam, participem, acham que seus filhos são maduros, não serão atingidos pelo que vêem. Grande engano. Os neurônios despertados, os pensamentos perturbados e atitudes que se manifestam de repente.

“O homem que anda desviado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará” (Pv 21:16).

C. S. Louis, em seu livro “Cartas do Inferno”, cita que toda trama contra os judeus, em que seis milhões foram mortos, foi arquitetada em salões atapetados, com cortinas ricas e mulheres e homens muito bem trajados. E neste ambiente Hitler foi usado pelo maligno para assinar estas mortes usando meios cruéis.

Como é o ambiente destas novelas? Casas suntuosas, carros de luxo, bares íntimos onde, no auge dos gritos e insultos, buscam as bebidas destruidoras, servidas por mordomos a rigor.

Neste ambiente está representado um lar, uma família que se desfaz pela insegurança, infelicidade. É o lixo da sociedade decadente.

E as apresentadoras de programas para crianças e adolescentes? Mulheres carregadas de pecado, vividas em pecado, sem compromisso com as pobres crianças, que pulam e gritam como fantoches aos seus comandos. Qual o compromisso delas para com o seu auditório? Só têm compromisso com o cheque do contrato financeiro.

A televisão tornou-se uma ferramenta na mão do adversário, e ele está sabendo usá-la muito bem. Resta que os servos de Deus saibam se defender.

Chegou às minhas mãos o relato de uma professora de uma criança de 4 anos, que havia assistido o desenho da Disney “A Espada era a Lei”, onde um mágico, chamado Merlin, apresentava-se fazendo mágicas. Passados uns dias, ele disse à sua mãe: “- Eu não preciso mais de Jesus, pois poderei resolver tudo com mágica, como Merlin”.

“Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.” (Ap 21:8).

“Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos.” (Dt 18:10-11).

E o que a TV apresenta diariamente? Bruxarias, feitiçarias, consulta aos mortos, tudo isto proibido por Deus, nosso pai Eterno. Crianças e adolescentes não têm capacidade psicobiologia para analisar e discernir as mensagens colocadas em vídeo sem nenhuma estrutura moral.

A TV, usada sem orientação, é um mal terrível.

Poderia citar inúmeros exemplos tristes, mas o importante é que os pais tementes a Deus não entreguem seus filhos à disposição delas para destruir os sentimentos nobres que aprendem do Senhor, pela Sua Palavra.

A Obra que Deus está fazendo nesta hora que antecede a volta do Senhor Jesus é maravilhosa. Reuniões em que crianças, adolescentes, jovens, estão sendo batizados com o Espírito Santo, participam dos cultos a Deus com alegria, evangelizam e frequentam seminários. Em 2006 tivemos, em todo o Brasil, cerca de 233.000 crianças e adolescentes que participaram de diferentes eventos.

Sejamos sábios.

“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria …” (Pv 1:7).

Fonte: http://www.icmobreiros.com.br/

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AS ESTAÇÕES DA VIDA


A vida não é monótona. Há estações diferentes. Assim como temos quatro estações: verão, outono, inverno e primavera, também temos na vida tempos de altos e baixos, flores e frutos, calor e frio. No Brasil nem sempre conseguimos ver com clareza a mudança das estações na natureza. Mas noutros continentes como América do Norte e Europa isso é muito claro. No inverno, todas as árvores perdem suas folhas e ficam secas como se estivessem mortas. Na primavera, porém, a vida se levanta da morte aparente e tudo floresce novamente. No outono, os frutos lindos e saborosos saciarão a todos. É assim também em nossa vida. Descanse na providência de Deus. Talvez você esteja vivendo um período de inverno. Parece que tudo está morto e sem vida em você e ao seu redor. Porém, chegará a primavera e a plenitude da vida vai surgir novamente!

Texto de Hernandes Dias Lopes

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BEBIDA ALCOÓLICA

Por Paulo Junior 



É impressionante notar que no meio cristão há tanta polêmica envolvendo o consumo de álcool. Há uma multidão interminável de teólogos e pastores cristãos que advogam o uso do álcool, com moderação. Eles não veem problema algum (nem pecado algum) em ingerir bebida alcoólica. Para eles a Bíblia não declara explicitamente que beber seja pecado! E, nessa interpretação, muitos têm consumido álcool livremente – se embriagando, é lógico – pois quem consegue beber somente uma xícara de cerveja ou vinho?

A Bíblia, mesmo não tendo um versículo como “Não consumirás álcool”, deixa claro em várias passagens acerca dos perigos do álcool, demonstrando que um cristão não tem nenhuma parte com isso e, pelo contrário, deve terminantemente se afastar de qualquer coisa ligada ao álcool! “Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Provérbios 23:31).

O versículo que usei como tema desse devocional, mostra como o álcool era visto logo nos primeiros dias da raça humana na Terra. As filhas de Ló estavam sem maridos, não haviam homens com quem se casarem. No desespero de não deixarem descendência, pensaram em ter relações sexuais com o próprio pai (incesto). Porém, como fazer tal atrocidade com consentimento do pai? Ló jamais concordaria em ter relações com as próprias filhas! Foi então que uma das filhas disse: “Demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele”!

As filhas logo pensaram no álcool, pois elas conheciam os efeitos nocivos da bebida, não reconhecendo na bebida alcoólica nada positivo – muito pelo contrário – viam o álcool, já naquela época, como um entorpecente vil e mortífero! Foi através do álcool que cometeram um dos atos mais hediondos das Escrituras, pior do que os atos dos moradores de Sodoma, de onde tinha saído: INCESTO, relações sexuais com o próprio Pai!

Preste atenção: é isso que o consumo de bebidas alcoólicas faz! As filhas de Ló inibiram os reflexos do pai, seu raciocínio, sua coordenação motora, retiraram a vergonha do pai, e fizeram-no cometer grave pecado! E o resultado, qual foi (para aqueles que não veem problema algum em tomarem uns goles da vil bebida)? Daquele ato incestuoso as filhas de Ló deram à luz dois meninos, dos quais se originaram os Moabitas e os Amonitas, inimigos constantes de Israel.

Aliás, o uso da bebida alcoólica (vinho ou bebida forte) no Antigo Testamento esteve sempre associado a desgraças. Veja o caso da nudez de Nóe (Gênesis 9:20-29), que foi ocasionada pelo vinho. Davi, quando intentou mal contra Urias, seu soldado, fez uso do álcool para enganá-lo (2Samuel 11:13). O rei Belsazar, ao profanar os utensílios do Templo (Daniel 5:1-4, 22-31), estava consumindo álcool.

Eu pergunto, como consumir bebida alcoólica pode ter algum efeito positivo para alguém? Beber com moderação? Isso está parecendo propaganda de cerveja na televisão! Não deveríamos, portanto, fumar maconha com moderação? Cheirar cola ou cocaína com moderação? O álcool é responsável por mais mortes e desastres nas famílias do que todas as outras drogas ilegais! Isso é um absurdo, pois a Bíblia declara: “O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora (Provérbios 20:1).

Possuímos tantos outros textos que nos advertem sobre o consumo da bebida alcoólica, mas vamos usar o bom senso, meu querido irmão! Em tempos de apostasia, esfriamento da Igreja, corrupção de toda sorte entre a cristandade, tudo que não precisamos é do uso do álcool, para piorar ainda mais nossa situação!

Aqueles que defendem o uso das bebidas alcoólicas defendem sua própria vontade e sua avidez pelo prazer através da bebida! Você, como cristão, deve se afastar completamente de qualquer bebida alcoólica. Os efeitos delas são devastadores e causam grande grave pecado contra Deus, abrindo ainda uma enorme porta para o diabo entrar. Devemos zelar pela saúde do nosso corpo e sanidade da nossa mente, levando em conta que somos santuário do Espírito Santo (veja 1Coríntios 6.19-20, 2Coríntios 6.14-18). Assim sendo, devemos seguir os conselhos do apóstolo Paulo: “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios” (1Tessalonicenses 5:6).

No amor de Cristo,


Paulo Junior

Fonte: https://www.defesadoevangelho.com.br/textos/bebida-alcoolica-paulo-junior/
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POR QUE ROMANOS 9 NÃO AVALIZA A PREDESTINAÇÃO INCONDICIONAL

Por Ciro Zibordi



Pretendo, por meio desta série, demonstrar que Romanos 9 não abona a predestinação incondicional. Mas, antes, responderei a algumas perguntas intrigantes que os calvinistas costumam me fazer.

A primeira pergunta é: “Pastor Ciro, o senhor é arminiano?” E a minha resposta negativa sempre gera outra indagação: “Então, por que se preocupa tanto em refutar o calvinismo?” E emendam um terceiro questionamento: “Se o senhor não é arminiano, por que se vale dos frágeis argumentos arminianos?”

Em primeiro lugar, sempre deixei claro que não me apego a rótulos, ainda que eu não tenha nada contra eles. Eu os valorizo, mas não os priorizo. Por exemplo, nunca escondi de ninguém que sou pentecostal e pastor assembleiano. No entanto, as minhas fontes de autoridade não são a tradição das Assembléias de Deus, a qual eu respeito, e muito, tampouco a minha experiência como pentecostal. A minha fonte primacial de autoridade é a Bíblia. E aqui está um grande problema, posto que calvinistas e arminianos dizem ter o abono das Escrituras para tudo o que afirmam!

A despeito de os ultra-calvinistas continuarem não acreditando em mim, reitero que não sou arminiano nem calvinista. Por quê? Porque não encontro apoio na Bíblia para nenhuma das duas correntes, principalmente para o calvinismo. É claro que o arminianismo — o extremado, é óbvio — supervaloriza a ação humana, em detrimento da graça de Deus. Mas, e o calvinismo? Quer dizer que as suas abordagens exageradas de algumas doutrinas da salvação, como a eleição, a predestinação, a segurança da salvação, etc., não depõem contra a Bíblia?

Por que não sou arminiano? Porque concordo que a salvação se dá exclusivamente pela graça salvadora, e não pelo esforço humano; se bem que isso deve ser entendido à luz das Escrituras, e não mediante teologias “enlatadas”. Não sou arminiano, ainda, porque creio na plena segurança da salvação, em Cristo. Eu disse: “em Cristo”, pois fora de Cristo não há segurança alguma!

Mas, qual é o problema do predestinalismo ou calvinismo extremado? É o determinismo, expresso pela máxima “Uma vez salvo, salvo para sempre”. Nenhum calvinista fanático aceita que o Senhor Jesus tenha morrido por toda a humanidade, tampouco admite que a aceitação da graça se dá mediante o livre-arbítrio. Para um predestinalista, somente os eleitos antes da fundação do mundo estão, por decreto, definitivamente salvos, haja o que houver. E eles pensam ter toda a Bíblia a seu favor. É como se Deus fosse calvinista!

Preocupo-me com o apego dos predestinalistas a passagens isoladas, as quais, fora do contexto, de fato sugerem que Deus tenha eleito uns para a perdição e outros para a salvação. Um desses textos é Romanos 9. Confesso que, se este capítulo pudesse ser extraído de seu contexto, ignorando-se todas as outras verdades das Escrituras, eu já teria me tornado um predestinalista, sem nenhuma dúvida. E poderia dizer como certos internautas: “Eu sou um assembleiano calvinista”...

O problema é que o texto de Romanos 9 — como outras passagens usadas em prol do predestinalismo — está inserido em um contexto imediato (a Epístola de Romanos) e em um contexto geral ou remoto (toda a Bíblia). E certos irmãos em Cristo, desconhecedores de algumas doutrinas da salvação, depois de convencidos de que o calvinismo é verdadeiro, passam a ver todos os outros textos bíblicos sob a ótica predestinalista, o que lhes impede de conhecer a pura verdade do evangelho acerca da salvação em Cristo Jesus. O meu objetivo, portanto, é mostrar que a Bíblia, e somente ela, tem as respostas quanto às doutrinas da salvação.
Começarei esta análise de Romanos 9 pelo versículo 16, haja vista sugerir que não existe o livre-arbítrio: “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadesse”. E, para um bom calvinista, esse versículo é o suficiente para refutar a idéia da participação da livre-vontade humana no que tange à salvação.

Mas é preciso observar que o apóstolo Paulo não se refere ao meio pelo qual se recebe a salvação, e sim à fonte da salvação. A ênfase de que a salvação não depende do que quer, mas do compassivo Deus, não deve ser usada fora de contexto, com a finalidade de descartar a livre-vontade humana, necessária para o recebimento da salvação, segundo a Bíblia (Jo 1.12; 3.16; Rm 10.9,10; Ef 2.8-10).

Se tomarmos como base outros textos neotestamentários, veremos que, conquanto a graça de Deus seja a fonte da salvação, o ser humano pode rejeitar essa dádiva divina (2 Pe 3.9; At 7.51; Rm 9.22). Por outro lado, segundo os predestinalistas, os versículos 21 e 22 do capítulo em análise desferem um golpe mortal contra o livre-arbítrio: “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou os vasos da ira, preparados para perdição”.

OS VASOS DA IRA

Bem, quando a Palavra de Deus menciona a analogia dos vasos, a ênfase é para o fato de que, de acordo com a nossa resposta moral a Deus (cf. 2 Tm 2.20,21), o vaso poderá ser moldado ou desfeito nas mãos do Oleiro, como foi o caso de Israel (Os 8.8, ARC). Quem lê atentamente Jeremias 18 sabe que o Senhor não ignora o livre-arbítrio. Ele mesmo disse, depois de apresentar a Jeremias uma analogia sobre um vaso que se quebrou na mão do oleiro: “Se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (v.8).

À luz do contexto geral da Bíblia, vasos da ira são os pecadores que recebem a ira de Deus após terem permanecido no pecado. Da mesma forma, os vasos de misericórdia são os pecadores que recebem a misericórdia de Deus (Rm 9.23), ao crerem no evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). Os vasos da ira são objetos da ira divina porque se recusam a se arrepender. Daí o fato de Deus suportá-los com longanimidade (Rm 9.22), isto é, esperar pacientemente por seu arrependimento (2 Pe 3.9).

É claro que o argumento acima não convence uma mente predestinalista. Por quê? Porque, como está escrito em Romanos 9.22 que os tais vasos da ira foram preparados para a destruição (ou perdição), os calvinistas continuarão acreditando que a tal preparação para a perdição se deu antes da fundação do mundo. E, para advogar essa idéia, valem-se do próprio capítulo em apreço, pelo qual se afirma, segundo eles, que Jacó e Esaú já nasceram preparados para o que fariam no mundo. Será?

A ELEIÇÃO DE JACÓ E ESAÚ

Os versículos 11 a 13 de Romanos 9 parecem mesmo apoiar o fatalismo calvinista, pelo qual se propaga a eleição arbitrária de indivíduos para salvação e perdição, antes da fundação do mundo. Afinal, o texto diz que Deus amou Jacó e aborreceu (odiou, rejeitou) Esaú. Parece mesmo não haver dúvidas de que o Senhor somente ama os eleitos, além de odiar os não-eleitos. Mas, como eu já disse, não podemos desprezar o contexto imediato, tampouco a analogia geral da Bíblia.

Creio que alguns predestinalistas desdenharão deste artigo, dizendo: “Pobre arminiano” (leiam a primeira parte desta série). Mas não tenho dúvidas do quanto o texto em apreço tem sofrido na mão do calvinismo extremado. Primeiro, porque o apóstolo Paulo não está falando de indivíduos! Jacó (Israel) e Esaú (Edom) representam duas nações! Basta lermos com atenção Gênesis 25.23 para chegarmos a essa conclusão: “E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor”.

Não há, pois, apoio a uma eleição individual, e sim a uma eleição de povos e nações: Israel e Edom. O que houve antes de os gêmeos nascerem foi uma eleição corporativa, e não individual. A passagem em análise não diz que Deus odiou a pessoa de Esaú antes que ela tivesse nascido, nem que Ele amou a pessoa de Jacó antes de este ter vindo ao mundo! Prova disso é que o apóstolo Paulo não citou Gênesis 25.23, diretamente, e sim Malaquias 1.2,3, que alude aos povos israelita e edomita.

Segue-se que a frase “aborreci Esaú” não é uma menção à rejeição do homem Esaú, e sim à rejeição do povo edomita, em razão de seus terríveis pecados, como se lê em Números 20 e Obadias. Mas isso não significa que todos os edomitas estejam, de antemão, condenados em razão de pertecerem à nação de Edom (cf. Am 9.12). A Palavra de Deus afirma que os indivíduos de cada nação podem ser salvos (Ap 7.9). Não era Rute uma moabita, pertencente a um povo rejeitado por Deus?

É um erro, por conseguinte, acreditar que o texto de Romanos 9 alude à eleição de indivíduos. Paulo se refere à eleição do povo de Israel. E, por isso, no capítulo seguinte está escrito: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para a sua salvação” (v.1). O que a Palavra de Deus ensina em Romanos (toda a epístola) é o que se vê em toda a Bíblia. Deus elegeu um povo como nação sacerdotal, Israel (Êx 19.5,6), mas cada indivíduo tem de aceitar a graça de Deus pela fé, a fim de que seja salvo (Rm 11.20). E isso também se aplica à Igreja, geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido (1 Pe 2.9,10).

Outrossim, o ódio de Deus a Esaú (Edom) precisa ser entendido de acordo com o sentido original da palavra usada para “odiei” (ou “rejeitei”). No hebraico, significa “amar menos” e é o mesmo termo aplicado ao sentimento de Jacó por Léia, inferior ao que nutria por Raquel. Ele amava muito esta e “desprezava” aquela (Gn 29.30,31). O sentimento de Jacó por Léia não era de ódio, como que querendo vê-la sofrer. Na verdade, ele até teve filhos com ela! Mas Raquel era a sua preferida.

No Novo Testamento o aludido hebraísmo também ocorre em Lucas 14.26, texto pelo qual aprendemos que, para seguirmos ao Senhor Jesus, amando-o acima de tudo, devemos amar menos (ou “aborrecer”) a nossa família (Mt 10.37).

O ENDURECIMENTO DE FARAÓ

Nos versículos 14 e 15 do capítulo em apreço está escrito: “Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia”. A citação de Paulo refere-se ao endurecimento de Faraó (Êx 7.3,4). Mas é importante enfatizar que não foi Deus quem primeiro endureceu o coração de Faraó (Êx 7.13,14,22). Este se obstinou em seu coração (Êx 8.15), o qual permaneceu endurecido e obstinado, mesmo ante as pragas enviadas por Deus (Êx 8.19,32; 9.7,34,35).

Não foi o Senhor quem fez questão de endurecer Faraó, anulando-lhe a livre-vontade. Ele apenas confirmou o que o próprio Faraó desejava fazer (Êx 9.12; 10.1,20,27). Isso se conforma ao que está escrito em Romanos 1.21 acerca da depravação dos gentios: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu”. Mais adiante, em razão desse endurecimento, está escrito: “Pelo que Deus os abandonou às paixões infames... E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm” (vv.26-28).

Voltando ao endurecimento do coração de Faraó, fica claro pelo estudo contextual das Escrituras que o tal endurecimento, em definitivo, se deu em razão de ele ter se firmado cada vez mais em seu pecado, a cada praga enviada ao Egito. É como está escrito em Provérbios 29.1: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura”. Não foi, portanto, Deus quem endureceu Faraó, pois este escolheu agir assim, mesmo ante as repreensões do Senhor.

Ademais, o termo hebraico usado para “endurecer” denota “fortalecer”, isto é, Deus apenas “fortaleceu” o desejo que estava no coração de Faraó. Não foi Ele quem desejou que Faraó fosse obstinado, mas apenas o abandonou às suas paixões infames e o entregou a um sentimento perverso, que já havia em seu coração (Êx 8.15), posto que ele não se importou em ter conhecimento de Deus (Jo 12.37-50). No mesmo livro de Romanos (contexto imediato), o apóstolo Paulo faz menção a essa dureza de coração ocasionada pelo próprio pecador, e não por Deus: “... segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus” (2.5).

Portanto, o texto de Romanos 9 de maneira alguma avaliza a predestinação incondicional de certas pessoas ao Inferno eterno, à parte do próprio livre-arbítrio delas. E isso também não significa que a salvação seja mediante obras. É claro que o ser humano, por si mesmo, nada pode fazer para salvar-se. Mas é inegável o fato de o Senhor ter dotado o homem de intelecto, sentimento e vontade, a fim de que ele receba ou não, pelo livre-arbítrio, a salvação. Afinal, “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação...?” (Hb 2.3).
Pretendo, por meio desta série, demonstrar que Romanos 9 não abona a predestinação incondicional. Mas, antes, responderei a algumas perguntas intrigantes que os calvinistas costumam me fazer.

A primeira pergunta é: “Pastor Ciro, o senhor é arminiano?” E a minha resposta negativa sempre gera outra indagação: “Então, por que se preocupa tanto em refutar o calvinismo?” E emendam um terceiro questionamento: “Se o senhor não é arminiano, por que se vale dos frágeis argumentos arminianos?”

Em primeiro lugar, sempre deixei claro que não me apego a rótulos, ainda que eu não tenha nada contra eles. Eu os valorizo, mas não os priorizo. Por exemplo, nunca escondi de ninguém que sou pentecostal e pastor assembleiano. No entanto, as minhas fontes de autoridade não são a tradição das Assembléias de Deus, a qual eu respeito, e muito, tampouco a minha experiência como pentecostal. A minha fonte primacial de autoridade é a Bíblia. E aqui está um grande problema, posto que calvinistas e arminianos dizem ter o abono das Escrituras para tudo o que afirmam!

A despeito de os ultra-calvinistas continuarem não acreditando em mim, reitero que não sou arminiano nem calvinista. Por quê? Porque não encontro apoio na Bíblia para nenhuma das duas correntes, principalmente para o calvinismo. É claro que o arminianismo — o extremado, é óbvio — supervaloriza a ação humana, em detrimento da graça de Deus. Mas, e o calvinismo? Quer dizer que as suas abordagens exageradas de algumas doutrinas da salvação, como a eleição, a predestinação, a segurança da salvação, etc., não depõem contra a Bíblia?

Por que não sou arminiano? Porque concordo que a salvação se dá exclusivamente pela graça salvadora, e não pelo esforço humano; se bem que isso deve ser entendido à luz das Escrituras, e não mediante teologias “enlatadas”. Não sou arminiano, ainda, porque creio na plena segurança da salvação, em Cristo. Eu disse: “em Cristo”, pois fora de Cristo não há segurança alguma!

Mas, qual é o problema do predestinalismo ou calvinismo extremado? É o determinismo, expresso pela máxima “Uma vez salvo, salvo para sempre”. Nenhum calvinista fanático aceita que o Senhor Jesus tenha morrido por toda a humanidade, tampouco admite que a aceitação da graça se dá mediante o livre-arbítrio. Para um predestinalista, somente os eleitos antes da fundação do mundo estão, por decreto, definitivamente salvos, haja o que houver. E eles pensam ter toda a Bíblia a seu favor. É como se Deus fosse calvinista!

Preocupo-me com o apego dos predestinalistas a passagens isoladas, as quais, fora do contexto, de fato sugerem que Deus tenha eleito uns para a perdição e outros para a salvação. Um desses textos é Romanos 9. Confesso que, se este capítulo pudesse ser extraído de seu contexto, ignorando-se todas as outras verdades das Escrituras, eu já teria me tornado um predestinalista, sem nenhuma dúvida. E poderia dizer como certos internautas: “Eu sou um assembleiano calvinista”...

O problema é que o texto de Romanos 9 — como outras passagens usadas em prol do predestinalismo — está inserido em um contexto imediato (a Epístola de Romanos) e em um contexto geral ou remoto (toda a Bíblia). E certos irmãos em Cristo, desconhecedores de algumas doutrinas da salvação, depois de convencidos de que o calvinismo é verdadeiro, passam a ver todos os outros textos bíblicos sob a ótica predestinalista, o que lhes impede de conhecer a pura verdade do evangelho acerca da salvação em Cristo Jesus. O meu objetivo, portanto, é mostrar que a Bíblia, e somente ela, tem as respostas quanto às doutrinas da salvação.
Começarei esta análise de Romanos 9 pelo versículo 16, haja vista sugerir que não existe o livre-arbítrio: “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadesse”. E, para um bom calvinista, esse versículo é o suficiente para refutar a idéia da participação da livre-vontade humana no que tange à salvação.

Mas é preciso observar que o apóstolo Paulo não se refere ao meio pelo qual se recebe a salvação, e sim à fonte da salvação. A ênfase de que a salvação não depende do que quer, mas do compassivo Deus, não deve ser usada fora de contexto, com a finalidade de descartar a livre-vontade humana, necessária para o recebimento da salvação, segundo a Bíblia (Jo 1.12; 3.16; Rm 10.9,10; Ef 2.8-10).

Se tomarmos como base outros textos neotestamentários, veremos que, conquanto a graça de Deus seja a fonte da salvação, o ser humano pode rejeitar essa dádiva divina (2 Pe 3.9; At 7.51; Rm 9.22). Por outro lado, segundo os predestinalistas, os versículos 21 e 22 do capítulo em análise desferem um golpe mortal contra o livre-arbítrio: “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou os vasos da ira, preparados para perdição”.

OS VASOS DA IRA

Bem, quando a Palavra de Deus menciona a analogia dos vasos, a ênfase é para o fato de que, de acordo com a nossa resposta moral a Deus (cf. 2 Tm 2.20,21), o vaso poderá ser moldado ou desfeito nas mãos do Oleiro, como foi o caso de Israel (Os 8.8, ARC). Quem lê atentamente Jeremias 18 sabe que o Senhor não ignora o livre-arbítrio. Ele mesmo disse, depois de apresentar a Jeremias uma analogia sobre um vaso que se quebrou na mão do oleiro: “Se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (v.8).

À luz do contexto geral da Bíblia, vasos da ira são os pecadores que recebem a ira de Deus após terem permanecido no pecado. Da mesma forma, os vasos de misericórdia são os pecadores que recebem a misericórdia de Deus (Rm 9.23), ao crerem no evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). Os vasos da ira são objetos da ira divina porque se recusam a se arrepender. Daí o fato de Deus suportá-los com longanimidade (Rm 9.22), isto é, esperar pacientemente por seu arrependimento (2 Pe 3.9).

É claro que o argumento acima não convence uma mente predestinalista. Por quê? Porque, como está escrito em Romanos 9.22 que os tais vasos da ira foram preparados para a destruição (ou perdição), os calvinistas continuarão acreditando que a tal preparação para a perdição se deu antes da fundação do mundo. E, para advogar essa idéia, valem-se do próprio capítulo em apreço, pelo qual se afirma, segundo eles, que Jacó e Esaú já nasceram preparados para o que fariam no mundo. Será?

A ELEIÇÃO DE JACÓ E ESAÚ

Os versículos 11 a 13 de Romanos 9 parecem mesmo apoiar o fatalismo calvinista, pelo qual se propaga a eleição arbitrária de indivíduos para salvação e perdição, antes da fundação do mundo. Afinal, o texto diz que Deus amou Jacó e aborreceu (odiou, rejeitou) Esaú. Parece mesmo não haver dúvidas de que o Senhor somente ama os eleitos, além de odiar os não-eleitos. Mas, como eu já disse, não podemos desprezar o contexto imediato, tampouco a analogia geral da Bíblia.

Creio que alguns predestinalistas desdenharão deste artigo, dizendo: “Pobre arminiano” (leiam a primeira parte desta série). Mas não tenho dúvidas do quanto o texto em apreço tem sofrido na mão do calvinismo extremado. Primeiro, porque o apóstolo Paulo não está falando de indivíduos! Jacó (Israel) e Esaú (Edom) representam duas nações! Basta lermos com atenção Gênesis 25.23 para chegarmos a essa conclusão: “E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor”.

Não há, pois, apoio a uma eleição individual, e sim a uma eleição de povos e nações: Israel e Edom. O que houve antes de os gêmeos nascerem foi uma eleição corporativa, e não individual. A passagem em análise não diz que Deus odiou a pessoa de Esaú antes que ela tivesse nascido, nem que Ele amou a pessoa de Jacó antes de este ter vindo ao mundo! Prova disso é que o apóstolo Paulo não citou Gênesis 25.23, diretamente, e sim Malaquias 1.2,3, que alude aos povos israelita e edomita.

Segue-se que a frase “aborreci Esaú” não é uma menção à rejeição do homem Esaú, e sim à rejeição do povo edomita, em razão de seus terríveis pecados, como se lê em Números 20 e Obadias. Mas isso não significa que todos os edomitas estejam, de antemão, condenados em razão de pertecerem à nação de Edom (cf. Am 9.12). A Palavra de Deus afirma que os indivíduos de cada nação podem ser salvos (Ap 7.9). Não era Rute uma moabita, pertencente a um povo rejeitado por Deus?

É um erro, por conseguinte, acreditar que o texto de Romanos 9 alude à eleição de indivíduos. Paulo se refere à eleição do povo de Israel. E, por isso, no capítulo seguinte está escrito: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para a sua salvação” (v.1). O que a Palavra de Deus ensina em Romanos (toda a epístola) é o que se vê em toda a Bíblia. Deus elegeu um povo como nação sacerdotal, Israel (Êx 19.5,6), mas cada indivíduo tem de aceitar a graça de Deus pela fé, a fim de que seja salvo (Rm 11.20). E isso também se aplica à Igreja, geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido (1 Pe 2.9,10).

Outrossim, o ódio de Deus a Esaú (Edom) precisa ser entendido de acordo com o sentido original da palavra usada para “odiei” (ou “rejeitei”). No hebraico, significa “amar menos” e é o mesmo termo aplicado ao sentimento de Jacó por Léia, inferior ao que nutria por Raquel. Ele amava muito esta e “desprezava” aquela (Gn 29.30,31). O sentimento de Jacó por Léia não era de ódio, como que querendo vê-la sofrer. Na verdade, ele até teve filhos com ela! Mas Raquel era a sua preferida.

No Novo Testamento o aludido hebraísmo também ocorre em Lucas 14.26, texto pelo qual aprendemos que, para seguirmos ao Senhor Jesus, amando-o acima de tudo, devemos amar menos (ou “aborrecer”) a nossa família (Mt 10.37).

O ENDURECIMENTO DE FARAÓ

Nos versículos 14 e 15 do capítulo em apreço está escrito: “Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma! Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia”. A citação de Paulo refere-se ao endurecimento de Faraó (Êx 7.3,4). Mas é importante enfatizar que não foi Deus quem primeiro endureceu o coração de Faraó (Êx 7.13,14,22). Este se obstinou em seu coração (Êx 8.15), o qual permaneceu endurecido e obstinado, mesmo ante as pragas enviadas por Deus (Êx 8.19,32; 9.7,34,35).

Não foi o Senhor quem fez questão de endurecer Faraó, anulando-lhe a livre-vontade. Ele apenas confirmou o que o próprio Faraó desejava fazer (Êx 9.12; 10.1,20,27). Isso se conforma ao que está escrito em Romanos 1.21 acerca da depravação dos gentios: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu”. Mais adiante, em razão desse endurecimento, está escrito: “Pelo que Deus os abandonou às paixões infames... E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm” (vv.26-28).

Voltando ao endurecimento do coração de Faraó, fica claro pelo estudo contextual das Escrituras que o tal endurecimento, em definitivo, se deu em razão de ele ter se firmado cada vez mais em seu pecado, a cada praga enviada ao Egito. É como está escrito em Provérbios 29.1: “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura”. Não foi, portanto, Deus quem endureceu Faraó, pois este escolheu agir assim, mesmo ante as repreensões do Senhor.

Ademais, o termo hebraico usado para “endurecer” denota “fortalecer”, isto é, Deus apenas “fortaleceu” o desejo que estava no coração de Faraó. Não foi Ele quem desejou que Faraó fosse obstinado, mas apenas o abandonou às suas paixões infames e o entregou a um sentimento perverso, que já havia em seu coração (Êx 8.15), posto que ele não se importou em ter conhecimento de Deus (Jo 12.37-50). No mesmo livro de Romanos (contexto imediato), o apóstolo Paulo faz menção a essa dureza de coração ocasionada pelo próprio pecador, e não por Deus: “... segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus” (2.5).

Portanto, o texto de Romanos 9 de maneira alguma avaliza a predestinação incondicional de certas pessoas ao Inferno eterno, à parte do próprio livre-arbítrio delas. E isso também não significa que a salvação seja mediante obras. É claro que o ser humano, por si mesmo, nada pode fazer para salvar-se. Mas é inegável o fato de o Senhor ter dotado o homem de intelecto, sentimento e vontade, a fim de que ele receba ou não, pelo livre-arbítrio, a salvação. Afinal, “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação...?” (Hb 2.3).





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