Um ponto de encontro entre internautas cristãos, professores de escola bíblica e pregadores.

CONTRARIANDO TEÓLOGOS CESSACIONISTAS


John F. MacArthur costuma criticar os pentecostais os quais, segundo ele, dão primazia à experiência, em atitude de desprezo à verdade já revelada na Bíblia. Para o referido autor e outros do mesmo time, a experiência cristã é algo de pouca ou de nenhuma importância. Isso não é verdade, MacArthur está enganado. Se aplicarmos a Bíblia como nossa regra de conduta acontece o contrário daquilo que ele afirma.

A experiência tende a ser má quando aquele que a possui não se apoia nas Escrituras nem mostra uma vida de comunhão com Deus. Porém, conforme escreveu o apóstolo Paulo, a verdadeira experiência é a soma - tribulação + experiência, donde advêm a esperança, "e a esperança não traz confusão", Rm 5.3-5.

O cego de nascença que foi curado por Jesus, cuja história se acha narrada no capítulo 9 do Evangelho de João, pôs fim a uma grande demanda teológica com os judeus incrédulos, dizendo apenas: "Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo", Jo 9.25. Experiências são fatos, e contra fatos não há argumentos.

Ao endemoninhado gadareno a quem libertara, Jesus disse: "Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti", Mc 5.19. O texto sagrado acrescenta: "E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilhavam", v.20.

Diante da grande multidão que o acusava em Jerusalém; em sua defesa, o apóstolo Paulo contou sua própria experiência, a começar desde seus ancestrais até o seu ministério no momento em que foi preso, como meio de abrandar-lhes a ira: At 22.

Salvação, batismo com o Espírito Santo, dons espirituais, comunhão com Deus e com os santos, são experiências para serem não só vividas mas igualmente contadas aos outros. Contar aos outros o que Deus fez por nós é uma forma de continuarmos com a bênção recebida em nossas vidas. E isto desagrada não só aos "apóstolos," da causa antipentecostal: desagrada o Diabo também.

Evidentemente, cada causa tem opositores à altura da sua dignidade. E para sobreviver sob o acirrado fogo da artilharia antipentecostal, jamais lançaremos mão das armas dos que se nos opõem. Hoje, como sempre, prevalece "a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos", Zc 4.6.

Acreditar na afirmação de Gromacki e Francisco Huling, de que o Movimento Pentecostal é de origem satânica, seria o mesmo que admitir que Satanás se tenha convertido e se feito aliado de Deus na redenção do mundo, pois, quem tem feito mais que os pentecostais pela evangelização dos povos? Russell Spittler disse que "os pentecostais sempre foram melhores no evangelizar que no escrever tratados de teologia. Somos mais conhecidos pelas missões ao estrangeiro que pelos livros teológicos". Mas não temos porque nos envergonhar disso, pois quando ganhamos uma alma sabemos estar cumprindo com o desejo maior de Deus - a conquista de almas, e a Bíblia diz: "O que ganha almas sábio é", Pv 11.30.

O Movimento Pentecostal continuará triunfando e por fim triunfará, porque ele não é um movimento do homem, mas do Espírito Santo. E um movimento do Espírito Santo não pode ser destruído pelas ideias de homens cessacionistas de candeia apagada.

UM ERRO CLÁSSICO DE INTERPRETAÇÃO ONDE COMEÇA O CESSACIONISMO

Os escritores antipentecostais se habituaram a citar 1 Coríntios 13.10: "Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado". Foi daí que extraíram o absurdo ensino de que os dons espirituais cessariam logo após fossem concluídos os escritos do Novo Testamento. A respeito deste assunto de 1 Coríntios 13.10, escreve o Dr. Russell Norman Champlin, no seu "Novo Testamento Interpretado": "Não existe aqui, obviamente, nenhuma referência ao cânon das Escrituras do Novo Testamento, como a 'perfeição' que esperamos. Esta interpretação é uma invenção do século XX para obter um texto de prova para ensinar que os dons, necessariamente, deveriam ter acabado ao fim da era apostólica. A 'perfeição' do texto é adequadamente descrita: Nesta perfeição 'conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido', v.12... O cânon das Escrituras, claramente, não trouxe tais condições. Paulo está é antecipando a perfeição que a segunda vinda de Cristo trará...

"Precisamos da manifestação de todos os dons espirituais, tanto hoje em dia como em qualquer outra época; porquanto a nossa era se caracteriza pelo materialismo e pela mais profunda impiedade. Os dons espirituais deveriam fortalecer a Igreja e fazer dela um poder neste período, contanto que todos venham genuinamente da parte do Espírito Santo".


Os trechos destacados foram extraídos do livro "A Doutrina Pentecostal" de Raimundo Oliveira - CPAD.
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